Ângela Ferreira, MAC/CCB
Tiago Casanova | Ângela Ferreira, MAC/CCB
Tiago Casanova

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Dos grandes museus às pequenas galerias, não faltam exposições para ocupar este fim-de-semana.

Mauro Gonçalves
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Neste Outono quentinho, o apelo de museus e galerias continua a rivalizar com o das esplanadas e beberetes. Não há necessidade – o fim-de-semana dá para tudo. Por estes dias, o MAC/CCB assinala o seu terceiro aniversário e com a data vêm visitas guiadas, performance e a abertura de uma grande exposição de Ângela Ferreira. Mas os programas de índole artística não ficam por aí. Até domingo, na Sociedade Nacional de Belas Artes pode espreitar mais uma edição do Drawing Room, feira dedicada ao desenho. Se não se der por satisfeito, aproveite para visitar a exposição "Os teus direitos, a tua voz!", uma rara oportunidade de entrar no Palácio Vilalva.

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Exposições para ver no fim-de-semana

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Belém

Instalações, esculturas, desenhos e imagens de arquivo cruzam-se na exposição de Ângela Ferreira no MAC/CCB. Fruto de um intenso trabalho de investigação em torno de figuras históricas, arquitecturas e memórias do período colonial, a artista apresenta um conjunto de obras que examina a história social, cultural e política do continente africano, sem esquecer as lutas feministas e antirracistas – com destaque para a peça 1 Million Roses for Angela Davis. Com curadoria de Nuria Enguita, a exposição propõe uma reflexão crítica contra o esquecimento, encarando a história não como um relato fechado, mas como uma construção em permanente revisão. Uma oportunidade imperdível para conhecer o percurso de uma das vozes pioneiras da arte pós-colonial, focada nas pontes e nas relações entre Portugal e África.

  • Arte
  • Fotografia
  • Oeiras
Referência mundial do fotojornalismo, a exposição de 42 fotografias dos acontecimentos mais marcantes de 2025 ocupa o Parque dos Poetas. Em destaque estão as crises de Gaza ou do Sudão, mas também os incêndios que devastaram Los Angeles, nos Estados Unidos, ou a Galiza, em Espanha. Com entrada livre, a mostra também abarca histórias de resistência, como um casamento no meio de uma inundação nas Filipinas ou a conquista de espaço por mulheres na Tbourida, uma tradição equestre que, durante séculos, foi privilégio dos homens, em Marrocos. A par da exposição, existe ainda um programa de debates, workshops, um passeio fotográfico e visitas guiadas.
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  • Arte
  • São Sebastião

A Provedoria de Justiça assinala meio século de história com a exposição "Os teus direitos, a tua voz! Cidadania e Democracia nos 50 anos do Provedor de Justiça", no Palácio Vilalva até Abril de 2027. Com projecto curatorial de Paulo Mendes, a mostra cruza documentos de arquivo, objectos e histórias reais de intervenção institucional com a visão de mais de 60 artistas contemporâneos, incluindo nomes como Paula Rego, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Alfredo Cunha e João Abel Manta. Num percurso que vai dos anos 60 aos dias de hoje, as obras de arte e o acervo documental estabelecem um diálogo crítico sobre a defesa das liberdades fundamentais, os direitos dos cidadãos e a consolidação da democracia em Portugal.

  • Arte
  • Cerâmica e olaria
  • Avenidas Novas

Da Bienal de Veneza ao Victoria and Albert Museum, o trabalho do britânico Jeremy Gardiner teve sempre como medium primordial a pintura. Mas, aos 69 anos, o autor decidiu transferir para a cerâmica a sua pesquisa sobre paisagem, geologia e passagem do tempo, que desenvolve há décadas. O resultado são 18 placas em cerâmica, inspiradas em duas regiões inglesas reconhecidas como Património Mundial pela UNESCO: a Costa Jurássica e o Lake District. Nelas, ganham forma falésias, lagos e cascatas, a partir da memória do artista. O interesse de Gardiner pela cerâmica, no entanto, é antigo e teve dois momentos-chave: a visita à Oficina Cerâmica Francisco Brennand, no Brasil, em 2001, e o confronto com o painel de Querubim Lapa na pastelaria Alcôa, em Lisboa, em 2020. Para desenvolver a presente série em exposição, Gardiner trabalhou durante três meses na Oficina do Castelo, em Lisboa, ao lado de Suzana Barros, viúva de Querubim Lapa, e Vera Teotónio, sua sócia e colaboradora. A mostra concretiza-se numa "geologia da paisagem".

