Tudo o que pode fazer no Corvo

A ilha é tão pequena que é enorme. Não há como o perder o norte aqui — mas nós reforçamos a bússola e contamos-lhe tudo o que pode fazer no Corvo

©AZORESPHOTOS.VISITAZORES/Nuno Sa

É a mais exígua ilha portuguesa com habitação permanente. Mas é também um santuário internacional de birdwatching, com todas as espécies imagináveis. Que tal estão esses binóculos?

Birdwatching

Com a cabeça nas nuvens

Com a cabeça nas nuvens

Quer ir ao Corvo em Outubro? Boa sorte. Está tudo esgotado.

E por que é que uma ilha minúscula perdida no meio do Atlântico está lotada durante a época baixa? A resposta está no céu. Mais especificamente nas aves que, durante esta altura do ano, cruzam o Oceano durante as migrações e param na ilha para descansar.

Isto faz com que o Corvo seja um destino apetecível para o birdwatching e justifica a lotação esgotada da modesta residencial Commodoro – a maior da ilha, com 14 quartos.

A ilha é um lugar de grande riqueza ornitológica não só por causa das aves que lhe chamam casa, mas também pelas que estão de visita. A marrequinha, o pato-escuro, o pato-real, a garça-real ou a narceja comum costumam pousar pelo Caldeirão.

Há também galinholas e pombos torcazes, cagarros, piadeiras, chascos-cinzentos, escrevedeiras das neves e rolas do mar. A melhor pessoa para lhe mostrar os passeriformes do Corvo é o guia holandês Gerbrand Michielsen. Saiba mais em www.gerbybirding.com.

Miradouro do Caldeirão

Pés assentes na terra

Pés assentes na terra

Mesmo quem não gosta de andar com a cabeça nas nuvens a analisar o tráfego de criaturas aladas, vai encontrar muito com que se entreter na ilha a que Raul Brandão chamou “um convento erguido no meio do mar”. Convento? Preferimos o termo santuário da natureza ou, na opinião da UNESCO, Reserva da Biosfera. O Corvo é um rochedo com nome de pássaro que esconde um segredo que só se vê de cima. Mais especificamente a partir do miradouro do Caldeirão.

A caldeira do vulcão que pariu a ilha é um dos pontos altos do sightseeing corvino. Num dia bom é possível ver à sua superfície várias lagoas, turfeiras e ilhotas (ilhas dentro de um vulcão, dentro de uma ilha) que, diz o povo, representam as nove ilhas do arquipélago dos Açores. Para descortinar esta coincidência geológico-geográfica vai precisar de alguma imaginação; mas para aproveitar o melhor daquela vista só precisa de sorte: suba ao caldeirão ao pôr-do-sol num dia descoberto e o seu número de seguidores no Instagram nunca mais será o mesmo.

DICA

O Caldeirão é tímido, gosta de se cobrir de nuvens e tem como grande companhia o vento, que chega a soprar a centenas de quilómetros por hora.antes de subir pergunte pela ilha se está destapado.

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Para dias nublados

Dê descanso às pernas

Dê descanso às pernas

Se o tempo não está de feição pode ir passear pelas ruelas e avenidas da Vila Nova do Corvo, visitar os moinhos de vento típicos da ilha, recuperados há pouco tempo, dar um saltinho ao Ecomuseu ou espreitar a Casa do Barco Baleeiro.

Na loja Artesanato do Corvo encontra dois dos mais valiosos monumentos da ilha, Inês e José, os artesãos que fazem as típicas boinas e fechaduras de madeira corvinas. Não se esqueça de passar pelo miradouro do Pão de Açúcar e apreciar a vista para a vila. Quer praia? Também se arranja. Praia da Areia é o seu nome – e que nome. Fica mesmo ao pé do aeródromo, na parte Sul da ilha.

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