Escapadinhas de Lisboa: os melhores novos turismos

Quer fugir da cidade e não sabe para onde? Descubra os novos turismos que dão uma escapadinha de Lisboa perfeita
GRAN CRUZ HOUSE
Luís Ferraz
Por Cláudia Lima Carvalho |
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Diz-se escapadinha de uma viagem de curta duração, normalmente assente nos alicerces de uma ponte de feriado ou construída sobre uns dias subtraídos às férias grandes – mas  não negamos que também podem ser as férias uma grande escapadinha. O que interessa aqui é que passámos em revista o último ano e escolhemos as melhores novidades de hotéis, turismos rurais e guesthouses de norte a sul do país, ilhas incluídas. Deixamos-lhe assim uma sugestão de 19 novos turismos que valem a viagem. Já escolheu a sua escapadinha de Lisboa? Agora faça o favor de ir dar uma volta e diga que vai daqui.

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Escapadinhas de Lisboa: os melhores novos turismos

Hotéis

The House of Sandeman Hostel & Suites

À primeira vista, passa quase despercebido, ou não estivesse a marca Sandeman espalhada pelos muitos edifícios e esplanadas no Cais de Gaia, mas assim que damos com ele é inconfundível. O The House of Sandeman Hostel & Suites abriu no edifício que em tempos abrigou os escritórios desta marca histórica de vinho do Porto, mesmo por cima das caves que foram também alvo de uma remodelação. Assim que entramos, percebemos rapidamente que este não é apenas mais um hotel e hostel nesta zona ribeirinha. O ambiente descontraído combina com a decoração e disposição do espaço, tão cuidada quanto despretensiosa. Tem 12 suites e quatro camaratas (há duas com 14 camas e quatro casas de banho, uma de oito e outra sete camas, com duas casas de banho cada).

Craveiral
DR
Viagens

Craveiral Farmouse

Pé na terra e ar do mar é o que promete este novo turismo a poucos quilómetros da Zambujeira do Mar que quer ser a nossa casa fora de casa. São nove hectares de ar puro e boa vida. Há estúdios e casas com dois quartos com todas as mordomias. Uma decoração simples com apontamentos de luxo. Ao seu dispor tem três piscinas (uma delas interior), um restaurante com produtos da horta e comida orgânica, um centro de interpretação da natureza, um pomar e até uma quinta com animais. Tudo isto na serra a dois passos do mar.

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Casa da Tella
Ike Ferreira
Viagens

Casa da Tella

icon-location-pin Grande Lisboa

Por fora, é uma típica casa senhorial algarvia. Por dentro, é uma casa moderna decorada com gosto e requinte. Abriu em Outubro de 2017 mesmo no centro de uma das mais bonitas cidades algarvias, Tavira, e tem cinco suítes decoradas com objectos que vieram do Brasil – onde Alessandra Albuquerque e Marisa Dias de Macedo, as proprietárias, nasceram. Há uma sala de estar comum, um pátio e uma pequena piscina, além de um restaurante, onde todas as semanas se serve um menu diferente. Ao marcar a estadia, combine um passeio de barco ou de bicicleta, uma degustação de produtos locais ou até uma visita a uma quinta típica da região – eles tratam de tudo.

La Maison
Ágata Xavier
Hotéis

La Maison

Há janelas rasgadas de uma ponta à outra da parede, estruturas modulares a formarem a sala, a cozinha, a zona de refeição e quatro quartos (onde cabem oito pessoas), todos com acesso directo à piscina. A cor não podia ser outra, o branco, e o ornamento exterior é inexistente, daí a referência à escola criada por Ludwig Mies van der Rohe, Walter Gropius e restante cambada modernista. A decoração é simples, com peças de madeira em destaque, assim como o macramé de Diana Cunha, da Oficina 166. No exterior, há um escorrega para crianças (ou adultos maneirinhos) e um fire pit (uma lareira, diria Camões) onde pode passar horas à conversa, sobretudo ao anoitecer. Faltou apenas dizer o melhor: além de ter uma piscina aquecida, a La Maison está a cinco minutos da praia.

