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Onde comer em Almada: 10 restaurantes que tem de conhecer

Da cozinha tradicional portuguesa ao sushi de excelência. Conheça 10 restaurantes em Almada que valem a visita.

Hugo Torres
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Esqueça a ideia de que a grande oferta se concentra apenas em Lisboa. Do outro lado do rio, há excelentes mesas para descobrir, provando que a Margem Sul tem óptimos argumentos gastronómicos. Com uma diversidade que vai da comida tradicional portuguesa às cozinhas internacionais, em Almada as opções multiplicam-se para satisfazer todos os paladares. Não se deixe intimidar pelo trânsito da Ponte 25 de Abril: os rápidos cacilheiros deixam-no em Cacilhas num tirinho, transformando o percurso num passeio agradável. Atravesse o Tejo, fuja da rotina e vá experimentar estes 10 restaurantes em Almada. Não vai dar a viagem por perdida.

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Os restaurantes em Almada que tem de conhecer

O Alexandre

Comida de conforto, ambiente familiar e uma carta cheia de clássicos portugueses. No Laranjeiro, O Alexandre já começou a conquistar os almadenses com os seus arrozes, grelhados no carvão e petiscos para partilhar. Entre croquetes de rabo de boi, rissóis de berbigão, arroz de corvina com amêijoa ou massada de peixe, há muito por onde escolher, mas o grande destaque vai para o bife do Alexandre, feito com vazia e servido com um molho tradicional inspirado numa receita de família. O restaurante tem capacidade para 70 pessoas sentadas, cinco ao balcão, e serve menu de almoço durante a semana (13€). E sim: apesar de ter aberto há pouco tempo, já convém reservar.

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  • Grande Lisboa

O Amarra Ó Tejo nasceu em 2001 do sonho de Fernando Simões e continua de pedra e cal pelas mãos de Julia Calado. Chegou a ser o único restaurante em Almada com referência no guia Michelin. Localizado no Jardim do Castelo, oferece uma varanda panorâmica invejável sobre o rio e sobre Lisboa. Esse é o primeiro grande impacto. A comida vem depois. A ementa cruza os sabores tradicionais com apresentações e combinações arrojadas. Comece pela alheira recheada com espargos ou pela cavala alimada com vinagrete de maracujá. Nos principais, o peixe galo frito com açorda das suas ovas e o inusitado lombinho de porco preto recheado com sapateira justificam a travessia. Para o final, as opções surpreendentes continuam, com um granizado de chocolate branco com coulis de azeitona para a sobremesa.

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  • Japonês
  • Grande Lisboa

Aqui mandam as facas de Cícero, sushiman brasileiro, discípulo do mestre Takashi Yoshitake, uma figura importante quando falamos de gastronomia tradicional japonesa em Portugal – fundou o Aya, fechado em 2009, e ensinou boa parte dos sushimen que cortam peixe nas melhores casas da especialidade. Alfredo Lacerda deu quatro estrelas ao Aya Bistrôt, quando este ainda estava no Cova da Piedade. O crítico teceu grandes elogios à qualidade do peixe e à técnica de Cícero. Agora, está prestes a abrir no Feijó.

  • Grande Lisboa

O Bistrômaria é aquele refúgio de almoço que justifica fazer quilómetros de propósito. Escondido em Almada, este restaurante de sala airosa e bem posta tem na cozinha Maria Dulce André (com passagem pelo Prado e Xisto), que faz magia a solo. O segredo está sempre no produto, rigorosamente seleccionado todas as manhãs nos mercados locais. A ementa fixa brilha com a costeleta de porco Malhado de Alcobaça e com as irrepreensíveis sardinhas albardadas com um arroz de tomate divinal e caldoso. Os pratos do dia vão das magistrais sopas de feijão à tortilha de bacalhau à Assis. O serviço, com apenas uma pessoa na sala, é familiar e incansável. É um dos tesouros da Margem Sul.

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  • Pizza
  • Grande Lisboa

Há três Casas da Pizza em Almada – e ainda bem, para dar vazão às habituais filas. A história começou num pequeno take-away junto ao Mercado da Cova da Piedade, mas o sucesso da massa fina em forno de lenha exigiu ramificações para o Feijó e a Romeira. O menu mantém-se ágil, com o serviço de entregas sempre a fervilhar. O freguês pode construir a própria pizza ou calzone com três ingredientes, ou atalhar caminho e confiar nas combinações da casa. A carta desdobra-se entre clássicas, vegetarianas, carnes e opções de mar (onde brilha a de salmão e mozzarella de búfala). Para rematar, há mousse de chocolate ou baba de camelo.

