Instalações, esculturas, desenhos e imagens de arquivo cruzam-se na exposição de Ângela Ferreira no MAC/CCB. Fruto de um intenso trabalho de investigação em torno de figuras históricas, arquitecturas e memórias do período colonial, a artista apresenta um conjunto de obras que examina a história social, cultural e política do continente africano, sem esquecer as lutas feministas e antirracistas – com destaque para a peça 1 Million Roses for Angela Davis. Com curadoria de Nuria Enguita, a exposição propõe uma reflexão crítica contra o esquecimento, encarando a história não como um relato fechado, mas como uma construção em permanente revisão. Uma oportunidade imperdível para conhecer o percurso de uma das vozes pioneiras da arte pós-colonial, focada nas pontes e nas relações entre Portugal e África.
Neste Outono quentinho, o apelo de museus e galerias continua a rivalizar com o das esplanadas e beberetes. Não há necessidade – o fim-de-semana dá para tudo. Por estes dias, o MAC/CCB assinala o seu terceiro aniversário e com a data vêm visitas guiadas, performance e a abertura de uma grande exposição de Ângela Ferreira. Mas os programas de índole artística não ficam por aí. Até domingo, na Sociedade Nacional de Belas Artes pode espreitar mais uma edição do Drawing Room, feira dedicada ao desenho. Se não se der por satisfeito, aproveite para visitar a exposição "Os teus direitos, a tua voz!", uma rara oportunidade de entrar no Palácio Vilalva.
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