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Exposicao Prisma
Diana Tinoco"Prisma" de Vhils está em exibição no maat até Setembro de 2022

De Paula Rego às instalações imersivas. As exposições deste Verão em Lisboa

Está demasiado calor lá fora, mas não quer ficar em casa? Inunde-se de arte nestas exposições em Lisboa.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Boas exposições nunca são demais, sobretudo com o bónus do ar condicionado, indispensável à conservação das obras de arte, que nos convida a fugir das ondas de calor. Da inimitável Paula Rego, que morreu este ano, até instalações imersivas, como a de Vhils no maat, são várias as exposições a não perder este Verão. Há fotografia, escultura, pintura, impressão digital e até vídeo e som. No fundo, há de tudo e para todos os gostos. Só tem de decidir quando e onde se inundar de arte na estação quente.

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Exposições a não perder este Verão em Lisboa

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Lisboa

Enquanto decorrem as obras de remodelação e ampliação, o Centro de Arte Moderna da Gulbenkian continua a levar a arte ao encontro do público em vários pontos da cidade. Como no Centro Comercial Fonte Nova, no interior de um contentor marítimo, em Benfica, onde é possível entrar e observar a obra de Rui Toscano “Music Is the Healing Force of the Universe #4”. O artista é um dos convidados do projecto do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian (CAM), que desde Outubro coloca contentores marítimos em locais públicos da cidade com obras pensadas para estes espaços. Outro contentor que passa a constar do mapa de intervenções artísticas do CAM fora de portas fica junto à estação fluvial do Terreiro do Paço. A peça, intitulada “Home”, é da autoria de Carlos Bunga, artista português radicado em Espanha, e explora “o conceito do direito à habitação”, “a questão das migrações”, e pretende ser um testemunho do “fracasso social por todos aqueles que não têm casa”.

  • Arte
  • Marvila

Escif, artista espanhol que tem colaborado com nomes como Banksy, apropria-se do espaço principal da Underdogs Gallery para criar uma exposição que, tal como a sua obra, é “explicitamente política, crítica e controversa”. Em “Está Iloviendo”, Escif convida os visitantes a entrar num lugar onde flores secas, pedras e terra coabitam.

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • São Sebastião

Vinte e um artistas plásticos europeus com origens familiares nas antigas colónias em África reflectem sobre as suas heranças, as suas memórias e as suas identidades. É este o ponto de partida para a exposição que ocupa a Galeria Principal da Fundação Gulbenkian, e que inclui 60 obras de pintura, desenho, escultura, filme, fotografia e instalação. 

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Alcântara

A nova exposição temporária do Museu da Carris versa sobre a importância (e técnica) da publicidade que andava a bordo dos veículos da Carris, numa altura em que a televisão ainda não tinha chegado a Portugal. Por isso mesmo, a partir dos anos 50 esta era uma das melhores apostas para as marcas comunicarem com as massas e até aos anos 90 era tudo pintado à mão. Há ainda espaço para peças tridimensionais, cedidas por antigos anunciantes como a Pasta Couto e a TAP, e réplicas de publicidade dentro de um dos eléctricos, para que os visitantes viagem no tempo cerca de 70 anos. Para enriquecer a experiência, foi montada uma simulação de criação de uma faixa publicitária à Guloso, como se estivéssemos numa antiga oficina da Carris, com cavalete, tintas, escadote e tudo.

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  • Coisas para fazer
  • Belém

Esta exposição surge como uma continuação da instalação “Earth Bits – Sentir o Planeta”, exibida em 2021 e que continua patente no museu. Também aqui são utilizados dados retirados da investigação científica com apoio do programa público Clima: Emergência > Emergente, com curadoria do Colectivo Climático do maat. “A instalação resulta de um projecto de investigação de dois anos e meio cuja ideia era contextualizar como é que nós como humanos chegamos até aqui numa vertente ambiental”, partilha Beatrice Leanza, directora artística da exposição. A investigação compilou dados desde a década de 1950 até aos dias de hoje sobre a história do ambientalismo, que podem ser consultados através de uma interface desenvolvida pelo estúdio dotdotdot. A acompanhar a instalação há ainda uma Biblioteca do Clima com uma selecção de livros, desde os anos 50 até aos dias de hoje, que cobrem todos os tópicos da investigação e ainda um arquivo digital com uma ampla gama de referências.

