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Sabotagem roqueira: o Sabotage faz cinco anos

Sabotagem roqueira: o Sabotage faz cinco anos
Klara Johanna Michel

São cinco anos de Sabotage, cinco anos de rock em barda no Cais do Sodré. A nossa sugestão é que vá comer bolo de quarta a sábado e pelo meio ouvir concertos de Electric Moon, The KVB, Debut! e Jibóia. 

Antes de ser um bar, uma sala de concertos, uma discoteca, antes de ter ocupado o Cais do Sodré com algum do melhor rock que se faz por cá e por lá (lá fora, evidentemente), já o Sabotage fazia pela música, contribuía para o seu crescimento enquanto distribuidora/editora. “Já aí lançávamos novos artistas. Sempre centrámos o nosso trabalho na pesquisa de novos músicos, em dar-lhes espaço, fazê-los chegar ao público. Depois era chatear e a imprensa e dizer: isto é bom, oiçam isto. Agora fazemos isso com a música ao vivo até porque a distribuição como forma de actividade tornou-se obsoleta”, garante Ana Paula Flores, uma das proprietárias do espaço que agora celebra cinco anos de portas abertas e pista de dança pronta para todos. 

E sempre que o Sabotage faz anos é sinal de que vem aí bomba, ou uma programação especial que se efectiva num minifestival com concertos e DJs durante quatro dias. Mas já lá vamos. Antes convém, como sempre se faz neste género de coisas, fazer o tal balanço. “Ao fim destes cinco anos podemos dizer que já conseguimos construir a nossa identidade. Temos inúmeras bandas que vêm em tour à Europa e que dizem que querem vir ao Sabotage a Lisboa, e isso também com o público, há estrangeiros que já lá aparecem com a nossa referência. Isso é maravilhoso”, explica Ana Paula. 

Interessante o lugar que ocupa o Sabotage. É que apesar de estar inscrito no Cais do Sodré, onde já sobra pouco espaço para inovações, onde já se torna difícil fugir à massificação turística que bebe shots ao balcão e foge para outro quintal, o Sabotage é, afinal de contas, um lugar de culto e um dos raros  sítios lisboetas que faz do rock, desse movimento e sonoridade, a sua bandeira. E não contam arriá-la brevemente, como conta Ana Paula Flores: “Quando abrimos o espaço também nos disseram que o rock já não estava a dar. Achamos piada a essa conversa, até porque isso significa que se nos outros sítios o rock já não passa as pessoas vão-nos procurar, sabem que aqui o rock vai continuar e que
vai ser bom.”

Tínhamos dito que já cá vínhamos e aqui estamos nós. Desta quarta-feira a sábado os cinco anos do Sabotage assinalam-se numa mostra de rock e de alguns derivados. Os Electric Moon, alemães para quem o psicadelismo é tudo, tocam sábado; The KVB, dupla britânica entre a electrónica e o shoegaze, actuam sexta, no mesmo dia que Ricardo Remédio; os Debut! (do Barreiro) actuam quarta, tal como os Jibóia. Quinta é a vez de Xinobi. Tudo é rock. 

Sabotage. Qua-Sáb 23.00-06.00. 

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