As melhores mercearias em Lisboa

Prateleiras cheias de produtos de todo o mundo, saudáveis ou gulosos. Comece o roteiro pelas melhores mercearias em Lisboa

Fotografia: Arlindo CamachoMercearia do Poço dos Negros

Há de tudo um pouco nas prateleiras destas mercearias: de queijos italianos a enchidos transmontanos. Umas especializam-se em produtos gourmet, outras em alimentos que fazem bem à saúde. E além de lhe abastecerem a despensa, também o convidam a sentar-se e a encher a barriga de coisas boas.

As melhores mercearias em Lisboa

Fiammetta

Os princípios por trás da abertura da Fiammetta, mercearia-garrafeira-cafetaria italiana em Campo de Ourique, são bem nobres: mostrar aos portugueses que a cozinha de Itália não é apenas feita de massas, pizzas e risotos e ensinar a usar produtos italianos em receitas simples para replicar em casa. Se quer aprender a usar a oferta da Fiammetta, antes de encher os sacos de compras, sente-se à mesa e peça uma tábua Fiammetta (24€, para duas pessoas) com vários queijos e enchidos, peça um crostino di mozzarella di bufala e ‘ndduja (7,50€) – “uma pasta de chouriço picante da Calabria”, explica – ou um dos panini, como a sanduíche de speck de Trento, com queijo brie e rúcula. Tem ainda pratos do dia (entre os 10-12€), saladas e algumas pastas.

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Campo de Ourique

D'Olival

A D’Olival quer dar a provar este e outros azeites de pequenos produtores e mostrar as pequenas diferenças entre eles em provas espontâneas a qualquer hora do dia. É chegar e dizer que tem curiosidade, pois Lino Rebolo quer mesmo dar a conhecer este mundo que o entusiasma. E ainda recebe uma pequena aula de como provar azeite. Há azeites dos 6 aos 30 euros e produtos relacionados como sais e ervas para temperar azeite, pasta de azeitonas, conservas em azeite e até azeite para barrar.

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Chiado/Cais do Sodré
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Delidelux (Avenida)

A mercearia mais gourmet de Lisboa deixou de ser exclusiva da beira-Tejo. A segunda DeliDelux do grupo Multifoods – que detém também o restaurante Alma, de Henrique Sá Pessoa, no Chiado e a cadeia de hambúrgueres Honorato, entre outros – abriu junto à Avenida da Liberdade. As estantes e prateleiras, à semelhança do primeiro espaço em Santa Apolónia, estão repletas de chás, mostardas variadas, crackers de carvão (sim, leu bem), compotas, garrafas de azeite e de vinho. E atrás da vitrina há ainda muitos queijos e enchidos para serem levados para casa. Os brunches e os petiscos mantêm-se, mas há novidades, a começar pelos pequenos-almoços e pela banca de saladas.

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Avenida da Liberdade

Food

É metade cafetaria, metade mercearia, mas tudo biológica. Na parte da mercearia há uma boa dose de produtos portugueses. O maior fornecedor de produtos frescos é a Horta do Adão, uma horta de Loures, mas também tem muitas coisas da Biofrade. Há prateleiras repletas de granolas, como a da portuguesa Eattitude, que servem aos pequenos-almoços na parte da cafetaria, em taças de açaí ou em iogurtes; produtos da Iswari ou da Origens bio; barrinhas energéticas da Roobar ou da Raw Bite; uma garrafeira completamente biológica e portuguesa com Hummus, Vale da Capucha ou Casa de Mouraz, cerveja Vadia orgânica, mel artesanal da Meirinho ou enchidos espanhóis da Ecoriera. Na cafetaria há uma carta com alguns pratos fixos, como o tártaro e carpaccio de novilho biológico, sanduíches, tártaros, saladas e uma sopa fresca diferente todos os dias, feita com os legumes da mercearia.

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Chiado/Cais do Sodré
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Mercearia Poço dos Negros

Há um bocadinho do país inteiro ali para os lados da muito movimentada Rua do Poço dos Negros. Atrás das vitrinas da Mercearia Poço dos Negros estão Maria Carvalho e Eduardo Cuadros, os donos, e estão também uma série de enchidos de porco preto do Alentejo ou de bísaro de Trás-os-Montes, queijos de norte a sul do país e ilhas, e manteigas frescas de vaca e de cabra, de que muito se orgulham.

