As cinco melhores peças de teatro do ano

O Bando, Artistas Unidos, Os Possessos, Teatro Nacional D. Maria II e Teatro da Cidade. Eis as companhias que a Time Out diz ter feito os melhores espectáculos de 2017.

©Filipe FerreiraA Divina Comédia

Silêncio: o espectáculo já acabou. Mas a cortina volta a subir uma última vez, para recordarmos as melhores peças de teatro de 2017. 

As cinco melhores peças do ano

A Divina Comédia - Inferno

A Divina Comédia - Inferno

Na visão de João Brites para este espectáculo de O Bando, o Inferno somos nós. A nossa acção, a nossa inércia, a nossa resignação. Nesta encenação, Brites, sem ignorar o âmago do original, transfere-o para uma realidade mais simbolicamente terrena. Uma existência em que tudo parte de nós, como indivíduos ou como grupos projectando nos outros os nossos males; procurando uma causa externa, divina, para justificar interesse próprio e egoísmo simples – que o condicionamento religioso e social, afinal, em vez de limitar, ironicamente inflacionou nesta era.

O Cinema

O Cinema

Este retrato de três falhados está muito bem representado na encenação cuidada e exemplar de Pedro Carraca, que os mostra como gente vulgar, sim, marcados pela vida, decerto, contudo seres dotados de sensibilidade, desejando, mesmo quando limpam a porcaria dos outros, o extraordinário. Por exemplo: uma crença no humanismo, ou algo mais simples como amizade a sério e amor correspondido; algo que contrarie as suas limitações e a mediocridade do seu destino. É peça que exige paciência; a recompensa não é imediata, mas espera por todos no fim.

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Marcha Invencível

Marcha Invencível

O texto e a encenação de João Pedro Mamede para o espectáculo de Os Possessos é resultado de uma reflexão sobre a literatura da distopia e a observação da realidade, e, também, uma forma de reacção ao que parece ser resignação generalizada perante factos tantas vezes difíceis de compreender. É peça sobre a incerteza, mas sobretudo é uma tentativa de compreensão de como chegámos aqui e para onde realmente vamos. Dilema expresso dramaticamente neste enredo suspenso entre a expectativa de um beijo e uma rapariga que sonha, espécie de vaivém alimentado por uma variedade de realismo mágico feito de fragmentos, pedaços de um quebra-cabeças que é necessário montar. 

Sopro

Sopro

O costume é ser um sussurro que vem de trás de cenário e não chega à plateia. Agora é como uma sombra. No palco, soprando palavras que raro se ouvem para além das tábuas, sem olhar o público, fazendo o espectáculo fluir. A ponto não é actriz, mas é a protagonista e a inspiração desta peça, melhor, homenagem, não, celebração. Do teatro, claro, pois se uma parte da peça de Tiago Rodrigues é sobre a extinção de uma profissão, a substância é o mistério escondido por detrás dos panos, o sopro que vem dos bastidores e não deixa os actores perderem-se. 

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Topografia

Topografia

A segunda criação colectiva do Teatro da Cidade (Bernardo Souto, Guilherme Gomes, João Reixa, Nídia Roque e Rita Cabaço), estreado em Março na Ribeira (casa dos Primeiros Sintomas), é um mapa de três lados. Quadros distintos em que o grau de relação varia, entre o momento da marmita pelo almoço – onde pouco se fala – e a reunião de condomínio – onde se fala até à exaustão. Pretende-se reflectir sobre o conceito de comunidade, e sobre a sua eventual dissipação. 

Best of 2017

São estes os chefs do ano Time Out

Um restaurante para dez com técnica francesa no coração de Lisboa, outro para 18, em Sintra, com técnica japonesa sob o olhar português e um último que está a apostar tudo em trazer toda a informação sobre o produto e o produtor para a mesa, sem medo de ter um menu de degustação exclusivamente vegetariano num restaurante de Estrela Michelin. André Lança Cordeiro, Pedro Almeida e João Rodrigues são os chefs do ano para a Time Out graças aos seus projectos diferenciadores e com atenção ao detalhe. Conheça-os melhor e saiba para onde caminham. Recomendado: O melhor que comemos em Lisboa em 2017 Os melhores novos restaurantes de 2017 em Lisboa

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Por Inês Garcia

Os melhores filmes de 2017

Cada final de ano, na altura dos habituais balanços, e no que ao cinema diz respeito, chegamos sempre à mesma conclusão. Começámos pouco optimistas em relação à qualidade dos filmes que íamos ver; e acabámos com a satisfação de que vimos suficientes bons filmes para elaborar uma lista com os dez melhores, e ainda ficam de fora uns quantos que também lá cabiam perfeitamente. 

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Por Editores da Time Out Lisboa
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Os melhores discos portugueses de 2017

A música portuguesa vive dias bons. Com bandas e artistas a falarem a sua língua e a produzirem canções que reflectem o país e o presente. Do indie rock português das Pega Monstro e Putas Bêbadas às batidas afromecânicas de Nídia e DJ Lycox, passando pela folk lisboeta de Éme e Luís Severo, o hip-hop de Slow J e os Orelha Negra ou o fado de Camané. Estes foram os melhores discos do ano.

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Por Editores da Time Out Lisboa

As lojas do ano

Vieram para animar os nossos armários, darem uma lufada de ar fresco às nossas casas e potenciarem a beleza até dos mais feios. São as lojas do ano de 2017.   

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Por Editores da Time Out Lisboa
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Os melhores novos restaurantes de 2017 em Lisboa

Foi um ano em que Lisboa ganhou muita comida do mundo e em que a cozinha de autor continuou a crescer na cidade. Não se perca no arquivo da Time Out nem em pesquisas na internet: lembramos-lhe so essencial dos melhores novos restaurantes de 2017 em Lisboa e ainda recuperamos o que os críticos Alfredo Lacerda e Marta Brown disseram sobre alguns deles.

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Por Inês Garcia

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