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Uma sálvia a florir na Avenida da Liberdade

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Cheira bem, cheira a Lisboa. Subimos e descemos a Avenida da Liberdade para descobrir um novo campo florido.

Sálvias e petúnias. Mais concretamente, 20 mil pés de sálvias e petúnias, que até ao final desta semana vão ser plantadas para fazer da Avenida da Liberdade um autêntico jardim em flor. E por mais que lhe possa parecer acção de Primavera, essa estação que faz brotar flores pela cidade, a Câmara Municipal de Lisboa, responsável por esta iniciativa, decidiu atrasar a intervenção para depois das Festas de Lisboa e deixar aliviar a pressão sobre a Avenida para, finalmente, trazer novas espécies para encantar quem sobe e desce.

Fotografia: Duarte Drago

“Embora não seja muito sustentável ter isto na cidade toda, porque requer bastante manutenção, a Avenida é um sítio estratégico e optámos por continuar a flori-la, ainda que a maior parte da área esteja revestida por plantas perenes”, explica Alexandra Canha. A técnica responsável da Divisão de Manutenção e Requalificação da Estrutura Verde da Câmara Municipal diz que poucos são os locais em Lisboa que a autarquia intervenciona desta maneira – só no Jardim da Estrela e na Praça do Império também vão sendo plantadas flores de estação.

Para esta altura, Alexandra Canha optou por trazer sálvias vermelhas para os canteiros centrais e petúnias para as rotundas de palmeiras e para rodear o Monumento aos Mortos da Grande Guerra. “Apostámos em flores mais coloridas em zonas com maior impacto, como é o caso da estátua ou das rotundas junto às saídas de metro. Aqui as pessoas param e fotografam, enfim, gostam do que vêem.”

Fotografia: Duarte Drago

Depois do trabalho de plantação das flores, a especialista e a sua equipa vão começar a substituir alguns dos relvados dos passeios laterais, sobretudo aqueles que se encontram mais à sombra. Nessas zonas, a relva será substituída por Ophiopogon japonicus, mais conhecida por relva pêlo-de-urso, espécie que exige muito pouca manutenção. A intervenção passa também por tratar das palmeiras centenárias, prevenindo que sejam atacadas pela praga do escaravelho.

Fotografia: Duarte Drago

Mas nem tudo é um mar de rosas (até porque não é espécie que abunde aqui). Alexandra Canha alerta para o vandalismo de alguns canteiros plantados há menos de uma semana. “As pessoas querem uma cidade bonita, limpa, florida, mas quando fazemos intervenções depois deparamo-nos com alguns actos de vandalismo de roubo de flores ou destruição”, diz, referindo-se também a quem passeia os animais de estimação e deixa os amigos de quatro patas caminhar sobre as flores. “Faz parte do civismo de cada pessoa, a cidade é de todos e temos de a estimar, seja onde for”.

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