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Valdo Gatti: o novo italiano do Bairro Alto com pizzas biológicas

Valdo Gatti: o novo italiano do Bairro Alto com pizzas biológicas
Arlindo Camacho

É muito simples: aqui comem-se pizzas. Há uma ou outra salada, um tiramisu, bolo de chocolate e gelados da Nannarella para a sobremesa e é tudo. A Valdo Gatti é a nova pizzaria do Bairro Alto e quer abrir mais casas nos próximos anos na cidade e pelo país fora. E garantem que só as bebidas enlatadas é que não são biológicas.

António Cardoso nasceu numa família de agricultores de São Pedro do Sul e talvez isso explique que todos os negócios onde se mete sejam pensados ecologicamente. Ser sustentável e trabalhar com ingredientes biológicos é uma preocupação da sua carreira a criar negócios para outros. E assim foi com a Valdo Gatti, o restaurante que pensou e concretizou quando os sócios deste novo negócio lhe disseram que o que queriam mesmo era ter uma pizzaria. António lá regressou para Lisboa, depois de anos a viver fora (os últimos 18 em Londres) para pensar uma casa italiana que fosse feita de produtos biológicos embora não fosse esse o seu grande cartão de visita.

 

Pizza Margherita
Arlindo Camacho

 

“Não estamos a fazer isto para os geeks que procuram o biológico, é para a pessoa comum, usar produtos biológicos é como um dever de dar o melhor para toda a gente. 95% dos produtos que usamos são biológicos”, conta António acrescentando que só as imperiais e os sumos e refrigerantes não são biológicos.

De Londres veio também António Menghi, o pizzaiolo italiano da região da Apúlia que trata agora das massas que ficam umas 48 horas, no mínimo, numa câmara de fermentação e são feitas com grão europeu, importado de Itália. Nesta massa leve e com bordas — ou corniccione — cheias de bolhas assentam toppings bastante simples. São para já oito pizzas, a que se acrescentam as especiais do dia: há as marinaras (6€) e Margheritas (7,50€) do costume, uma picante em que se acrescenta salami ventricina à Margherita (8,50€); há a vegetariana parmigiana com tomate, mozzarella, scamorza, beringela e manjericão (8€) e outras com enchidos, como a fungi e speck ou com cogumelos e speck (8,50€). A pizza de assinatura vem com o nome do pizzaiolo e é uma crudaiola, isto é, uma pizza cheia de ingredientes em cru — aqui rúcula, mozzarella, tomate e abacate (8,50€).

 

Pizza picante
Arlindo Camacho

 

Para chegar a esta Valdo Gatti, que abriu no início de Junho, há que entrar por uma das ruas estreitas do Bairro Alto, vindo da zona do elevador da Glória e encontra-se uma sala de cores neutras que se torna acolhedora com plantas verdes aqui e ali. À entrada há logo uma palmeira de uns 30 anos, apresenta António; nos três lugares ao balcão virados para o forno das pizzas — combina o calor de lenha e gás e tem uma plataforma giratória onde cozem as pizzas — há umas plantinhas a enquadrar os pratos de quem se senta aí. Lá fora, há umas quantas mesas sob um tecto de vidro iluminado e ao todo são 50 lugares. 

Ainda não há planos concretos para as próximas Valdo Gatti, mas haverá apenas alguns traços em comum entre todas elas: a carta, as plantas e a localização em ruas pequeninas e meio escondidas, explica António. “O conceito não é para expandir no sentido de ser uma grande cadeia. Não queremos uma coisa para turistas”, resume António acrescentando que os próximos restaurantes serão provavelmente em outras cidades do país.

valdo gatti

 

Crudaiola Antonino
Arlindo Camacho

 

 

 

 

Durante tudo isto, Valdo Gatti, bisavô dos sócios, está na casa de banho. Aliás, nas casas de banho. E por isto entenda-se que está em fotografias, ora com a mulher, ora com a família toda, ora a andar de bicicleta. Osvaldo Gatti, um italiano que teve um café em Marzano nos anos 1950. “Senti que isto era de alguma maneira uma homenagem às suas raízes italianas”, diz António.

Rua do Grémio Lusitano, 13 (Bairro Alto). 21 347 1601. Seg-Dom, 12.00-23.00.

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