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  • Arte
  • Arte contemporânea

A partir do trabalho de dez artistas contemporâneos, o Museu Nacional de Arte Contemporânea questiona narrativas sobre "identidade, património e representação em Portugal." Com curadoria de António Brito Guterres e Henriqueta Silva, a exposição reúne obras de Adriana Santos, Emma Andreetti, Fatuma Djabula, Henrique J. Paris, Hugo Barros, Júnior Jacinto, Nuno Trigueiros, Rappepa Bedju Tempu, Ricardo Carvalho e Sara Fonseca da Graça.

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Avenidas Novas

Quase um ano após a morte de Sei Miguel, a Culturgest dedica uma exposição ao músico – "nome maior do jazz e da música experimental portuguesa" – que ao longo da sua carreira criou um conjunto de gráficos híbridos – "entre o desenho e a escrita, o símbolo e a palavra –, com o intuito de comunicar com o mundo exterior. A exposição é acompanhada por um ciclo de dois concertos, Everywhere Infinity Everywhere Mystery, desenhado por Fala Mariam, companheira de Sei Miguel. Sirius (Yaw Tembe & Monsieur Trinité) e Livio Tragtenberg actuam a 17 de Outubro. O concerto de Birgit Ulher e Joe Morris chegam está marcado para dia 12 de Dezembro.

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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Avenidas Novas

A Culturgest recebe a primeira exposição em Portugal de Amelie von Wulffen, nome de referência da arte contemporânea com passagens pelo Centre Pompidou e pela Bienal de Veneza. Intitulada "Panic Realism", a mostra reúne cerca de uma centena de obras criadas na última década – entre pinturas, esculturas e desenhos – e convida a mergulhar num universo ambíguo e elíptico que cruza o real e o imaginário, apropriando-se tanto de ícones da cultura popular (da Abelha Maia aos gelados da Olá) como de referências à burguesia conservadora e aos abismos da história alemã.

  • Arte
  • Belém

Frida Orupabo expõe pela primeira vez em Portugal a título individual. Em "Cloud of Confusion", a artista norueguesa revisita um conjunto de imagens que tem vindo a reunir na sua conta de Instagram – "material composto por tensões entre intimidade e violência". A exposição dialoga com a arquitectura do próprio museu, ao desenhar um percurso linear de oito momentos.

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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Beato

A exposição da Lumina centra-se num longo período de trabalho de Luísa Ferreira. Entre 1991 e 2025, a autora manipulou diversas polaroids durante o próprio processo de revelação, momento em que ainda é possível "deslocar cores, dissolver contornos e alterar a imagem original". Cada fotografia torna-se, assim, testemunha de uma experimentação plástica que a aproxima mais do gesto da pintura. A par do seu trabalho como fotojornalista e fotógrafa documental, Luísa Ferreira desde cedo começou a explorar as possibilidades expressivas da manipulação de polaroids, um processo que ficou associado ao seu nome desde 1993, depois de uma exposição em que apresentou 110 polaroids intervencionadas e ampliadas distribuídas por 33 contentores marítimos no Jardim do Tabaco, em Lisboa. A par do seu trabalho, no espaço Le Mur, da mesma galeria, tem uma instalação de Paulo Robalo, intitulada Le Mur des Mémoires.

  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A primeira fotografia de passaporte do pai de Keisha Scarville foi o arranque, em 2012, de uma série de mais de 300 reinterpretações da mesma imagem. O trabalho de 14 anos (e inesgotável) foi distinguido como Livro do Ano nos Encontros de Arles 2026 e explora os mecanismos através dos quais o Estado fixa a identidade de um indivíduo, jogando com a sua manipulação. Em cada nova versão do retrato, há novas combinações e a sobreposição manual de fotografias encontradas, documentos vários ou recortes de imprensa. "Passports" abre, assim, horizontes ao questionar a forma como a identidade pode ser reduzida a uma fotografia. As peças são apresentadas em pequenas dimensões, o que exige uma aproximação física e uma observação demorada da parte dos visitantes. No dia 19 de Setembro (seguinte à inauguração), às 16.00, a também professora no Departamento de Arte, Cinema e Estudos Visuais da Universidade de Harvard conversa sobre o projecto, num momento aberto ao público.

