Festival Alkantara 2018: um espectáculo por dia…

É neste estado que permanece o Festival Alkantara, 25 anos depois, quando, entre 23 de Maio e 9 de Junho, ocupar Lisboa para 18 dias recheados de espectáculos quase sempre desafiantes.

©Elizabeth CarecchioÍtaca — Nossa Odisseia I

Quando, em 1993, um grupo de coreógrafos, para mostrar o seu trabalho que ninguém parecia querer ver, montou a mostra Danças na Cidade, estavam longe de pensar que ia dar nisto. E isto é: duas dezenas de espectáculos de géneros e categorias distintas; sete estreias mundiais e quase o dobro em nacionais; pessoal vindo de 11 países mostrando ao que anda por sete salas de Lisboa durante 18 dias. Parabéns.

Recomendado: Já foi anunciado o programa do Alkantara Festival

Festival Alkantara 2018: um espectáculo por dia…

Cláudia Dias

Quarta-Feira: O Tempo das Cerejas é o terceiro episódio do ciclo Sete Anos Sete Peças, continuação do trabalho iniciado por Cláudia Dias em 2016 com Segunda-Feira: Atenção à Direita!, e prosseguido o ano passado com Terça-Feira: Tudo o que é Sólido Dissolve-se no Ar, desta vez com a colaboração de Igor Gandra, o director artístico do Teatro de Ferro.

Neste espectáculo descaradamente político Dias e Gandra “fazem uma ligação directa a tudo o que é varrido para baixo do tapete ocidental” explorando como apesar de “os bombardeamentos aéreos por parte de forças militares europeias serem hoje em dia facilmente visionáveis na internet ou na TV, a ligação entre os nossos lares e as crateras abertas por mísseis noutro lado do mundo, não é tão visível assim.” Ora, para esclarecer este “buraco negro”, e para não restarem dúvidas sobre a intenção dos criadores, melhor não há do que continuar a citar Jorge Louraço Figueira no programa, quando diz que não “se trata apenas de mostrar a responsabilidade das sociais-democracias europeias nos massacres que estão a ocorrer agora no resto do mundo.” Pois o “olho negro no meio do chão é uma imagem de sinal negativo que nos revela o que está por fazer.”

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Until Sat Jul 7

Teatro em Lisboa

As peças de teatro em Lisboa a não perder em Maio

Acontecimento, por assim dizer, é a trilogia teatral da artista brasileira Christiane Jatahy, figura central de Lisboa, com o estatuto de Artista na Cidade, e trabalho para mostrar até ao final do ano. O panorama, porém, não se fica por aqui, e até grupos estudantis dão um ar da sua graça entre as 15 peças que seguem já.

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Por Rui Monteiro
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