Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os espectáculos em Lisboa a não perder em 2021
dança
Fotografia: Ahmad Odeh/ Unsplash

Os espectáculos em Lisboa a não perder em 2021

Depois de termos sobrevivido ao ano mais esquizofrénico das artes performativas, estes são os espectáculos em Lisboa a não perder até ao final do ano.

Por Mariana Duarte e Raquel Dias da Silva
Publicidade

2020 foi um ano trágico para as artes performativas em Portugal. A paralisação da cultura provocada pela pandemia fez com que uma grande parte dos artistas e profissionais deste sector (e de muitos outros) perdesse os meios de subsistência, sem acesso a apoios dignos. Os teatros começaram a desconfinar, adaptando-se a novas normas, a uma nova realidade e a uma reestruturação logística em várias frentes – desde ensaios parciais, a roupa usada exclusivamente para os ensaios, diferentes circuitos de deslocação para as várias equipas do teatro, entre muitos outros procedimentos. Após sobreviver a 2020, os palcos estão prontos para um novo ano. Saiba quais são os espectáculos em Lisboa a não perder em 2021.

Recomendado: #garanteolugar: quem quer comprar estes lugares vazios?

Os espectáculos em Lisboa a não perder em 2021

teatro
teatro
Dias contados

1. Dias contados

Dança Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

Neste espectáculo, Elizabete Francisca olha para a realidade da crise habitacional, que não é mais do que uma luta de classes. Através de gestos, imagens e palavras, Dias contados restitui um olhar sobre as ideias de comunidade, território e pertença. Porque, afinal, não ter direito a uma casa, a um sítio que nos devolva quem somos, é algo de profundamente desestruturante.

dança
dança
Fotografia: João Caldeira

2. Os Três Irmãos

Dança São Luiz Teatro Municipal, Chiado

Victor Hugo Pontes coloca em cena três bailarinos imaginados pelo escritor Gonçalo M. Tavares para esta nova criação. Abelard, Adler e Hadrian são Os Três Irmãos: quando se encontram naquele não-lugar, procuram o rasto dos seus pais, marcam a giz a sua ausência, lavam-se, comem juntos à mesa, carregam os corpos uns dos outros em sacrifício ritualizado, carregam-se aos ombros, vivem em fuga, praticam o jogo perigoso do encontro com o passado.

Publicidade
teatro
teatro
Fotografia: Joana Linda

3. Mina

Dança São Luiz Teatro Municipal, Chiado

Era para ter estreado em Março de 2020, mas a pandemia aconteceu e tudo mudou. E este espectáculo também mudou, colocando novas perguntas: “o que fazer agora, como fazer agora, como tocar na outra agora, como tirar comida do prato com o mesmo garfo, com a mesma mão, como abraçar, como beijar, como chorar, como cuspir, como gritar agora?” Apesar de muita coisa ter mudado, Mina continua a ser um espectáculo incontornavelmente feminista, “um manifesto sobre e com mulheres” que viveram diferentes épocas e diferentes situações de violência de género.

Palco, Teatro, Performance, Bajazet, Considerando o Teatro e a Peste, Jeanne Balibar
Palco, Teatro, Performance, Bajazet, Considerando o Teatro e a Peste, Jeanne Balibar
©DR

4. Bajazet, Considerando o Teatro e a Peste

Teatro Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

Seriam precisos vários caracteres para explicar detalhadamente (porque os detalhes são muitos) o quão brilhante, fascinante e devastadora é esta peça de Frank Castorf, um dos grandes agentes provocadores do teatro europeu que se estreou em Portugal há uns dias, no Teatro Nacional São João, e que regressa a 12 e 13 de Março, desta feita ao D. Maria II. Castorf revisita e desordena Bajazet (1672), uma das últimas tragédias de Racine, inflamando as suas personagens e respectivos jogos de poder, ódio e amor com as palavras visionárias e selvagens de Artaud. Tudo num teatro/cinema simultaneamente cru e luxuriante, clássico e vanguardista, controlado e tresloucado, belo e bruto, que tem como protagonista a actriz francesa Jeanne Balibar, incrível do início ao fim.

Publicidade
teatro
teatro
Bacantes - Prelúdio para uma Purga

5. Bacantes – Prelúdio para uma Purga

Dança Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

Três anos após a sua estreia na Sala Garrett, Marlene Monteiro Freitas volta a mergulhar neste clássico do teatro. Em Eurípides, manifesta-se a ferocidade e o desejo de paz, a selvajaria e a aspiração a uma vida simples. É esse mundo, moral e estético, que o autor convida a percorrer e que a coreógrafa e bailarina tomou de assalto na construção de Bacantes – Prelúdio para uma Purga.

dança
dança
Teatro Nacional D. Maria II

6. O Bom Combate

Dança Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

Com uma estética construída a partir de movimentos e ritmos tradicionais, esta proposta combina o trabalho coreográfico de Edna Jaime, que podemos conhecer pela primeira vez em Portugal, com sons tradicionais de Moçambique trazidos pelo músico Francisco Macuvele. Em O Bom Combate, reflecte-se sobre uma situação vivida actualmente por várias sociedades no mundo, face à crise económica e a contundentes escândalos políticos e económicos.

Publicidade
Please please please
Please please please
©Gregory Batardon

7. Please please please

Dança Teatro Nacional D. Maria II, Santa Maria Maior

Resultado da colaboração entre a coreógrafa francesa Mathilde Monnier, a coreógrafa hispano-suíça La Ribot e o encenador português Tiago Rodrigues, este espectáculo – sobre a relação entre a norma social e as personalidades que escapam a essa norma – é apresentado em Lisboa depois de uma longa digressão europeia.

Agenda cultural

Alice – O Outro Lado da História
Fotografia: Alice – O Outro Lado da História

As peças de teatro para ver esta semana

Teatro

A classe artística não parou de arranjar novas formas de se exprimir e mostrar trabalho ao longo desta pandemia. E agora que os teatros estão outra vez a funcionar, há cada vez mais peças de teatro para ver em Lisboa. Portanto, não tem desculpa: vá ao teatro.

Playing W/ Supidity
AMARIEPHOTO

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Arte

Acha que não se passa nada em Lisboa este fim-de-semana? Nada disso. E há muitas exposições para provar que está bem enganado. Portanto, torne os próximos dias mais culturais, sozinho ou com a família toda atrelada (sim, há exposições kids friendly). Com tantos museus e galerias na cidade, é impossível não ter o que ver.

Recomendado

    Também poderá gostar

      Publicidade