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GRAN CRUZ HOUSE
Luís Ferraz
Hotéis

Gran Cruz House

Tem sete quartos, todos com nomes de vinho do Porto (estava lá o Pink por estrear, o White, o Ruby, o Vintage, o Tawny, o Reserve e o LBV), todos com vista de rio – e todos diferentes entre si. Na porta do wc, uma visita colorida: a interpretação de Kruella d’Enfer da famosa Mulher de Negro – que desde 1985 é a imagem de marca da Porto Cruz, o maior distribuidor de vinho do Porto, que acaba de inaugurar uma Boutique Guest House na Ribeira: a Gran Cruz House. A decoração salta à vista, quer seja pela escolha dos azuis ou pelas tonalidades terra que ocupam as paredes e as colchas (a cargo da Nano Design), quer seja pela particularidade das portas da casa de banho: cada uma serviu de tela em branco para um artista nacional. Além de Kruella D’Enfer (Ângela Ferreira), intervieram Tamara Alves, Albuquerque Mendes, João Jales, Jorge Curval, José Emídio e Rui Anahory. Alguns dos quartos têm ainda namoradeiras em pedra, o que torna a Gran Cruz ideal para casais que queiram conversar, namorar ou, quem sabe, jogar xadrez.De janelas abertas, a animação da Ribeira toma conta do quarto, tal como a vista de Vila Nova de Gaia, com todas as caves de vinho do Porto no horizonte.

Hotéis

Lagos Avenida Hotel

Uma das maiores novidades deste Lagos Avenida Hotel, que abriu em Março, está na cozinha. Roeland Klein, o chef holandês que anda há alguns anos pelo Algarve, toma conta do batalhão e dos sabores, pegando no que encontra no mercado local (a sete minutos de distância) ou na horta do hotel (a um minuto da cozinha). A Meia Praia, escolhida por banhistas e por quem gosta de desportos aquáticos (pratica-se aqui windsurf, mergulho, esqui aquático ou pesca submarina), fica a poucos minutos de carro. Para quem prefere dar umas tacadas, o hotel disponibiliza dois pacotes de golfe: um de duas e outro de cinco voltas. De salientar ainda que o Lagos Avenida tem 46 quartos (todos com vista de mar ou de marina) e uma piscina infinita no terraço. 

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Pestana Porto - A Brasileira
Marisa Cardoso
Hotéis, Hotéis de luxo

Pestana Porto - A Brasileira

Desde 2013 que não se sentia o aroma a café no edifício que viu A Brasileira nascer em 1903, dois anos antes da inauguração da casa irmã em Lisboa. Agora a mítica cafetaria abriu finalmente e a história regressa a casa, graças a uma parceria entre a OPPA – A Brasileira, do empresário António Oliveira (esse mesmo, o antigo jogador de futebol e seleccionador nacional), e o Grupo de Dionísio Pestana. O resultado foi a abertura do Pestana Porto – A Brasileira, o novo hotel do grupo sob a égide da marca Pestana Collection Hotels, a mesma do Pestana Palácio do Freixo e Pestana Vintage, na Ribeira. Aqui está cada grão no seu galho: o hotel, o restaurante e a cafetaria-cocktail bar, que acaba por ser a carta de apresentação de toda a unidade e onde é claro o equilíbrio entre quem está só de passagem e quem regressa ao lugar onde já foi feliz.

santiago hotel cooking & nature
©DR
Hotéis, Hotéis de charme

Santiago Hotel Cooking & Nature

Um longo balcão preto com bebidas, tábuas de madeira e peneiras penduradas na parede de um lado, um expositor com artigos de cozinha, loiças e panelas de ferro (tudo à venda), de outro. Podia ser um bar, um restaurante ou até uma loja. É o lobby do Santiago Hotel Cooking & Nature, em Santiago do Cacém, inaugurado no Verão de 2017, com uma forte componente gastronómica. Não é bem o equivalente a dormir num restaurante, até porque isto é mesmo um hotel, com três dezenas de quartos e uma piscina que pede mergulhos e sestas nas camas à volta até ao pôr-do-sol. Os 31 quartos e uma suíte estão decorados numa linha clean, pensada pela decoradora e designer de interiores Pureza Magalhães, em brancos e azuis claros, a que se junta o tom terra das cestas de verga. E há ainda um kit de cozinha, com avental e utensílios, a desafiar os hóspedes a participar nos workshops do hotel.    

