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O Rossio na Betesga #27: um salão sobre carris

Museu da Carris
Manuel Manso

É um luxo, um verdadeiro luxo, e está no Museu da Carris.

Quando somos convidados a subir a este eléctrico, parece que entrámos numa cápsula do tempo. Sofás boutonés em veludo com remate de franjinhas, o tecto incrível também estofado a condizer. Os cortinados púrpura com sanefas rematadas com passamanaria de pompons. As janelinhas de ventilação em vidro pintado, os candeeiros em apliques de tulipas no tecto. Já para não falar no pormenor dos cordões de seda sobre as janelas, ao longo de toda a carruagem, com borlas que devem ser puxadas para assinalar que um passageiro deseja sair na próxima paragem. O guarda-freios desafia-nos a puxá-los
– e a campainha tilinta.

Mas ninguém vai sair, pelo contrário, a viagem vai é começar. É esta a forma como os visitantes são levados do Núcleo 1 da exposição (onde, entre muitas outras coisas, ficamos a saber que o amarelo da Carris, na sua origem, afinal é canarinho, porque a empresa foi fundada no Rio de Janeiro) para os Núcleos 2 e 3, que ficam na outra ponta das instalações do Museu da Carris.

É a bordo deste eléctrico de 1901, adaptado nos anos 60, junto com um irmão gémeo, para serviço de turismo, contando para isso com o primoroso trabalho de decoração de Pedro Leitão, que chegamos às naves onde estão albergadas as dezenas de viaturas que fazem a história da Carris (e de Lisboa), desde os americanos puxados por cavalos à cabine do maquinista do metro, onde nos podemos instalar ao comando dos painéis. Uma trip para apaixonados por transportes.

Museu da Carris. Rua 1º de Maio, 101. 21 361 3087. Seg-Sáb 10.00-18.00. 4€.

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