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Pedais, música, acção. Há um novo estúdio de cycling em Lisboa

Fica em Campo de Ourique e quer pedalar para bem longe do exercício físico mais monótono. Fomos espreitar o Studiorise.

Escrito por
Mauro Gonçalves
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"A música nos ginásios nunca é assim muito boa, pois não?" – a introdução é feita por Carine Lucas, uma das proprietárias do Studiorise. O espaço, em pleno bairro de Campo de Ourique, tem as portas abertas desde a primeira segunda-feira de Outubro. Amplo e sem a habitual recepção dos clubes de fitness, pode até deixar apreensivos os visitantes dos primeiros dias. "Por isso é que o nosso mote é fitness is boring. Não é só exercício que estamos a propor aqui, é um momento de diversão e evasão", continua.

Descidas as escadas, entramos no estúdio onde tudo acontece. É escuro, tem capacidade para 20 pessoas (lotação reduzida devido à pandemia) e está equipado com um sistema de som digno de uma pista de dança. Porém, dançar só mesmo com os pés atarraxados nos pedais. Sim, porque estas aulas exigem calçado próprio, disponibilizado pelo estúdio e a fazer lembrar as velhas idas ao bowling.

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São 45 minutos non stop, o que significa que tem de ir preparado para suar em bica, do princípio ao fim. Não se preocupe porque no escurinho da sala não dá para ver nem a pessoa que está ao lado. Quanto à música, tudo depende de quem dá a aula. "Não quisemos ter o instrutor convencional. Fomos buscar pessoas com formação artística e com formação em música, dança e teatro", explica Carine.

A trupe de instrutores é a jóia da coroa do Studiorise. São sete e cada um leva para o estúdio os seus ritmos favoritos. Apanhámos Mariana em acção — uma corrida intensa, quase sempre de rabo fora do selim e ao som de Spice Girls e Rihanna, entre outros êxitos pop. É cantora e atriz, habituada à adrenalina nas grande produções musicais. Carlota formou-se no Bolshoi e vem do ballet clássico. Guilherme é um ás da dança contemporânea com carreira internacional. Ricardo é coreógrafo. Gigi contagia com sonoridades africanas e brasileiras. Rui evoca as suas raízes cabo-verdianas, enquanto Solange deixou a vida de engenheira para se tornar street dancer.

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Uwe B. Schlund

Este é o projecto de Carine Lucas e Alexis Péribère, uma luso-descendente ligada ao marketing e um francês do ramo imobiliário que se conheceram em Março de 2020. Lisboa era um destino comum, tal como a vontade de mudar de vida e de criar um espaço diferenciador na área do fitness e do bem-estar. "Aqui, não existe pressão para vir treinar. Nunca vamos perguntar a ninguém porque é que não tem vindo ou quando é que vai voltar. Por isso mesmo é que as pessoas têm a possibilidade de comprar as aulas individualmente".

No rés-do-chão, prepara-se um palco para outras actividades, seja yoga, meditação ou palestras ligadas à saúde e ao bem-estar. Em construção está também uma pequena loja com algumas peças de vestuário oficiais, mas também das marcas Bala e Girlfriend Collective, e com os suplementos alimentares da Combeau.

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As aulas acontecem todos os dias, de manhã, à hora de almoço e ao fim da tarde, embora o estúdio esteja ainda a testar diferentes horários nestes primeiros tempos. As marcações podem ser feitas online. A primeira aula custa 10€ (ou 30€ no caso de um pacote de três). A partir daí é 20€ por sessão ou 90€, 160€, 280€ ou 390€ (cinco, dez, 20 e 30 aulas, respectivamente).

Rua Correia Teles, 18 (Campo de Ourique). www.studiorise.eu

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