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Hotéis

Mercedes Country House

Para quem ambiciona ter uma casa no campo mas ainda não conseguiu dar esse passo (financeiro ou de fé), há uma solução temporária: ficar neste turismo rural do barrocal algarvio. A Mercedes Country House, que fica no Medronhal, a pouco mais de 20 quilómetros de Albufeira, tem, inclusivamente, uma horta e árvores de fruto, para que a experiência de "viver no campo" seja completa. O interior dos nove quartos foi feito com materiais locais, vindos do barrocal algarvio, assim como a zona da sala de estar e a de refeições. Todos os quartos têm vista de jardim ou de pomar e um deles está adaptado para pessoas com necessidades especiais. 

herdade da rocha
©DR
Viagens

Herdade da Rocha

As vinhas e as oliveiras são a assinatura da Herdade da Rocha, um turismo rural no Crato para conhecer a pé, de bicicleta, com um copo de vinho na mão ou de saco de golfe às costas. Há uma casa principal com restaurante, uma sala de estar com televisão, uma sala de jantar e quatro quartos com casas de banho; lá fora há mais quatro suítes, todas independentes entre si, como se fossem cabanas. A confluência das suítes e da casa principal é um idílico jardim com palmeiras e uma piscina que tem um pequeno grande detalhe: uma zona de hidromassagem com duas camas incrustadas na pedra, para se deitar só com a cabeça fora de água. Há espreguiçadeiras, claro, umas cadeiras de baloiço e ainda mesas e cadeiras para petiscar ao ar livre. 

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Hotéis

Cerca Design House

No meio é que está a virtude e a Cerca Design House está entre a Serra da Gardunha e a Serra da Estrela. É uma verdadeira casa de campo para descobrir bem longe da azáfama citadina. A Cerca Design ergue-se na pequena aldeia de Chãos, no Fundão. É um tesouro bem guardado para deixar para trás o stress citadino e entrar em simbiose com a natureza que engole as instalações.

Torel Avantgarde
© João Saramago
Viagens

Torel Avantgarde

Com a cidade do Porto à frente e o rio Douro aos pés, o Torel Avantgarde é o novo cinco estrelas do Porto onde a arte dita as regras da estadia. Tem 47 quartos espalhados pelos três pisos do edifício do final dos anos 40, todos com número e nome de um artista – de Lucian Freud a Coco Chanel – “são diferentes entre si, em cores, mobília, decoração e exposição”, diz Francisco Lorite, o director-geral do hotel. E em cada um deles há um apontamento relacionado com a personalidade, cujo nome está cravado na imponente porta encarnada de acesso ao quarto. Ou seja, é possível dormir 47 vezes aqui e ter sempre experiências diferentes. 

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colina dos piscos
©DR
Viagens, Escapadas

Colina dos Piscos

icon-location-pin Grande Lisboa

Se até agora Ourém não lhe parecia destino óbvio para uma escapadinha, chegou o momento de repensar o óbvio. Ficámos na Colina dos Piscos, na aldeia de Seiça, e voltámos com duas certezas: a zona está obviamente subvalorizada e nós, obviamente, vamos querer voltar. Saindo de Lisboa, vai gastar pouco mais de uma hora a chegar a este turismo rural, que abriu portas no final de Abril de 2017, e vai precisar de muito menos do que isso para esquecer tudo o que deixou para trás. A nós, bastou-nos sentir o cheiro a eucalipto e a pinheiro – o cheiro a campo. Aqui chegados, ainda no lado de fora, não se imagina o que nos espera. É o sossego. Apenas o som da água a cair – vantagens de não termos uma piscina à disposição, mas um lago, qual praia fluvial privada –, e do vento a passar pelas árvores. E a área em torno do lago é tão vasta que mesmo com todos os seis quartos ocupados, a paz está garantida. Há cadeiras, camas de rede e almofadas espalhadas que convidam a estar. E o verbo não é escolhido ao acaso, que foi mesmo o que nós fizemos, estar, sem planos, sem horas. Na rua, como nos quartos, espaçosos e confortáveis, com todas as mordomias. “O que mais gosto de ouvir das pessoas é que chegam aqui e desligam, que estão dias sem tocar no telemóvel”, diz-nos Filipa Castelão, que idealizou a Colina dos Piscos com o seu pai, Jorge Castelão, ambos arquitectos.

white exclusive suites & villas
©Paulo Goulart Photography
Hotéis

White Exclusive Suites & Villas

Verdade seja dita: não há quaisquer fotos que façam justiça ao White Exclusive Suites & Villas. Constatamos isso mal entramos neste novo hotel da ilha de São Miguel. A porta abre-se para nos receber e a primeira coisa que salta à vista é o mar. Umas portas largas em vidro, numa parede de pedra antiga, são o cartão de boas-vindas. De tal forma que nem fazemos o check-in. Pousamos as malas para seguir o caminho do mar e descobrimos então um terraço de suspirar: uma piscina que parece abraçar o Atlântico, espreguiçadeiras e mais sofás. Há nove suites e uma villa, que tem um terraço próprio com um jacuzzi, também ele em cima do mar. Não há quartos iguais, mas todos eles são espaçosos, equipados com uma kitchenette e, mais importante, todos virados para o mar. Os quartos do primeiro andar têm todos varanda, os que ficam em baixo têm um terraço enorme. O nome não é por acaso: todo o hotel – instalado num antigo solar que, raza a história, era uma casa de férias integrada numa propriedade de produção vinícola – é branco.