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  • Exposições
  • Belém

Alexandre Farto aka Vhils inaugurou a sua primeira exposição em nome próprio no antigo Museu da Electricidade em 2014. Oito anos depois, o artista conhecido um pouco por todo o mundo pelas suas perfurações artísticas regressa ao actual maat, desta vez com uma instalação exclusivamente em vídeo. “Prisma” agrega imagens filmadas, entre 2014 e 2020, em nove locais: Cidade do México, Cincinnati, Hong Kong, Lisboa, Los Angeles, Macau, Paris, Pequim e Xangai. Apesar de todas as imagens serem referentes a um mundo pré-pandemia, o artista acredita que se mantêm actuais e permitem uma reflexão sobre a cidade e as suas rotinas. “Prisma” está disposta num formato quase labiríntico. Somos convidados a perder-nos entre os diferentes painéis onde estão a ser transmitidos os vídeos. “É tudo filmado a dois mil frames por segundo, ou seja, cada segundo está transformado num minuto e meio, o que nos permite ver a beleza do dia-a-dia que perdemos nas nossas rotinas”, partilha o artista. A experiência imersiva é completada por uma instalação sonora da responsabilidade de soundslikenuno.

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  • Arte
  • Cascais

Até Setembro, o Centro Cultural de Cascais expõe a obra de Juan Genovés. A primeira mostra em Portugal dedicada ao artista espanhol inclui 58 pinturas, num percurso que começa nos anos 60 e culmina na obra Sin Firmar (2020), o último quadro que Genovés pintou antes de morreu em 2020. 

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Cascais

São raras as entrevistas de Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca, ou Menez, como é conhecida artisticamente. Mas o trabalho da pintora (1926-1995) descortina-se agora numa exposição no Museu Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais. E, se é pela pintura que Menez é mais conhecida, na Sala Zero do museu em Cascais descobrem-se outros registos, como um objecto tridimensional, uma tapeçaria ou um painel de azulejo.

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  • Arte
  • Estrela/Lapa/Santos

Inédita, Histórias de um Império é a primeira exposição integralmente dedicada à Colecção Távora Sequeira Pinto, que documenta as relações artísticas entre Portugal e as culturas do império asiático. Evitando uma leitura tradicional, cronológica e geográfica, os oito núcleos temáticos que a compõem retratam a riqueza, a complexidade e a surpreendente beleza da arte produzida nas redes comerciais criadas por Portugal, um pouco por toda a Ásia. Entre as mais de 150 peças, destaca-se uma Pedra de Bezoar montada com coral vermelho (Índia e Europa, século XVII). Da porcelana chinesa aos marfins de Goa, do mobiliário indiano às delicadas lacas japonesas, a narrativa visual revela-se de grande impacto e exuberância.

  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Lumiar

Em 39 imagens (quase todas a preto e branco), esta exposição percorre a obra do fotógrafo francês Georges Dambier, de olhos postos nos trabalhos feitos na área da moda, em meados do século XX, em especial para a revista Elle. Do reposicionamento da alta-costura francesa aos editoriais de viagem, as imagens provenientes do acervo do próprio Dambier mostram as diferentes faces de um fotógrafo que também passou por Portugal — o Estoril e a Nazaré são cenários por onde passou no final dos anos 50. A curadoria é da historiadora e investigadora de moda portuguesa Anabela Becho.

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  • Exposições
  • Belém

Um ano após a morte do artista plástico, o museu lisboeta mostra 121 obras de um dos mais internacionais nomes da arte portuguesa. “Abstracto, Branco, Tóxico e Volátil” inclui fotografias, pinturas, esculturas, instalações e até filmes em Super 8 do artista que representou Portugal na Bienal de Arte de Veneza em 1997. Julião Sarmento ainda participou no processo de construção da exposição que ocupa 18 salas do Museu Colecção Berardo.

  • Coisas para fazer
  • Santa Maria Maior

No ano em que se celebram os 40 anos da descriminalização da homossexualidade e quatro desde a consagração legal da autodeterminação de género, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade continua a talhar o caminho pela dignidade da pessoa humana com a estreia da exposição que aborda as dinâmicas e tensões entre a repressão e as resistências de diversidade sexual e de género durante a ditadura e após a revolução. Revelar, nomear, reconhecer, representar e visibilizar é destruir preconceitos, combater violências e educar para os direitos humanos, escrevem em comunicado. Lançada a 28 de Junho, conta com programação paralela, de ciclo de conversas a cinema, performances e visitas orientadas.

Verão em Lisboa

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  • Restaurantes

Receitamos-lhe inúmeras doses para repor os níveis de vitamina D. Quiosques, rooftops, esplanadas de rua, interiores, enfim, as opções abundam consoante a vontade e também pode contar com sítios para abanar o corpo nestas que são as melhores esplanadas em Lisboa (e não só).

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