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ópera chinesa no museu do oriente
©Nuno Vieira

Museus e arte urbana em Alcântara

Cultura para que te quero? Dentro ou fora de portas há muita arte para descobrir em Alcântara.

Escrito por
Francisca Dias Real
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Não se livra da arte em Alcântara, ora dentro de quatro paredes, ora pela rua. Dizemos-lhe onde a pode encontrar.

Museus e arte urbana em Alcântara

  • 5/5 estrelas
  • Museus
  • Estrela/Lapa/Santos

Comecemos o nosso roteiro com um pé na Ásia e outro na Avenida Brasília. Ir ao Museu do Oriente é mesmo de ficar de boca aberta com os tesourinhos da cultura oriental que aquelas paredes guardam. Peças sumptuosas dos Descobrimentos e da presença portuguesa na Ásia, raridades curiosas, como o chapéu namban de papel e laca que os japoneses inventaram para imitar o modelo de abas dos portugueses – há de tudo. Pode ainda atirar-se à arte dos origamis ou mesmo aprender caracteres de caligrafia nipónica. Esteja atento à programação.

Avenida Brasília, Doca de Alcântara. Ter-Dom 10.00-18.00 e às Sex 10.00-22.00 (entrada livre entre as 18.00 e 22.00). 6€. (preço dos workshops variável)

  • 3/5 estrelas
  • Museus
  • Alcântara

Parece esquecido para os lisboetas, mas não está para nós. Por mais que barafuste com o serviço da Carris, o museu é bem mais eficiente a contar histórias. Sabia que a Carris nasceu no Rio de Janeiro em 1872? Lá dentro, pode dar uma volta num eléctrico antigo que por dentro mais parece um coche – imagine esse luxo hoje em dia. Mas o mais incrível é o pavilhão de 2000m² que alberga veículos da Carris desde o início do século XX. O eléctrico 28 até pode ser dos turistas, mas o museu é nosso.

Rua 1.º de Maio, 101- 103. Seg-Sáb 10.00-18.00. 4€.

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Arte Urbana

Arte Urbana

Um passeio por Alcântara é suficiente para notar que as obras de arte saíram à rua para os muros e paredes. Começamos a caminhada na Infante Santo, onde nasceu Louvor da Vivacidade, um novo painel de 200 m² de azulejos da autoria de Add Fuel, que veio preencher a escadaria que dá acesso à Rua Joaquim Casimiro. Mais à frente, na Avenida da Índia nº 28 está uma das mais conhecidas caras esculpidas por Vhils; e no nº30 um mural geométrico rosa e vermelho de Raoul e Davide Perre, os gémeos alemães mais conhecidos por How&Nosm. E não se fala em arte urbana sem referir a Lx Factory e o Village Underground, os albergues da maior representação de arte urbana por metro quadrado da cidade. Os contentores do Village foram inicialmente pintados com obras dos portugueses Aka Corleone e Kruella d’Enfer, cujas cores e contornos ainda resistem agora acompanhados de adições de outros artistas como os Halfstudio que deixaram claro que “Lisbon is the New Lisbon” (não temos dúvidas). Ao lado, na Lx Factory, o cartão de visita é a abelha de Bordalo II da sua série Big Trash Animals, tudo feito a partir do lixo.

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