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Chiado/Cais do Sodré

Mercearia do Páteo Alfacinha

A sorte é que na altura este pátio ainda não existia. Caso contrário, Francisco Ribeiro, mais conhecido como Ribeirinho, ter-se-ia instalado na Ajuda, com toda a parafernália da época, para filmar o Pátio das Cantigas, o filme de 1942, onde Vasco Santana é um bêbedo inveterado e todos os outros cantam que nem rouxinóis. O Páteo Alfacinha, mandado erguer por Vítor Seijo na década de 80, foi recuperado pelo neto Miguel. À Tasca das Tradições, às Escadinhas da Saudade, à Casa da Mariquinhas e à Capela de Santo António Cansado (porque o Santo leva o menino pela mão, em vez de o carregar ao colo como é usual), junta-se a Mercearia do Páteo, que abriu portas ao público no início de 2015.

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Ajuda
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Il Mercato

Os presuntos suspensos, entre alhos e cebolas em rama e molhos de malaguetas secas, enchem o olho a quem espreita e abrem o apetite de quem se aproxima. Atrás da vitrina, o festim continua. Há salames picantes, há presuntos Culatello di Zibelo DOP (de Parma), mortadelas com pistáchio, mozarelas de búfala que chegam ao restaurante no próprio dia em que são feitas, burratas que se desfazem na boca e ricotas frescas. “Além dos clientes poderem levar tudo para casa ao peso, a ideia é também poderem comer aqui os produtos que escolhem no mercado. Ou seja, podem fazer as próprias tábuas de queijos, enchidos ou fumados e acompanhar com a nossa focaccia, que leveda durante 24 horas e é feita com uma mistura de espelta, centeio e farinha 00”, conta Tanka, o dono, enquanto se passeia no meio de frascos com pickles caseiros e cestos com garrafas de azeite, pacotes de arroz para risoto e cremes de trufa.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Mercearia do Campo

Depois de muitas voltas ao mundo em velocidade cruzeiro, João Santos e Bruno Carvalho – que tanto serviram cocktails nas águas quentes do Caribe, como whiskeys na costa norte-americana, ou gins na Europa mediterrânica – atracaram em Campo de Ourique e optaram por um estilo de vida mais frenético: abriram uma mercearia. Vendem produtos de pequenos produtores, de norte a sul do país, e têm mais de 100 referências de vinho, também servidos a copo. “A ideia é que as pessoas possam beber um copo e petiscar uma salada de polvo ou uma tábua de queijos e enchidos”.

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Estrela/Lapa/Santos
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Souk

É um mercado do mundo e por isso não é de estranhar os frascos de especiarias (ele é sal do Mar Morto, jalapeño vermelho em pó, sementes de mostarda, beterraba em pó...) cuidadosamente empilhados na vitrine, com autocolantes a assinalar o país proveniente. Abriu pela mão de Daniela Azeredo, que inspirada pelas suas viagens à volta do mundo resolveu deixar a carreira de economista para se dedicar a 100% à loja. Ricardo Osório juntou-se à aventura e, como ex-chef de cozinha, é agora responsável pelos chocolates caseiros que há à venda (como o de chocolate negro com flor de sal, o chocolate branco com pistácio ou o de leite com cardamomo e clementina). Além das especiarias e dos chocolates há compotas caseiras, patés, vinhos, azeites e uma montra cheia de queijos. Quem quiser fazer a degustação em loja, também é possível: ao fundo do mercado há um lounge com mesas e cadeiras onde são servidos alguns dos chás ou vinhos em loja com scones ou tábuas de queijos (a pequena custa 12€ e a grande 18€) ou enchidos nacionais e estrangeiros (a pequena custa 12€ e a grande 21€). E há ainda uma mascote a espreitar à janela: o chef Azeitona, imaginado em banda desenhada por Catarina Preto.

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Cascais

The Cru

Depois de uma carrinha de street food que andava por aí e de um restaurante com comida biológica no Oeiras Parque, o The Cru abriu um restaurante de rua em Cascais. “O novo espaço segue o conceito de comida saudável e biológica”, explica André Ferreira, um dos sócios, e terá “uma carta com pratos quentes do dia, opção de take-away e uma mercearia com produtos sem glúten, sem corantes e sem açúcares adicionados”.

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Cascais
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