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Sara Barros Leitão
Fotografia de João SaramagoSara Barros Leitão

Sara Barros Leitão inaugura Clube do Livro Feminista em Janeiro

É o primeiro projecto de “Cassandra”, a estrutura artística de Sara Barros Leitão. As inscrições abriram a 1 de Janeiro e a participação é gratuita e online.

Por
Raquel Dias da Silva
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Inspirando-se na colectânea de poesia homónima de Ovídio, Heróides – Clube do Livro Feminista é o projecto inaugural da estrutura artística de Sara Barros Leitão, vencedora da primeira edição do Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II. “No meu caso, entendi que, em momentos tão dramáticos como estes que nós vivemos, em que os perigos estão tão à espreita, deveria multiplicar este prémio em forma de pensamento e sentido crítico”, diz à Time Out a actriz e encenadora portuguesa.

A ideia é criar uma comunidade de leitores, que aceite o desafio de ler um livro por mês, escolhido por um de doze convidados e convidadas, mas também de o discutir num encontro via Zoom. Cada sessão terá a duração estimada de duas horas, sempre com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.

“Os livros não são necessariamente feministas, as leituras que fazemos é que o são, para que possamos criar uma espécie de grupo de guerrilha e tentarmos perceber como é que podemos salvar o mundo”, esclarece Sara. “Acho que os livros são talvez a melhor forma de nos muscularmos contra o que aí vem e partilhar leituras nunca está fora de moda.”

A primeira sessão está prevista para 30 de Janeiro, com a orientação da investigadora palestiniana Shahd Wadi, que propõe Corpos na trouxa – Histórias artísticas-de-vida de mulheres palestinianas no exílio, um livro que resulta da sua tese de doutoramento em Estudos Feministas.

Nos meses seguintes, haverá propostas de Sara Carinhas, Ana Catarina Correia, Mónica Assunção, Verónica Lopes, Joana Cottim, Angella Graça, Alcina Jacinto Faneca, Sofia Frade, Nuna, Marco Mendonça e Paula Cardoso, entre as quais se destacam, por exemplo, As ondas, de Virginia Woolf, e Todos devemos ser feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie.

Caso não consiga inscrever-se nas sessões, será sempre possível acompanhar o clube do livro através do site, onde será aberto um fórum escrito para troca de ideias. O ideal será ter terminado o livro antes da data prevista para a discussão, mas se não for esse o caso, se não tiver gostado ou até percebido o livro, poderá partilhar as suas razões, dúvidas e pensamentos. O importante é participar.

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