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O que comer nos melhores restaurantes de Lisboa

São oito pratos de ir ao céu: uns saíram das mãos de chefes estrelados, outros estão nos menus de hamburguerias. Todos deixaram os nossos críticos pelo beicinho

©Paulo Barata
O Belcanto está entre os melhores restaurantes da cidade. Atire-se à Galinha dos Ovos de Ouro.

Quem são as estrelas dos nossos 5 estrelas? Relemos as melhores críticas de restaurantes dos últimos anos e deliciámo-nos com os pratos que conquistaram os nossos ilustres especialistas.

O que comer nos melhores restaurantes de Lisboa

Belcanto – Horta da Galinha dos Ovos de Ouro

Escolha dos críticos

Tanto alarido com duas singelas estrelas Michelin, quando a Time Out lhe deu cinco. Cinco estrelas. Enfim, prioridades. Quando Alfredo Lacerda visitou o restaurante de alta cozinha de José Avillez, enamorou-se por todo o menu de degustação Clássico, mas foi a célebre entrada Horta da Galinha dos Ovos de Ouro (35€) que o arrebatou. “De repente, uma pessoa está de olhos fechados e tem de se controlar para não gemer. Folha de ouro a cobrir o ovo escalfado (de pata?) que se desintegra languidamente sobre pão tostado, cogumelos, trufa e avelãs.” Controle-se você também, que já deve estar para aí a salivar.

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Chiado

Uma – Arroz de Marisco

Escolha dos críticos

Lê-se na nossa bíblia de restaurantes, aka Guia de Restaurantes 2016: “Vai-se ao Uma por uma (não é piada, é mesmo assim) única razão: comer o melhor arroz de marisco da cidade.” A marisqueira que levou cinco estrelas do crítico Jaime Abreu não tem uma decoração atractiva, um ambiente cosmopolita ou uma data de pratos espectaculares: o que tem é um arroz de marisco que vale todo o tempo de espera e que vale muito mais do que os 20€ que custa.

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Baixa Pombalina

Kanazawa – Sashimi

Escolha dos críticos

Tem apenas oito lugares ao balcão e quatro menus, que vão dos 90 aos 150 euros por cabeça. A porta está sempre fechada e não há campainha. O espaço não é bonito, a carta de vinhos é limitada – mas Alfredo Lacerda mesmo assim deu-lhe a classificação mais alta. Não podendo destacar um prato, porque mudam todos os dias, consoante a matéria-prima e as ganas do chef Tomo, sublinhamos o sashimi, cortado de forma sublime, sempre com as partes mais nobres dos peixes mais nobres. “O atum, obrigatório. A melhor barriga de atum da cidade sempre foi a do Tomo. E muita gente vivia órfã desse concentrado de umami. Eu vivia. Ora, no Kanazawa, está ainda mais recortada, mais intensa, perfeita.”

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Belém

Tasca da Esquina – Raia

Escolha dos críticos

É a nossa esquina preferida, de todas as esquinas da cidade: a Tasca da Esquina de Vítor Sobral, o chef que anda a espalhar esquinas pelo mundo (além das de Lisboa, tem umas no Brasil e em Angola) e que pôs Lourenço Viegas a escrever sobre Carla Bruni. Pouco mudou desde que o crítico lá foi: subiram os preços, mas mantém-se o conceito. “Na Tasca da Esquina há três hipóteses: uma carta com pratos mais substanciais e clássicos do chef – a raia é sempre uma boa hipótese, um menu de petiscos (...) ou então deixar-se nas mãos do chef e da cozinha, que eles tratam de si.” E tratam bem.

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Estrela/Lapa/Santos

Ground Burger – Chillicheese

Escolha dos críticos

Hambúrgueres há muitos. Demasiados até, com mais gourmet no nome do que no prato. “E eis que surge o Ground Burger”, começou Manuel Ferreira Gavetão. “No shit. No frills. Nem grandes pretensões de fazer outra coisa que não sejam uns hambúrgueres do caraças.” Cinco estrelas depois, o nosso coração continua a ter um espacinho especial para este diner. Derrete-se com o pão-de-leite caseiro, baba-se com a carne Black Angus, amolece com as batatas e os aros de cebola e fica abananado com o Chillicheese, o exemplar favorito do nosso especialista.


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São Sebastião

Estoril Mandarim – Dim Sum

Escolha dos críticos

Não procure mais: aqui não vai encontrar arroz chao-chao, chop soy ou fruta fa-si. Afinal, estamos a falar do melhor restaurante de alta cozinha chinesa da Grande Lisboa. “É que no Mandarim é tudo verdadeiro”, disse o crítico Lourenço Viegas pouco depois da Time Out Lisboa nascer. “Até os pastéis de nata chineses e o pudim de manga com leite não são uma invenção para os chineses de Telheiras e comem-se mesmo lá para trás do sol posto.” De entre a carta com mais de 120 especialidades destaca-se o pato à Pequim – mas só se não contarmos com o dim sum servido exclusivamente ao almoço. Celestial.


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Cascais

Casanova – Pizza Primavera

Escolha dos críticos

Aqui na redacção parece que vivemos num constante estado de graça. Todos os dias temos desejos de alguma coisa. E se essa coisa é pizza, o lugar favorito para nos satisfazer é sempre o mesmo: o Casanova. É que “por mais pizzarias que surjam em Lisboa, ao nível das ‘pizzas do Lux’ chegam poucas. Sim, tem filas longas (...) Sim, (...) obriga-nos a roçar os cotovelos com os vizinhos do lado. Mas tudo isso vale a pena não só pela qualidade do que ali se serve, como pelo preço”, escrevemos quando tivemos de eleger a melhor pizza da cidade. A de presunto e figos é uma das nossas favoritas, mas só existe na época deles. Com a Primavera também fica muito bem servido.

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São Vicente 

Solar dos Presuntos – Cozido à Portuguesa

Escolha dos críticos

Se nos perguntarem qual o nosso dia preferido, provavelmente sai um sábado. Mas se pensarmos bem, quarta-feira também é incrível, ou não fosse o dia de cozido no Solar dos Presuntos. Uma montanha de carnes, enchidos, feijão, arroz e couve capazes de aconchegar o mais insensível dos estômagos. Atenção que o restaurante não desilude no resto da semana. Contou Lourenço Viegas: “Tive um amigo (...) que dizia que se pudesse casava com o Solar dos Presuntos e, não podendo, casaria com uma mulher que fosse tipo Solar dos Presuntos. Nortenha, abastada, simples mas com amigas conhecidas, trabalhadora mas gaiteira, boa cozinheira, bom presunto.” Os anos passam, mas este continua a ser um belo partido.

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Lisboa

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