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  • Arte
  • Cascais

A galeria This Must Be the Place, localizada no Cidadela Art District, acolhe entre 10 de Outubro e 14 de Novembro a exposição “FROM ROMA TO CANEÇAS”, desenvolvida em colaboração com o projecto Letreiro Galeria. A mostra reúne uma selecção de antigos letreiros comerciais portugueses do século XX que utilizavam nomes de cidades, países ou lugares – como Retrosaria Roma, Lavandaria Texas, Bar Atlântico ou Pastelaria Caneças – para conferir aos negócios de bairro uma aura de cosmopolitismo, elegância ou proximidade geográfica. Além de salvaguardar a memória gráfica, tipográfica e social das cidades, o evento conta com uma edição limitada de serigrafias e cadernos cuja venda reverte para o trabalho contínuo de resgate e conservação do espólio da Letreiro Galeria.

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Alvalade

É a última exposição na Galeria Vera Cortês, uma "instituição" no panorama da arte contemporânea em Lisboa e no país. Durante os três últimos meses do espaço, é Béatrice Balcou quem ocupa a casa, artista "conhecida pelas suas performances, esculturas e instalações que transformam o manuseamento e o cuidado das obras de arte num ritual". Com obras em colecções como a do Centre Georges Pompidou (Paris, França), da Fundação CAB (Bruxelas, Bélgica) ou da Kunsthalle (Recklinghausen, Alemanha), a artista traz a Alvalade perto de dez pinturas semelhantes a monocromias, junto a títulos que remetem para a história da pintura. O desejo e o trabalho da autora têm sido precisamente cuidar (e centrar a atenção) no que já existe. "Balcou, em cada quadro, tenta reproduzir à perfeição as preparações históricas, tal como Caravaggio, Monet ou Agnes Martin as realizavam eles próprios no atelier ou confiavam a sua execução a outros. Isto implica uma verdadeira investigação sobre os processos preparatórios, os pigmentos e os gestos que, precisamente, não se destinam a ser apreciados por si próprios, mas que, no entanto, permitem ainda hoje admirar tantas obras-primas", pode ler-se na nota enviada pela galeria.

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Grande Lisboa

Objectos, fotografias e outros documentos ajudam a atravessar quase um século de actividade do antigo Albergue da Mitra (fundado em 1933), um dos equipamentos sociais mais marcantes da história de Lisboa, onde viveram (muitas vezes até morrerem) cidadãos que não eram considerados aptos para a sociedade estabelecida, como mendigos, pessoas com deficiência ou problemas de saúde mental. O projecto, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, resulta da colaboração com a associação Ephemera, a Câmara Municipal de Lisboa, a Polícia de Segurança Pública e a Santa Casa da Misericórdia de Cascais. Para os três meses de exposição estão também programadas sessões de teatro documental, exibição de documentários, workshops de construção de brinquedos de época, tertúlias e uma aula aberta promovida pela Universidade Lusíada.

  • Arte
  • Belém

Instalada no Padrão dos Descobrimentos, a exposição debruça-se sobre as formas de representação visual do monumento desde 1940, reunindo um conjunto de objectos e materiais que o utilizam como imagem de referência. A mostra conta com a consultoria científica de Ellen W. Sapega, professora emérita do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.

