CCB de Verão: o que não pode perder

O menu é variado: há concertos e cinema ao ar livre para todos os gostos. E lá para o final o Verão é clássico
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Quando o Verão cai em Belém, é tempo de cair na relva. Está aí mais uma edição do CCB de Verão e aqui está tudo o que pode ver e ouvir por lá já a partir desta sexta-feira, dia 13. Um cartaz de concertos, arte e cinema que ocupa os finais de tarde dos finais de semana até quase aos finais do Verão.

O princípio é quase sempre o mesmo: cultura ao ar livre e de entrada livre. O Jardim das Oliveiras é palco de 16 concertos, a Praça Central exibe 13 filmes divididos em dois ciclos – um de autor, outro temático – e tudo isto é gratuito. Acresce, no final do mês, o Festival Verão Clássico, com um cartaz feito de concertos diários e masterclasses. Mais uma vez, percebemos que a Oeste há sempre algo de novo.

“O CCB tem conseguido – e é esse um dos nossos grandes objectivos, descentralizar a cena cultural do centro de cidade para esta zona ocidental, para onde as pessoas – que não turistas – não viriam normalmente”, gaba-se Elísio Summavielle, presidente do CCB. E com razão.   

Recomendado: Tudo o que não pode perder no Festival Verão Clássico

Concertos ao ar livre

Kolme
©DR
Música, Jazz

Kolme

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O trio Kolme (a palavra finlandesa para “três”), de Ruben Alves (piano), Miguel Amado (contrabaixo) e Carlos Miguel (bateria), faz parte do número crescente de grupos que exploram o caminho desbravado pelo Esbjörn Svensson Trio (E.S.T.): melodias límpidas e de recorte bem definido, grooves inspirados em pop, rock e hip-hop, crescendos épicos feitos da repetição de motivos simples. O repertório é maioritariamente próprio e Ruben Alves destila nas suas composições uma síntese pessoal, que tem raízes numa carreira hiperactiva e ecléctica. É um dos trios clássicos de jazz a merecer a nossa melhor atenção.

Trio Orfeu
©DR
Música

Trio Orfeu

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O trio chama-se Orfeu em referência ao Orfeu da Conceição, a peça de teatro dos anos 50 em que Vinicius de Moraes reescreve o mito grego de Orfeu e Eurídice nas ruas do Rio de Janeiro. Tom Jobim musicou o feito e assim nasce uma obra de referência
na cultura carioca e na história
da bossa. É esse imaginário que Fred Martins (voz e violão), Jed Barahal (violoncelo), e Ruca Rebordão (percussões), revisitam e homenageiam com um programa de clássicos da bossa, maioritariamente assinados pelo poetinha e pelo maestro soberano.

Cinema ao ar livre

Depois de Maio
©Xenix Filmdistribution
Filmes

Depois de Maio

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Paris, 1971. Os acontecimentos de Maio de 68 já passaram
 à história, mas um grupo de jovens persiste em continuar envolvido em protestos radicais em nome da revolução. Há elementos autobiográficos deste filme que Olivier Assayas assinou em 2012 (uma das personagens principais, Gilles, um liceal, quer ser realizador) e que é interpretado por actores pouco conhecidos.

31 de Agosto. 21.30.

Verão em Lisboa

CINE SOCIETY
©DR
Filmes

Chegou o Verão e há cinema ao ar livre em Lisboa

Estenda a manta na relva, vista um casaco se a noite ficar fresquinha e olhe para o céu. É Verão e os ciclos de cinema ao ar livre em Lisboa multiplicam-se. De clássicos do cinema a filmes acabadinhos de sair dos Óscares (até pode ver – ou rever – o grande vencedor do ano, A Forma da Água), em bares com vista ou nos melhores parques e jardins da cidade, este ano volta a valer a pena trocar o escurinho do cinema pelo céu estrelado para assistir a grandes filmes ao ar livre. 

Outjazz
©DR
Coisas para fazer

Bons motivos para passar o Verão em Lisboa

Já estávamos para aqui a pensar que íamos passar directamente do Primaverno (estação criada este ano e que funde a Primavera com o Inverno) para o Outono, quando, de repente, o mercúrio começou a trepar termómetro acima. O calor chegou com bastante atraso e, por isso, tanto ele como nós temos que recuperar o tempo perdido. Se não tem planos para sair de Lisboa nos próximos tempos, não desanime porque o Verão na cidade também pode ser bem passado. Há muito que fazer. Pelo menos, não faltam eventos para lhe encher a agenda. 

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