Há seis exposições a inaugurar esta semana em Lisboa

Se quiser fugir do calor siga o roteiro artístico dentro de portas
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Lisboa está aberta para obras. O calor chegou finalmente e com ele as paredes de galerias e museus enchem-se com as grandes exposições de Verão. Só esta semana, inauguram seis exposições. O lote desta meia dúzia de exposições contempla as várias vertentes artísticas, da fotografia à pintura, dos retratos ao azulejo, sem esquecer as vídeo-instalações. 

Fomos armar-nos em mirones para lhe dizer as inaugurações que não pode perder esta semana, para quem não está assim com tantas ganas de mergulhos e prefere refrescar-se com arte. Ora atente.

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Seis exposições a inaugurar esta semana em Lisboa

Arte

Germinal

icon-location-pin Belém
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Depois de uma primeira apresentação na Galeria Municipal do Porto, o núcleo Cabrita Reis, adquirido pela Fundação EDP, apresenta-se agora em exposição no MAAT. “Germinal” é composta por obras de artistas portugueses da coleção do escultor Pedro Cabrita Reis, construída durante 30 anos, e mostra as origens, numa reflexão sobre os momentos iniciais e originários das carreiras de artistas nacionais – característica essa que deu mote ao título da exposição – e cujos percursos se têm vindo a afirmar ao longo do tempo. Aqui vai encontrar o olhar de Cabrita Reis como coleccionador e não artista, com a ajuda de trabalhos de António Olaio, Joana Vasconcelos, Nuno Cera, Vasco Araújo, Paulo Brighenti, Paula Soares e Miguel Palma.   

Arte

13 Shots

icon-location-pin São Sebastião
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Já sabemos que no Espaço Projecto da Gulbenkian há sempre algo de disruptivo a acontecer. A nova exposição “13 Shots” é da artista holandesa Aimée Zito Lema, que traz a Lisboa um projecto em que trabalha a memória, cujo título é inspirado no conto Mineirinho, de Clarice Lispector. Este trabalho incide sobre a transmissão intergeracional de acontecimentos, quer através da história material, quer através do corpo humano como repositório mnemónico. Poderá ver uma vídeo- -instalação, composta por 13 planos resultantes de uma colaboração de Aimée com o Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa, onde através de performances se mostra a forma como a memória se transmite por via de histórias, imagens e até silêncios.

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Arte

Do Tirar Polo Natural

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos
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A grande exposição de Verão do MNAA reúne cerca de 200 obras, das mais variadas disciplinas artísticas, uma vez que cruza épocas históricas distintas sem qualquer organização por estilos. “Do Tirar Polo Natural” propõe uma montagem determinada por um olhar contemporâneo sobre a história do género. Acaba por ser uma exposição-ensaio, um inquérito sobre o poder do retrato, uma reflexão sobre a representação e o “tirar polo natural” – tal como definiu, no século XVI, Francisco de Holanda, o primeiro teórico do retrato europeu. Lado a lado, e frente a frente, vão estar obras de José de Almada Negreiros, Paula Rego, José Malhoa, Júlio Pomar, Susana Mendes Silva, Pedro Cabrita Reis, Alexandre O’Neill e Amadeo de Souza-Cardoso. 

Arte

Pan African Unity Mural

icon-location-pin Belém
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Cruzamentos e intersecções. Locais onde as coisas acontecem, onde as pessoas se encontram e partilham, trocam ideias e se questionam. Para a artista Ângela Ferreira as intersecções também nos fazem debater sobre uma decisão, se devemos escolher ir por um caminho ou por outro – e é nesses momentos que nasce espaço para a contemplação e que as pessoas arranjam soluções criativas. Neste trabalho concebido propositadamente para a Project Room do MAAT, Ângela Ferreira – que nasceu e cresceu em Moçambique durante o período colonial – traz à vida histórias biográficas antigas para questionar o presente. 

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Coisas para fazer

Um Realismo Necessário

icon-location-pin Chiado
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Depois da exposição individual na Galeria Francisco Fino, José Pedro Cortes apresenta no Museu de Arte Contemporânea um conjunto de fotografias, feitas entre 2005 e 2018, onde a figura central é nada mais, nada menos que a representação do corpo humano. Fazer retratos e olhar para o outro sempre foi uma forma de José Pedro Cortes pensar a realidade que nos rodeia, sendo que não estão representadas geografias ou tempos, apenas histórias – histórias essas que o visitante da exposição tenta encontrar sem fazer delas grandes leituras dogmáticas.

Mais arte em Lisboa

Museu do Oriente
©Museu do Oriente
Museus

Os melhores museus em Lisboa

Edifícios relativamente novos, com linhas que são uma perdição para a fotografia, e clássicos da cidade que patrocinam autênticas viagens no tempo. Destaque-se ainda os inúmeros e regulares workshops e eventos que promovem para adultos e crianças, ou mesmo as cafetarias e brunches que também são pequenas obras de arte. 

colecção moderna na gulbenkian
©DR
Arte

Conheça estes museus de arte contemporânea em Lisboa

Não há muitos museus de arte contemporânea em Lisboa (e arredores), mas os que existem merecem uma visita. Têm colecções importantes e exposições que os colocam cada vez mais em destaque no panorama intercional das artes. Lisboa entrou no mapa da arte contemporânea e tem razões para isso. De Júlio Pomar a Andy Warhol, pode correr as mais variadas variantes artísticas ao longo deste roteiro que aqui lhe traçamos. 

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