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  • Arte
  • Fotografia
  • Lisboa

É uma mostra de larga escala, disposta por vários espaços: os Jardins do Bombarda, os Pavilhões da Mitra, o Mercado de Campo de Ourique, o Mercado da Ribeira e a Casa da Imprensa. Até sábado (10), há para ver a retrospectiva de Céu Guarda, "Algarve 63", de Tim Motion, e "Guerra com Gente Dentro", de André Luís Alves. "Raspberries for Christmas", de Marc Schroeder, fica nos Jardins do Bombarda até domingo (11). Expõem-se também "Outras Paisagens", de Manuel Falcão, "Chão Que Não Se Pisa Não Dá Fruto", de João Pedro Almeida, "A Cidade", de Rui Soares Esteves, e "O Mar", de Eduardo Leal, até 31 de Dezembro. Por fim, "Retrospectiva", de Manuel Moura, fica até 27 de Novembro na Casa da Imprensa. A programação completa está aqui.

  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A mais recente exposição do Centro de Arte Manuel de Brito revela a presença da pintora Menez na colecção da casa. "Menez começou a pintar aos 26 anos, sem nunca ter tido mestres ou frequentado escolas. Aprendeu pintando", lê-se no descritivo. Ao longo da vida, percorreu diferentes linguagens e temas – o abstraccionismo, o figurativismo, cenas bíblicas, figuras femininas, livros e jardins.

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  • Arte
  • Cascais

Cristóbal Toral passou a infância a trabalhar na terra com o pai, carvoeiro, em Antequeta, Andaluzia. Um grupo de caçadores da região descobriu por acaso os desenhos que fazia nos tempos livres – episódio que mudou a sua vida e o levou a estudar Artes. Hoje é considerado um nome de referência do realismo espanhol contemporâneo – e a sua obra pode ser vista no Centro Cultural de Cascais até 17 de Janeiro de 2027. Com curadoria de Marisa Oropesa, mulher do artista, a exposição “Cartografia do Tempo – Uma Eterna Viagem” (a primeira em Portugal dedicada à obra de Toral), reúne 44 obras, essencialmente pintura e escultura. 

  • Arte
  • Oeiras

Os melhores cartoons do ano apresentam-se ao mundo no Palácio Anjos, em Algés. São quase três centenas de trabalhos de 138 cartoonistas de 44 países, divididos pelas seguintes categorias que foram a concurso: Cartoon Editorial, Desenho de Humor e Caricatura. Pelo segundo ano consecutivo em Oeiras, a mostra de referência internacional inclui obras criadas em culturas muito diversas, através de olhares plurais sobre os acontecimentos e os protagonistas que fazem a actualidade. Da galeria de notáveis fazem parte reis, ditadores, desportistas, cineastas, músicos, papas e outras figuras históricas. No período da exposição, quem visitar o Palácio Anjos pode também ver mais 40 obras dedicadas a temas relacionados com a vida da União Europeia, uma mostra enquadrada nas comemorações do quadragésimo aniversário da adesão de Portugal às Comunidades Europeias.

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  • Arte
  • Pintura
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Uma exposição exclusivamente dedicada a Arpad Szenes e à sua obra singular. Casado com Maria Helena Vieira da Silva, o pintor húngaro é descrito como um "experimentalista, permanentemente apaixonado pelos outros e pelas coisas do mundo". Depois de uma exposição inteiramente dedicada a Szenes em 2007, o Museu Arpad Szenes Vieira da Silva volta a reunir o espólio artístico, com peças de pequena e média escala, desenho, gravura, pintura e obras inéditas.

  • Arte
  • Belém

É o MAAT a olhar para a própria colecção de arte contemporânea. "Turn around" é uma exposição debruçada sobre as mais de 2460 obras reunidas durante os últimos 25 anos. Num primeiro momento, o museu começou por expor obras seleccionadas de cariz escultórico e de instalação, de maior escala. A segunda parte da exposição, inaugurada no final de Abril, apresenta dezenas de obras de artistas nacionais, nomes proeminentes da arte contemporânea em Portugal, em formatos mais convencionais – como a pinturas e a fotografia.

