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Prémio Novos Artistas Fundação EDP: mantenha estes seis artistas debaixo de olho

Os vencedores do Prémio Novos Artistas Fundação EDP estão no MAAT a mostrar o que valem, da pintura à instalação de som.

Rodrigo Cabrita

É a 12ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP e na exposição colectiva com os vencedores mostra-se o que se está a fazer neste momento nas artes plásticas portuguesas. Já se revelaram com este prémio nomes como Joana Vasconcelos, Leonor Antunes, Vasco Araújo, André Romão e Gabriel Abrantes, e este ano há mais seis que se juntam à família. Conheça Ana Guedes, Claire de Santa Coloma, Bernardo Correia, Ana Cardoso, Igor Jesus e Jão Gabriel através das peças que mostram na Central do MAAT.

Avenida Brasília, Central Tejo (Belém). Qua-Seg 12.00-20.00. Até 9 de Outubro. 5€

Prémio Novos Artistas Fundação EDP: mantenha estes seis artistas debaixo de olho

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Ana Guedes

Ana Guedes

Ana Guedes vive na Holanda e é essa sua casa que transporta para Moebius: Azul, a instalação que ocupa boa parte da sala em que se apresenta. A estrutura foi pensada para ser acusticamente imersiva: há dois sons a cruzarem-se. De um lado as cigarras de Trás-os-Montes, onde passou a infância, do outro, os alarmes antiaéreos que tocam na costa holandesa todas as segundas de cada mês – uma recordação da II Guerra Mundial. É uma forma de pensar a história e a forma como é cíclica, diz a artista.

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Ana Cardoso

Ana Cardoso

As várias telas modulares coloridas estão no início da exposição numa das paredes, mas não é assim que vão fica sempre. Ana Cardoso escreveu um guião para Partitioned Landscape Print e é segundo essas indicações quase cénicas que ao longo do tempo da exposição as peças vão ser mudadas de sítio, até acabarem na parede em frente. Uma pequena performance para assistir ao longo das várias semanas de mostra.

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Bernardo Correia

Bernardo Correia

A sala de Bernardo Correia bem pode ser apelidada de fantasmagórica: as imagens aparecem e desaparecem e o mesmo se pode dizer do prolongamento desta instalação nas casas dos visitantes. Uns quantos blocos de gesso de várias cores recriam os vasos que o artista usou como moldes e seguram um véu que é também uma tela. Aí se projectam desenhos de Bernardo e o convite para que o espectador assine a sua mailing list e receba desenhos no seu email, "uma coisa um bocado fantasmagórica, meio secreta", diz Bernardo Correia.

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Claire de Santa Coloma

Claire de Santa Coloma

Claire de Santa Coloma anda a reflectir sobre como é que uma coisa tão ancestral quando a escultura pode relacionar-se com a vida que vivemos hoje. É por isso que expõe as suas esculturas, saídas de grandes cepos que apanha em florestas, juntamente com mobília industrializada. As suas formas são orgânicas e a justificação é simples: trabalha a partir das formas que a madeira já lhe dá – os veios e os nós contam muito. É como se a forma já estivesse dentro da árvore.

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Igor Jesus

Igor Jesus

Igor Jesus trabalha sobre a forma como a cultura, especialmente a cultura popular, coloniza o corpo e a forma como o olhamos, interpretamos e, em última análise, categorizamos. O cinema é uma parte importante deste processo e do seu trabalho: no conjunto das suas peças há referências à frequência dos frames nas projecções e a Claudia Cardinale. "Duarante muito tempo foi dobrada nos filmes porque era muito bonita mas a sua voz era considerada demasiado masculina", conta o artista.

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João Gabriel

João Gabriel

Pode argumentar-se que as pinturas de João Gabriel são a visão mais tradicional da pintura presente nesta exposição. Os atentos ao mundo do cinema vão reconhecer as suas pinceladas largas e suas figuras no meio da floresta: são as pinturas que comunicaram o Ornitólogo, o filme de João Pedro Rodrigues, de 2016.

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