Os novos restaurantes no Algarve

Fomos de armas e bagagens para o Algarve, corremos 1500 km e encontrámos uma série de novos sítios para comer e beber esta temporada. Eis os novos restaurantes no Algarve

Fotografia: Francisco Santos

Na temporada 2016-2017, abriram uma data de sítios novos no Algarve. Andámos para trás e para diante à procura de todas as novidades da estação, batemos a uma série de portas e descobrimos mais de uma dezena de restaurantes novos no Algarve. Todos dignos de visita. 

Os novos restaurantes no Algarve

Cervejaria Mar

Gambas da costa, navalheiras, percebes, amêijoas, bruxas, búzios. Cheira a mar no centro histórico de Aljezur. Dorgival Cunha e a mulher, Cristina, meteram-se na onda da Mar em Abril. Chamaram-lhe cervejaria ao invés de marisqueira porque aqui os preços são mais acessíveis e vai havendo rotatividade de mariscos, todos da zona – 100g de percebes são 3€, a lagosta é a 60€/kg. A especialidade de Dorgival é o arroz de marisco (25,90€ para dois) ou a cataplana de lavagante (sob encomenda), mas há também bitoque à mar, com carne de pujadouro (8€) e pratos do dia. A acompanhar tudo isto há uma carta de cervejas artesanais.

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Ground 864

Aponte aí o dia de estrago a meio das férias: é no Ground 864. “Isto é um bar de cervejas artesanais mas não queríamos pôr pipis, moelas e camarões a acompanhar. Quisemos fazer comida pecaminosa, para um dia de gordice”, diz Ivo Maurício, antigo sous-chef do Rabo de Pêxe, em Lisboa, que se pôs a pecar com a insistência do dono do espaço, André Mendonça. Há 89 referências de cerveja – o objectivo é chegar às 100 – e acompanham com cachorros, donuts ou hambúrgueres. A maior gordice talvez seja o Donut Bacon Burguer: um donut doce com pedaços de bacon, recheado com hambúrguer (12€). Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Ah e se não gostar de cerveja, nada tema, em frente André tem A Biblioteca, um wine bar catita.

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Cato

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades e Diogo Vasconcelos já não queria festas até de madrugada, como as que aconteciam no L-Colesterol, o bar de petiscos que ganhou fama em Aljezur e há três anos se mudou para a Praia da Bordeira. Foi uma reformulação e tanto, não só no conceito como no espaço, e até no nome: o Cato, inaugurado no último fim-de-semana, é um projecto auto-sustentável. Tem uma horta biológica de onde saem todos os legumes para o restaurante, só utilizam peixe fresco e carne de pasto de Monchique, e em “dias especiais” há pizzas e pão cozidos num forno de lenha construído de raíz. O que sobra é aproveitado e transformado em composto orgânico, que depois é utilizado como fertilizante natural da terra.

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Casa Azul

É a primeira casa que se vê à chegada a Cacela Velha, até porque o azul cobalto não passa despercebido. Reabriu em Abril com nova gerência e tem um menu mais descontraído. As ostras são de Cacela Velha e uma das especialidades da casa é o atum em cama de batata doce (6,50€). No piso de cima há esplanada com vista e bar aberto até as 06.00.

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Armazém

Jorge Minhalma trabalhou neste armazém durante muitos anos e no fim de Novembro deu--lhe uma nova vida: na ida ou na volta da ilha de Tavira (o cais é em frente) é sentar-se a petiscar: peça o peixe-prata, um peixe pequenino que, cru, parece rebentos de soja. “É para comer aos molhinhos”, diz. É frito e servido em latas de conserva (3€).

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Polvaria

O nome não deixa grande margem para dúvidas: o polvo é rei e senhor nesta casa. Há polvo à malandro (panado em polme de cerveja preta com maionese de paprica), polvo com amêijoas e batata frita, polvo à braz, ou o polvo da casa, grelhado em cama de guacamole. “O polvo é como o bacalhau, pode ser trabalhado de uma série de maneiras”, diz Luís Conceição, dono d’a Polvaria, que até tem um polvo no tecto (faz lembrar o d’A Cevicheria mas num tamanho mais modesto). O molusco-rei vem de Santa Luzia, capital do polvo.

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Escandinávia Bar

José Afonso escreveu sobre ele no seu último disco Galinhas do Mundo, em 1985. “Entra naquele fiorde/ onde a terra encobre o mar/ se queres comer como um lorde/ no Escandinávia Bar”. Era um bar de pescadores com uns bons chocos com tinta, agora tem “espírito verde”. Mantém o imaginário e as referências a José Afonso (volta e meia há tertúlias ou música ao vivo) mas Jennifer Palma e César Baptista, o chef, têm uma ementa vegetariana que muda a cada três meses.