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Viagens

Aqua Village Health Resort & Spa

Neste hotel não faltam luxos e mordomias e as famílias são bem-vindas. As crianças têm direito a tudo. Já para não falar do espaço dos apartamentos, aptos para qualquer brincadeira. Perfeitamente enquadrado na natureza, este hotel tem 29 apartamentos – todos com grandes janelas e varandas. O destaque vai para o spa, que dá uso a uma nascente termal na zona. Não é possível resistir à piscina interior termal hidrodinâmica. Aproveite também a piscina semicoberta aquecida com jacuzzi, a sauna, o banho turco e o duche de contraste – tudo incluído na estadia. Para dias de calor, há uma piscina exterior mas, melhor do que isso, uma praia fluvial privativa.

feel viana hotel
©DR
Viagens

FeelViana Hotel

O mar fica de um lado, o rio do outro e a montanha é a paisagem de fundo. No novo hotel de Viana do Castelo, há tanto de aventura e desporto, como de tranquilidade e paz. Parece antagónico, mas é mesmo verdade. No FeelViana Hotel, apetece tanto pegar numa bicicleta, ou numa prancha, como ficar na sala, ou no quarto, a ler uma revista. É o melhor dos dois mundos. As praias do Norte têm fama de serem frias e estarem sempre na mira do vento, mas há quem veja nisso uma mais-valia. Para qualquer praticante de kitesurf ou windsurf, a Praia do Cabedelo não é desconhecida. “É uma das melhores”, diz-nos José Sampaio, o CEO do hotel. E sabe do que fala: sempre passou férias na zona para poder exactamente aproveitar o que a praia lhe oferece. Natural de Guimarães, José Sampaio percebeu o potencial da zona e daquele espaço em específico, um pinhal com acesso à praia, mas também perto do rio, da montanha e do centro de Viana do Castelo. “Há melhor?” Na zona não havia, de facto, nada do género e no país, com estas condições, provavelmente também não. Não é de estranhar por isso que desde que abriu portas em Maio, este hotel tenha tido sempre uma taxa de ocupação acima da média na região.

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Hotéis

Jupiter Marina Hotel Portimão

Abriu com tudo o que se possa querer numas férias algarvias mais citadinas: um bar rooftop com uma piscina infinita, uma vista (também infinita) sobre a Marina de Portimão, quartos com varanda, um restaurante que privilegia os ingredientes locais e yoga ao pequeno-almoço. Os quartos têm uma dimensão média de 26 metros quadrados (leve a fita métrica caso esteja aborrecido ou queira confirmar) e tem vista ou para o rio Arade ou para a piscina. O restaurante Facho — que foi buscar o nome à antiga fábrica de conservas que existia no local — privilegia a gastronomia local com um toque mediterrânico. Robalo ao sal, polvo confitado, bife de atum grelhado ou as tradicionais cataplanas são alguns dos pratos pensados pelo chef Carlos Guerreiro. O spa tem um circuito de águas complexo com uma piscina dinâmica, um jacuzzi vertical, jactos de água, duches sensoriais e cascatas. 

Hotéis

Anantara Vilamoura

Foi a abertura do ano em 2017: o Anantara chegava finalmente à Europa e trazia consigo a filosofia muito própria do seu fundador, o tailandês de origem norte-americana William Heinecke, o sentimento do lugar. À chegada, o visitante é convidado a tocar numa espécie de triângulo em ferro gigante. Segue-se a espera no lounge, junto à wine boutique, uma novidade de 2018 — distinguido pela Wine Spectator como um destino vinícola, o Anantara reforçou a equipa com o wine guru Bruno Cunha e fez crescer esta loja no piso térreo. No exterior, entre a vegetação abundante e o campo de golfe no horizonte, sobressaem várias piscinas: uma exterior de adultos, outra para crianças, uma só para graúdos e outra interior aquecida. Também os restaurantes merecem, e muito, uma visita, sobretudo o EMO, que já pisca o olho a uma estrela Michelin, e que serve menus de degustação com wine pairing a cargo de Bruno Cunha. Para quem não quer ficar só a ver, o Anantara Vilamoura sugere o programa Spice Spoons, no qual um dos chefs ou sous chefs leva os hóspedes a visitar o mercado de Loulé e a planear, em conjunto, uma refeição. No exterior, e junto a uma das piscinas, fica o Ria, que além de marisqueira tem um grelhador à porta, simulando um restaurante tradicional português num contexto de luxo. 

