Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right A Lata Delas: mural de arte urbana dá cor à Estação de Entrecampos

A Lata Delas: mural de arte urbana dá cor à Estação de Entrecampos

Maria Imaginário, Margarida Fleming, Patrícia Mariano e Tamara Alves assinam o novo mural de arte urbana na cidade

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Duarte DragoPintura de Margarida Fleming
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Duarte DragoPintura de Tamara Alves
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Duarte DragoPintura de Maria Imaginário
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Duarte DragoPintura de Patrícia Mariano
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Por Francisca Dias Real |
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Lisboa continua a ser coberta com o papel de parede mais cool: a arte urbana. O mais recente projecto da Galeria de Arte Urbana (GAU) teve o cunho de quatro mulheres artistas que deixaram a sua marca na estação de comboios de Entrecampos – numa parceria com as Infraestruturas de Portugal. “A Lata Delas” foi entregue a Tamara Alves, Margarida Fleming, Patrícia Mariano e Maria Imaginário, que reproduziram o cenário de uma galeria com as obras das quatro artistas – cada uma com o seu estilo –, mas a céu aberto.

“Não tínhamos um conceito chapéu para nos guiarmos, foi-nos dada completa liberdade”, conta Tamara Alves. “Como cada uma de nós tem estilos distintos, decidimos entre nós criar um fio condutor para que os murais fizessem algum sentido e chegámos à ideia de reproduzirmos então uma galeria.” A artista manteve-se fiel à essência pela qual é reconhecida e deixou as mulheres e os animais selvagens, em tons pastel, ocuparem porções dos vários muros.

Maria Imaginário, que diz que tiveram “completa liberdade de criação”, deu o ar da sua graça com o registo do seu universo encantado e cenários doces, com criaturas coloridas de língua de fora e olhos esbugalhados.

Patrícia Mariano teve aqui uma das suas primeiras experiências de pintura em grandes dimensões – e trouxe composições minimalistas sempre em torno de uma figura central, seja uma mulher ou um animal. “Quando pintamos algo na rua deixa de ser nosso e passa a ser da cidade, das pessoas. É um processo natural esse do desapego à nossa arte”, diz.

“É realmente uma obra de arte que passa a pertencer a quem quiser, se alguém for lá fazer um tag por cima é algo para o qual temos de estar preparados. Quando pinto, não penso que vai desaparecer”, remata Margarida Fleming, que transpôs para as paredes da estação a geografia humana das suas personagens, de olhos misteriosos e com detalhes hiper-realistas.  

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