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  • Arte
  • Cascais

As Meninas Exemplares foi escrito pela Condessa de Ségur em 1858. O livro infantil da autora russa – que escreveu esta e muitas outras aventuras de meninas bem-nascidas que se comportam terrivelmente –, dá agora nome à nova exposição da Casa das Histórias Paula Rego. Com curadoria de Catarina Alfaro, tem a figura feminina, em criança e na idade adulta, como a protagonista e apresenta, por exemplo, as litografias coloridas à mão O vestido cor de salmão e Comunhão, inspiradas em poemas de Adília Lopes. A exposição, patente até ao final de Janeiro de 2027, inclui ainda obras das séries “Jane Eyre” (2001-2002) e “Bruxas de Pendle” (1996) influenciadas, respectivamente, pelo trabalho de Charlotte Brontë e de Blake Morrison, e as seis gravuras de “Mutilação Genital Feminina”, série de 2009 que denuncia práticas de violência de género que afectam meninas em várias partes do mundo. Ao mesmo tempo, pode espreitar uma outra exposição: "O Exilado: da criação à conservação".

  • Arte
  • Joalharia
  • Baixa Pombalina

Em parceria com a PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea, o MUDE volta a receber a exposição principal da Bienal de Joalharia de Lisboa. Em "Coexistências – A Joalharia e a Beleza do Mundo" surgem "questões ecológicas que interpelam o design do século XXI". As respostas chegam sob a forma de obras do território da joalharia contemporêna, assinadas por artistas e designers e que tocam em aspectos do presente, como a inteligência artificial, e reflectem influências dos mundos que os rodeiam – seja mineral, vegetal, animal ou digital.

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  • Arte
  • Belém

Entre instalação, fotografia, vídeo, desenho, escultura e performance, Vasco Araújo chega ao Pavilhão Julião Sarmento com um conjunto de obras realizadas entre 2005 e a actualidade, a maioria nunca mostradas em Portugal. "Num percurso que combina diferentes linguagens e referências, a exposição aborda as formas de comunicação e a contínua tentativa de chegar ao Outro", pode ler-se no comunicado. Paralelamente, decorre um programa público associado à exposição, que tem curadoria de Isabel Carlos. As performances marcadas para os dias 7 de Outubro e 11 de Novembro e uma sessão de conversas com o artista a 16 de Dezembro.

  • Arte
  • Fotografia
  • Lisboa

A crise da habitação em Lisboa (Gonçalo Fonseca), animais imaginários em cenários improváveis (Joan Fontcuberta), planos reprodutivos na Alemanha nazi (Marc Schroeder), as mitologias da região ucraniana de Poltava (Viktoria Sorochinski), feridas e imagens idílicas do Líbano (Ian Cheibub), a luta pela igualdade de género por uma influente poeta (Rocío Bueno), o branco na fotografia (José Luís Neto), ficções futuristas (Chloé Azzopardi) ou o questionamento da autoridade do arquivo colonial (Délio Jasse). A lista de temas é extensa e poderia continuar, abarcando a amplitude a que já nos habituou o festival de fotografia Imago. Os lugares do evento são, também eles, uma manta diversa, da Livraria Sá da Costa à loja da Leica, passando pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado ou pela Sociedade Nacional das Belas Artes (sem nunca esquecer, claro, a própria Galeria IMAGO). O festival integra a rede europeia do Mês Europeu da Fotografia, centrando-se na promoção de artistas contemporâneos e no diálogo entre criadores, especialistas e público. Além das exposições, o programa inclui debates e oficinas, tudo sobre o mote "Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem", para uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias na fotografia artística. A agenda completa pode ser consultada aqui.

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  • Arte
  • São Sebastião

Depois da primeira exposição individual institucional, a artista portuguesa ocupa a Sala Projecto com uma exposição imersiva, que conta com trabalhos em pintura, escultura e instalação, com curadoria de João Mourão e Luís Silva. "Recorrendo a materiais como adobe, cerâmica e água, Zenha convida o público a uma viagem por corpos e seres híbridos, reservatórios, sistemas de drenagem e escoamento tanto urbanos como corporais", pode ler-se no descritivo.

  • Arte
  • Arte contemporânea
  • São Sebastião

Concebida por João Maria de Gusmão, a exposição apresenta obras da Colecção de Arte Contemporânea da Fundação "la Caixa". No total, serão quase quatro dezenas de obras de 31 artistas, com pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia. Entre os nomes presentes nesta mostra estão Antoni Muntadas, Giovanni Anselmo, Angela de la Cruz, Peter Halley, Damián Ortega, Sigmar Polke, Gerhard Richter, Doris Salcedo, Thomas Schütte, Michael Snow e ainda os portugueses Ana Jotta, Jorge Queiroz e a luso-alemã Susanne Themlitz.

