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‘RAPunzel’: este espectáculo ao ar livre quer dar-nos música

Toda a gente conhece a história de Rapunzel. Mas este clássico dos Irmãos Grimm chega agora em rap, pela mão da Byfurcação.

Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
RAPunzel – Talvez Musical
Fotografia: Ricardo RodriguesRAPunzel – Talvez Musical
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Era uma vez um casal sem filhos, que queria muito uma criança. Era uma vez uma grávida, com desejos de rabanetes, que ousou roubar os da vizinha. Era uma vez uma jovem de longos cabelos louros, aprisionada no cimo de uma torre por uma feiticeira vingativa. A história é conhecida, mas agora chega-nos com sons e ritmos diferentes, pela mão da Byfurcação. “É uma adaptação do conto tradicional dos Irmãos Grimm, que nos leva a tentar o musical infantil”, diz o encenador Paulo Cintrão, que também subirá a palco, juntamente com João Ascenso, João Parreira, Carlos Gonçalves e Ricardo Karitsis. Depois de estrear com sucesso na Quinta da Ribafria, em Sintra, RAPunzel – Talvez Musical convida as famílias a rumar até ao Jardim Botânico Tropical, em Belém.

Castigada por um erro cometido pelos seus pais, Rapunzel vive num quarto de uma torre muito alta. Apenas com uma janela virada para um bosque profundo, a jovem prisioneira passa os dias a pentear e a entrançar os seus longos cabelos loiros, para que a sua madrinha, uma velha com fama de bruxa má, a possa visitar, trepando-lhe pela trança acima. Mas um dia, já de noite, um jovem príncipe ouve-a cantar ao luar. Apaixonado pela sua doce voz, Louis, assim se chama, promete a si mesmo e à sua amada que haverá de arranjar forma de subir àquela torre tão alta para pedir a sua mão em casamento. E, claro, levá-la dali para fora, finalmente livre.

Tão livre como os espectadores se vão sentir no cenário natural do Jardim Botânico Tropical, um oásis de folhagem e arvoredo que não encontra em mais lado nenhum na cidade. “O jardim do Museu Nacional da História Natural e da Ciência, onde já estivemos várias vezes, é gerido pela mesma reitoria [a da Universidade de Lisboa]. E nós temos este bichinho da rua”, confessa o encenador. “É evidente que também gostamos de fazer espectáculos em sala, mas agrada-nos particularmente tirá-los do espaço teatral e adaptá-los às vicissitudes do meio ambiente. E é até uma maneira de os criar itinerantes, com o cenário a mudar consoante o local de apresentação.”

Com música de Nuno Cintrão, este espectáculo – que se revela uma estória em rap (ou um rap a contar uma história) – estará em cena aos domingos, às 11.00 e às 16.00, de 17 de Julho a 27 de Setembro. Com sensibilidade e sentido de humor, a associação cultural Byfurcação, que não é nova nestas andanças de modernizar textos clássicos para a infância, compromete-se, por um lado, a entreter espectadores de todas as idades; e, por outro, a fazê-lo fora dos palcos tradicionais e de forma pouco convencional. “Temos um lema, que já seguimos há muitos anos. Costumamos dizer que fazemos espectáculos infantis também para crianças, porque o nosso público-alvo são os adultos que têm de as levar”, explica Paulo. “Para nós faz sentido ser interessante não só para os filhos, como também para o resto da família.”

Jardim Botânico Tropical (Belém). 17 Jul-25 Set, Dom 11.00 e 16.00. 8€-10€. M/3

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