  • Português
  • Grande Lisboa

O pequenino e emblemático Fonte da Pipa mudou de gerência no Verão de 2025, mas mantém-se como porto seguro para os devotos da cozinha portuguesa. A tradição continua a mandar à mesa, com o polvo à lagareiro e o bacalhau a assumirem o protagonismo nos peixes, lado a lado com substanciais nacos de vitela ou opções diárias robustas, como a feijoada e o bacalhau com natas. O renovado espaço quer também afirmar-se como poiso de fim de tarde, apostando forte na imperial e na cerveja para embalar os petiscos (das gambas al ajillo às asas de frango) ao balcão.

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  • Português
  • Grande Lisboa

Instalado na Cova da Piedade, o Galeria é um destino para locais e forasteiros. Com uma extensa carta, aqui a refeição pode arrancar com a célebre alhada de cação, os peixinhos da horta ou um generoso prato de gambas à moçambicana. Nos principais, a tradição fala mais alto: da raia seca da Ericeira à lagareiro ao bacalhau especial assado, passando pelo arroz de marisco, pelo arroz de bochechas de bacalhau com grelos ou pelos nacos de polvo em vinho tinto. Se a carne for a preferência, o clássico bife da vazia no barro é uma boa aposta. No final, as gulosas farófias e o Doce da Olga disputam as atenções.

  • Português
  • Grande Lisboa

É um clássico da Cova da Piedade, afamado pela hospitalidade e pelas generosas doses de cozinha tradicional portuguesa. Se procura um porto seguro para os grelhados, a Porta Larga não desilude. Nos peixes, a oferta é clássica e irrepreensível, com a dourada, o robalo e o bacalhau a saltarem directamente da grelha para a mesa. Nas carnes, o célebre bife à Porta Larga – guarnecido com o incontornável ovo a cavalo, batata frita e arroz – continua a ser um campeão indiscutível de pedidos. A ementa desdobra-se ainda em pratos de conforto venerados pelos clientes locais, do robusto cozido à portuguesa ao arroz de pato, passando pelo clássico polvo à lagareiro. Um autêntico refúgio de sabores em Almada.

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  • Japonês
  • Grande Lisboa

Numa altura em que bom sushi ainda só se comia no centro da cidade de Lisboa, um pequeno espaço no Centro Sul, em Almada, surgiu como oásis para sushi de qualidade sem filas: o Sushic. Entretanto a marca desapareceu e no lugar desse primeiro espaço nasceu o Soul Sushi, cujo proprietário trabalhou no Sushic. O restaurante aposta num ambiente trendy que cruza o rigor da tradição japonesa com a cozinha de fusão. Os combinados e as escolhas nas mãos do chef continuam a ser aposta segura, mas a carta convida a explorar entradas como o carpaccio de salmão com ponzu trufado ou os criativos fusion makis, como o Yellow Tail Maki. Para o remate final, há propostas gulosas como a tarte de yuzu ou o bolo de bolacha da casa. Destaque ainda para o menu especial pensado exclusivamente para grávidas.

  • Português
  • Grande Lisboa

A boa comida alentejana autêntica mora nesta tasca no Monte da Caparica, a começar na incrível cação com sopa de coentros. Há também peixe espada frito com migas de tomate, pézinhos de coentrada, migas de coentros com carne de alguidar ou a aposta clássica mas sempre segura de carne de porco à alentejana. De tudo isto há meias doses e doses completas mas sempre bem generosas. Atenção às redes sociais porque volta e meia há noite de fados e é tudo anunciado via digital.

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  • Petiscos
  • Grande Lisboa

Meio escondida numa praceta no interior da freguesia do Feijó, esta casa de bons petiscos não é segredo nenhum (e o melhor é mesmo reservar). Leve um grupo de bons garfos, peça de tudo e dê início à partilha: há cogumelos recheados e gratinados, amêijoa preta de tomatada, ovos mexidos com presunto ou tomate, moelas, pica-pau de porco grelhado ou frito, plumas e secretos de porco preto ou saladas frias como a de búzios e a de pézinhos de coentrada. Com sorte, vai em dia de cabidela de coelho. Aos sábados e domingos há leitão à Bairrada.

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