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Gabriell Vieira | Rizoma
Gabriell Vieira

As melhores mercearias em Lisboa, para comprar legumes ou doces artesanais

Tradicionais ou modernas, com produtos nacionais ou estrangeiros. Estas são oito das melhores mercearias em Lisboa.

Beatriz Magalhães
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O verbo “aviar” é perfeito para ser empregue em contexto merceeiro. É uma pena que se tenha perdido o hábito de dizer “vou ali aviar-me à mercearia da esquina”. Por isso, aqui estamos para trazer de volta essa máxima, ainda que nestas mercearias consiga encontrar mais do que laranjas ou brócolos. Nestas lojas existe o melhor dos dois mundos, o tradicional a casar bem com o moderno – os enchidos transmontanos a darem a mão aos queijos franceses, a bola de Mafra e o pão de fermentação natural, os doces conventuais e os de frasco. Eis oito das melhores mercearias em Lisboa.

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As melhores mercearias em Lisboa

  • Compras
  • Benfica/Monsanto

Foi em Benfica que Ricardo Carvalho abriu a Boutique da Serra, uma embaixada da Beira Alta, que quer dar a conhecer o que de melhor se faz e come por lá. O espaço lembra uma mercearia antiga e vende pão fresco, queijos e enchidos (chouriço, farinheira e presunto), doces, patés, infusões, chocolates e azeite. Entre as marcas vendidas, destaque para a Quinta de Jugais, Maria Confeitaria, Cacao di Vine e Pata Negra. Vinhos, licores da Beira Baixa, ginja da Serra da Estrela e cerveja artesanal da Praxis preenchem as restantes prateleiras. Se não conseguir passar lá, também dá para fazer encomendas através do site.  

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  • Mercearias
  • Estrela/Lapa/Santos

Neste minimercado dos mesmos donos da pastelaria do lado, a Boulangerie, há produtos frescos portugueses, grande parte dos quais biológicos, com as frutas e legumes da época sempre a rodar, produtos de higiene e cosmética, charcutaria e pão bom da vizinha e irmã. Têm também uma garrafeira e uma secção de venda a granel, onde estão, por exemplo, especiarias, leguminosas e o grão de café Flor da Selva, que pode ser moído ali mesmo antes de o levar para casa, no seu saquinho de pano.

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  • São Sebastião

O projecto, que junta restaurante e mercearia gourmet debaixo do mesmo tecto, nasceu em 1965 e está espalhado um pouco por todo o mundo. Além de Lisboa, o Gourmet House Caviar & Deli está presente em Londres, Vancouver, Los Angeles, Hong Kong e no Dubai. Para comer, há pratos mais leves, como o bagel de salmão fumado, ou mais consistentes, os risottos e pastas. O ingrediente que nunca pode faltar é o caviar, a estrela da casa. Há várias variedades à venda na loja, tal como produtos produzidos pelo Gourmet House Caviar, como o óleo de caviar, o açafrão, as crackers e até a vodka.

  • Mercearias finas
  • Areeiro/Alameda

Tem ar moderno, mas espírito antigo, com muitos produtos difíceis de encontrar noutro lado. Conte com queijos artesanais e enchidos de diferentes regiões, azeites, legumes e fruta biológica da época, manteigas, pão de vários negócios da cidade, ostras da Ria Formosa, amêndoas, mel, conservas e muxama algarvia – e está sempre a acrescentar mais produtos às prateleiras. Também têm produção própria de empadas e madalenas e ajudam a montar cabazes para oferecer, basta ir até lá ou telefonar e encaminhar o pedido. Fazem entregas ao domicílio. 

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Começou por ser uma mercearia convencional, com produtos que facilmente poderíamos encontrar noutras mercearias ou supermercados. Não era diferenciada o suficiente e, para isso mudar, teve de ganhar uma nova imagem. O nome manteve-se, mas foi talvez a única coisa. As paredes foram pintadas e a decoração repensada, bem como a selecção de produtos à venda, que hoje se divide entre marcas portuguesas e estrangeiras pouco conhecidas. Há ainda toda uma garrafeira para descobrir, bem como um deli bar com opções de brunch e refeições mais leves. E ainda noites de copos e música.

  • Mercearias finas
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 2 de 4

Há um bocadinho do país inteiro na mercearia governada por Maria Carvalho e Eduardo Cuadros. Enchidos de porco preto do Alentejo, queijos de norte a sul do país e ilhas, manteigas frescas de vaca e de cabra, doces caseiros e molhos picantes artesanais. Isto sem falar do batalhão de frascos com frutos secos e outros desidratados, como pinhões, cajus, bagas goji e gengibre. Nas prateleiras há ainda vinhos, garrafas de ginjinha, vários azeites, latas de sardinha, bolachinhas para o chá e ainda pão fresco. É certo que sai de lá com material do bom para a despensa e o estômago.

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  • Mercearias
  • Lisboa

A Rizoma é uma cooperativa que germina em várias frentes e que começou com uma mercearia comunitária. A mercearia comunitária corresponde à “secção Consumo” da Rizoma, que também inclui secções de cultura, habitação, comercialização, agricultura e serviços. É exclusiva para membros, sendo que tem que escolher que secção pretende integrar. Na parte de mercearia, encontra muitas variedades de produtos a um preço justo, muitos regionais e sazonais, de produtores ecologicamente responsáveis. 

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  • Campo de Ourique

Se no Verão é certo que há melancia, pêssego ou ameixa, no Inverno nunca falta tangerina, beterraba ou abóbora. Isto porque, para os franceses Olivia Kohler e Bryce Lerebours, a época dita tudo – as cores, as formas, os sabores e o que têm à venda na sua mercearia em Campo de Ourique. É lá – na Sabor Mercearia – que, além de carne (como as aves da Frangos do Além) e peixe, queijos e conservas, cervejas e vinhos naturais, encontramos frutas e legumes de pequenos produtores nacionais. Estes chegam aos domingos e quartas-feiras, ora de Sintra e Loures, ora de Torres Novas e Alenquer.

Lisboa tradicional

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