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Se ainda não conhece Caroline Lethô tem de ir ao Ministerium

Caroline Lethô
Fotografia: Manuel Manso

Caroline Lethô é uma das vozes da electrónica independente nacional em óptima forma, garantimos. Este sábado toca no Ministerium, numa noite que junta Dave Clarke, VIL e Mary B, e que promete, portanto, ser uma noite para recordar. 

Primeiro foi o saxofone, do pai. Não perdia um ensaio no Conservatório Regional do Algarve, em Faro, onde nasceu e cresceu. Foi esse sopro que a precipitou na bateria e no baixo. Depois foi a vida, dela. O crescimento que procura sangue novo, como aquele que encontrou no Nordik: “era um miniclube, em Faro, que apostava em música electrónica alternativa e foi aí que comecei a explorar e conhecer esse mundo”, explica Caroline Lethô, uma das vozes da nova escola de uma electrónica lisboeta, nacional, independente e cheia de talento. 

Prova é que Lethô, nome artístico de Carolina Mimoso, vai estar no NOS Primavera Sound, e é, a par de Carga Aérea, uma das representantes portuguesas na Red Bull Music Academy 2018 (uma espécie de encontro entre produtores e músicos para ouvir palestras, ter sessões de estúdio, experimentar), a realizar-se em Setembro, em Berlim. E como se não fosse suficiente actua este sábado com o astro do techno Dave Clarke, e ainda com VIL e Mary B. Todas as razões são boas para falarmos de Caroline Lethô. 

Aos 20 anos vem para o IADE estudar marketing e publicidade, mas depressa se muda para a ETIC, onde por fim consegue dizer ao fantasma das nove-às-cinco para ir bater a outra porta: “No fundo, sempre quis seguir este caminho, mas as pressões de ter um trabalho ‘normal’ falaram mais alto por uns tempos. Mas quando fui para a ETIC aprofundei bastante a minha técnica de produção, e foi aí que lancei a EP na AVNL e a partir daí as coisas foram acontecendo mais ou menos naturalmente. A Rádio Quântica nasceu, a compilação da Labareda aconteceu, a minha estreia como DJ no Lux…”, enquadra. 

E, claro, convenhamos que quer Sonja (Labareda), quer Violet e Photonz (Rádio Quântica) foram pessoas essenciais no seu crescimento. Foi a partir daí que começou a tocar mais em Lisboa e, consequentemente, lá fora. O seu programa mensal na Quântica, String Theory, serve não só para mostrar a música que vai fazendo como para mostrar o que a tem agitado, dar luz a gente que ainda não a achou. Todo esse trabalho que podemos considerar de investigação e prospecção acrescenta-lhe, ainda mais, o valor. 

Pelo meio esteve a viver pouco tempo na Noruega, onde admite ter feito música “mais dark” do que aquela que faz hoje, que considera “melódica, dançável, mas também de contemplação, ritmada”. E sim, nós sabemos que nisto, como em tudo, nenhuma visão é estática, sobretudo quando falamos de um universo que assiste a um desenvolvimento, sobretudo em Portugal, enorme. Que o diga Lethô: “Sim, estamos cheios de talento e de uma força bonita de se ver. Temos que começar a colocarmo-nos no mesmo patamar que nomes que vêm de for a.” Ou seja, Dave Clark, VIL, muita cautela.

Ministerium Club. Sáb 23.55-08.00. 10-15€.  

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