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Pátio das Antigas, Lisboa Antiga, Corrida, Rampa da Ponte Nova à Cruz das Oliveiras
©DRCorrida, Rampa da Ponte Nova à Cruz das Oliveiras

O Pátio das Antigas: Bólides na Ponte Nova

Coisas e loisas da Lisboa de outras eras

Por Eurico de Barros
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Foram 21 os carros e 10 as motos que empolgaram a multidão que assistiu, há 101 anos, à corrida da Rampa da Ponte Nova à Cruz das Oliveiras.

Quem no dia 10 de Julho de 1910 passou pela Ponte Nova, à Rua da Fábrica da Pólvora, assistiu a um espectáculo memorável. A corrida de automóveis e motos da Rampa da Ponte Nova à Cruz das Oliveiras, num total de 1,5 km, uma das primeiras do género a ter lugar em Lisboa. Foi uma organização do Real Automóvel Club, incluída no Mês Desportivo da capital, que teve a dirigi-la, e também como membro do júri e concorrente, o Infante D. Afonso. O irmão do rei D. Carlos era um grande aficionado de corridas de automóveis, sendo popularmente conhecido como “O Arreda!”, palavra que gritava a quem quer que se metesse à frente do seu carro.

Participaram, nesta Rampa da Ponte à Cruz das Oliveiras, 21 viaturas e 10 motocicletas, e como se escreveu então na revista Occidente, “a diversão decorreu animadíssima, com certa feição aristocrática e ao mesmo tempo popular, pois que a todos interessava, sendo grande a afluência do público”. Segundo a revista Tiro e Sport, não houve “quer por incúria quer por imprudência, o mais leve desastre. Muito enthusiasmo, música, etc. Os socorros médicos estavam devidamente organizados. No local da meta estava armada a tribuna de onde toda a elite de Lisboa assistiu à corrida”. Para a história, aqui ficam os vencedores. Em Automóveis, Estevam Fernandes, ao volante do seu Brazier; e em Motocicletas, Frederico Traquina, conduzindo uma FN.

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