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  • Arte
  • Belém

Pedro Cabrita Reis é um dos mais internacionalizados artistas portugueses e foi o nome escolhido pelo MAAT para ocupar a Galeria Oval, ainda em contexto das comemorações dos dez anos do museu. Com curadoria de João Pinharanda, a exposição apresenta quase 200 obras, quase todas inéditas. A pintura tem especial destaque, com o artista a voltar-se para a História da Arte e a abordar temas litúrgicos, mas também referências de grandes mestres como Monet, Rodin e El Greco.

  • Arte
  • Belém

Para assinalar o seu 10.º aniversário, o MAAT recebe a exposição "VÉNUS – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos". Num percurso desenhado pela própria artista, os visitantes encontram mais de 40 criações de Valentino Garavani, entre alta-costura e pronto-a-vestir. Joana Vasconcelos, por sua vez, desenvolveu uma das suas Valquírias, trabalhada a partir de elementos de algumas das criações mais emblemáticas do designer – a Valquíria Venus. A par de algumas criações inéditas, Vasconcelos expõe também trabalhos marcantes do seu corpo de trabalho – como Marilyn, Jardim do Éden e Coração Independente #3.

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  • Arte
  • São Sebastião

A partir de textos de memórias e fragmentos de recordações escritos por Gabriel Abrantes, Robert Barry, Genesis Breyer P-Orridge, FM Einheit, Alexandre Estrela, Tim Etchells, Susie Green, Karl Holmqvist, David Link, Pierre Paulin, Emilie Pitoiset, Lee Ranaldo, Susan Stenger e Apichatpong Weerasethakul, o músico, compositor e performer alemão FM Einheit foi convidado a compor 16 obras, que surgem na exposição como sonhos interpretados sob a forma de canções. A exposição ocupa o Espaço Engawa do CAM e tem curadoria de Mathieu Copeland.

  • Arte
  • Alcântara

A tridimensionalidade está sob o foco na mais recente exposição do Museu de Arte Contemporânea Armando Martins. Em "Peso-Contra-Peso", as curadoras Adelaide Ginga e Carolina Quintela exploraram as três dimensões dentro da colecção do MACAM e organizaram as obras em núcleos temáticos – natureza, abstracção, escala, resistência e urbanismo. Entre os artistas que encontramos expostos, destaque para Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Daniel Buren, José Damasceno, Seung Yul Oh, Pedro Calapez, Alexandre Farto, Carlos Garaicoa, entre muitos outros.

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  • Coisas para fazer
  • Exposições
  • Grande Lisboa

A partir de "arquivos privados e sensíveis", a Câmara Municipal de Almada monta uma exposição para contar a história da resistência à ditadura no concelho – mas sobretudo pelos seus cidadãos. Para isso, usa documentos e objectos "que nasceram da experiência da prisão e do exílio" dos almadenses (nascidos ou residentes) que doram presos ao longo de 48 anos de ditadura. Nesta lista constam, no total, 494 nomes. Há duas visitas orientadas programadas – a 31 de Outubro e a 28 de Novembro, sempre às 15.00. À mesma hora, no dia 12 de Dezembro, há uma oficina para famílias. As actividades são gratuitas, mas exigem inscrição prévia através do e-mail museus.comunica@cm-almada.pt.

Esta semana em Lisboa

  • Música
  • Música ao vivo

Todas as semanas, quase todos os dias, há música para ouvir nos bares e salas de espectáculos da cidade, da pop-rock mais orelhuda ao jazz mais livre, de pequenas bandas locais a grandes nomes internacionais, passando por tudo o que se encontra no meio.

  • Cinemas

Tanto cinema, tão pouco tempo. Há filmes em cartaz para todos os gostos e de todos os feitios. Das estreias em cinema aos títulos que, semana após semana, continuam a fazer carreira nas salas. O que encontra abaixo é uma selecção dos filmes que pode ver no escurinho do cinema, que isto não dá para tudo.

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