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Uma carta aberta ao tipo encostado ao varão no metro

Por O Provedor
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Há uma, e só uma boa justificação para estar encostado ao varão do metro: está prestes a começar a exibir perante toda a gente na carruagem tudo o que aprendeu nas suas aulas de pole dancing.

Se não é esse o caso, se não se prepara para nos deslumbrar a todos com danças exóticas, então por favor desampare essa loja. Porque essa loja, ou varão, serve para outras pessoas se ampararem. Vamos explicar: esse tubo de metal cinzento é para ser agarrado com as mãos, não para suportar o peso das suas costas.

Está familiarizado com o funcionamento dos seus membros superiores? Sabe o que fazer com estas extremidades? Explicamos: o pulso serve para girar a mão e colocá-la na posição certa. Os dedos, que são aquelas protuberâncias a sair da palma com uma unha na ponta, podem ser manipulados por forma a agarrar o varão. E já está. Parabéns, conseguiu segurar-se a um objecto imóvel.

Ao usar as suas manápulas de forma correcta está a garantir que mais pessoas se podem segurar quando viajam de pé. Não é incrível?

O Tipo Encostado ao Varão do Metro é só um de uma longa lista de vermes subterrâneos. Há ainda a Pessoa a Cortar as Unhas na Carruagem, o Jovem Que Não Acredita em Lugares Prioritários e o Exibicionista de Calçado, que julga que o banco à sua frente serve para pousar os pés.

Será da privação de luz ou do excesso de monóxido de carbono? O que é que o metropolitano tem que traz ao de cima o pior da humanidade?

O Provedor do Lisboeta é um vigilante dos hábitos e manias dos alfacinhas e de todos aqueles que se comportam como nabos e repolhos nesta cidade. Se está indignado com alguma coisa e quer ver esse assunto abordado com isenção e rigor, escreva ao provedor: provedor@timeout.com.

+ Uma carta aberta às lojas abertas “since 2017”

+ Uma carta aberta ao saco que está a ocupar um banco no autocarro

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