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Mercearia 355

Vale a pena ir atento na Estrada Nacional e procurar a placa da Mercearia 355. As italianas Enrica, Anastasia e Sissi abriram um restaurante à beira da estrada com a vera comida italiana e produtos a granel. A massa fresca é caseira e feita todos os dias por Sissi, que anda a tentar incorporar alguns ingredientes locais – o tagliatelle com farinha de alfarroba, lulas e camarões (13€) é uma bela massada. As pizzas estão a cargo de Sergio, que criou umas belas calzone, que mais parecem baguetes compridas. Há cinco diferentes e, além do recheio, assim que saem do forno levam sempre um topping por cima (a partir de 5,50€).

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Cascas

Tapear é o verbo que dá mais vontade de conjugar à saída da praia e a nova tasca de petiscos da Praia Verde, apenas com um balcão e uma esplanada grande, ajuda nisso: tem tachinhos de mexilhão, berbigão (6€),  lingueirão (8,50€), camarão tigre flambeado (13€), polvinho frito  (7€) ou tábuas mistas e de muxama. Há take away de tudo.

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Hamburgueria do Largo

A fórmula química da felicidade tem algures um hambúrguer pelo meio, garante o Dr. Tiago Segundo, o terceiro de uma geração de farmacêuticos. Não virou cozinheiro –  tem uma farmácia no largo principal – mas abriu uma hamburgueria no espaço da primeira farmácia da Fuzeta, que pertencia à família. Além dos hambúrgueres há saladas, sumos detox e smoothies. No fim pode participar na disputa entre sogras: vai uma areia ou um bolinho de amêndoa?

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Onde ficar a dormir no Algarve

Casa Biota

Esta é uma daquelas histórias de estrangeiros encantados com a nossa costa algarvia, mas ainda bem. Myriam e Mattia mudaram-se de armas e bagagens para o sul de Portugal e abriram em Sagres uma guest house singela, com quartos para partilhar com os amigos. Chama-se Casa Biota e querem que seja aquela casa longe de casa (em inglês, como escrevem no site, fica mais bonito. É home away from home). Há dois apartamentos com capacidade para 4-6 pessoas.  

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Casa Mãe

Eles chamam-lhe “um lugar muito especial”, nós chamamos-lhe um sítio de perder a cabeça, de onde vai ser difícil tirar uma pessoa uma vez lá dentro. Trata-se de um enorme terreno com três edifícios diferentes, que foram abrindo portas aos poucos. O primeiro a abrir, em 2016, foi o Jogo da Bola, muito minimalista, com 22 quartos; o segundo abriu em Fevereiro, e é composto por três cabanas com pátios privados para se estender ao sol; o terceiro é a Casa Mãe, recuperação de uma estrutura do século XIX, acabadinha de abrir portas com cinco suítes, todas diferentes entre si. Depois há um restaurante de onda saudável e de aproveitamento de produtos locais, com cozinha aberta, uma grande piscina, uma loja só com bons produtos portugueses e um enorme jardim para passeios. Eles dizem-se mais do que um hotel e não há como discordar.

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Salema Beach Village

Parece miragem, mas ainda existem sítios sem a agitação e confusão algarvia. O Salema Beach Village fica na vila piscatória de Salema, mesmo ao pé da praia da Salema (o jornal britânico The Guardian colocou-a numa honrosa 15.ª posição no que toca a praias mais bonitas do mundo), e tem 114 moradias, pensadas para férias em família ou em grupo. Todas têm um pequeno jardim e terraço, para as suas próprias festas (mini, atenção, que é suposto manter a confusão noutras bandas) e jantaradas.  A praia fica mesmo perto do empreendimento, mas em época alta, não tem mesmo de mexer uma palha: há um serviço de shuttle para a praia. Se preferir ficar na piscina, há um pool bar para garantir bebida e petisco no intervalo dos mergulhos.  

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Vilamoura Garden Hotel

Abriu em Julho de 2016 mas este é o primeiro Verão completo e a 100% deste quatro estrelas. Vamos direitinhos ao que interessa: tem 59 quartos, uma piscina exterior, ginásio (para quem não abdica da missão fit nem em férias), um bistro e um bar de tapas. Fica no coração de Vilamoura - num edifício dos anos 1990 que foi completamente remodelado -, mesmo ao pé das grandes festas do verão algarvio. Há shuttles gratuitos para a Praia da Falésia, para a Marina de Vilamoura ou para os campos de golfe contíguos, para o caso de querer ir enfiar umas bolas nos buracos.    

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Pine Cliffs Resort

No Pine Cliffs, esse empreendimento de luxo incrível na Praia da Falésia, em Albufeira, há as novas suites Ocean. Têm o pequeno luxo, entre tantos, de ter um elevador panorâmico privado para a praia e o Serenity Spa com um cardápio de massagens de perder a cabeça e soltar os músculos. Experimente o tratamento Sentir o Algarve, feito com sal da Ria Formosa. Vale cada euro.

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