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vila galé ribeira
©DR
Viagens

Vila Galé Ribeira

Longe vão os tempos das pedras sujas e gastas da Ribeira até à Foz, um ambiente de um Porto mais cinzento tão bem descrito na declaração de amor de Carlos Tê à cidade, ali em meados dos anos 80. Hoje ninguém tropeça no passeio por falta de luz, principalmente quem se passeia junto ao bem iluminado Viaduto do Cais das Pedras, inaugurado sobre o rio Douro em 1997. O Vila Galé Ribeira nasceu da recuperação de três edifícios devolutos virados para a extinta Praia dos Insurrectos. É um hotel de charme e uma espécie de tubo de ensaio do grupo hoteleiro que, apesar de apostar em unidades que convidam a estadias mais familiares, procura neste novo hotel conquistar um público um pouco diferente: maiores de 16 anos e casais. Os quartos são mais pequenos, não há berços, nem camas extra. Mas há espaço para 67 quartos, 14 deles com vista para o Douro.

pura lã
©Luis Dias
Viagens

Puralã - Wool Valley Hotel & SPA

O Puralã Wool Valley & Spa apareceu de cara lavada há pouco mais de um ano a querer ser mais do que uma porta de entrada para a Serra da Estrela. Toda a decoração revisita o património industrial da cidade, sem deixar morrer o passado dos lanifícios. Lá dentro, respira-se o ar mais acolhedor que pode encontrar num hotel. Os quartos são espaçosos, com camas grandes, mantas e almofadas tricotadas – um ambiente serrano, mas moderno. Para aconchegar o estômago, o bar está mais virado para os petiscos como tábuas de queijo da Serra e os famosos enchidos da Beira.

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the nobel house
©Pedro Sampayo Ribeiro
Viagens

The Noble House

O chão em madeira tem mais de cem anos, os azulejos terão mais de 200, as cantarias do portal já contam uns 400, as fundações da casa têm séculos e há vestígios milenares de uma coluna dórica a suportar o átrio de entrada e de uma muralha romana que atravessa os quartos. O mais recente hotel de Évora ocupou o lugar do mais antigo que a cidade tinha e herdou toda a sua história. Chama-se Noble House, nasceu onde antes existia a velha Pensão Policarpo que ali abriu portas nos anos 20, e é uma síntese perfeita do melhor que Évora é: um lugar que se reinventa ao longo das épocas, em sucessivas camadas de memória, integrando o antigo em tudo o que nasce de novo.

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Herdade do Esporão
©DR
Coisas para fazer

Escapadinhas: sete sugestões de enoturismo no Alentejo

É sobretudo na planície dourada (mais seca e quente), mas também nos declives das serras (mais húmidos) que crescem as vinhas alentejanas — e cada terroir garante um sabor distinto aos vinhos. Em Portalegre, por exemplo, as vinhas estão plantadas nas encostas graníticas da Serra de São Mamede, criando uma espécie de microclima que torna as temperaturas mais baixas que o habitual. Dividida em oito principais sub-regiões vinícolas — Borba, Évora, Moura, Redondo, Granja/Amareleja, Portalegre, Reguengos e Vidigueira — a vinicultura no Alentejo esteve até tarde em segundo plano, por causa da produção de cereais, tendo apenas começado a desenvolver-se nos anos 50 do século passado. Com a região a ser demarcada em 1988, o Alentejo tornou-se numa das zonas mais ricas e interessantes em enoturismo. Conheça as nossas sugestões de enoturismo no Alentejo. 

Casa Museu José Maria da Fonseca
Fotografia: Arlindo Camacho
Viagens

Nove sugestões de enoturismo na Península de Setúbal

O que era visto como trabalho é agora motivo de romaria pelo país: as vindimas. Com data incerta (tanto podem começar em meados de Agosto como prolongar-se até Outubro), a técnica de podar as uvas, acartá-las em cestos (ou em recipientes mais modernos), deixá-las no lagar para serem pisadas numa amena cavaqueira que pinta as pernas de roxo — até se separar o vinho do mosto —, armazenar o líquido em barricas ou bacias de inox, esperando que o tempo trabalhe depressa e bem, é um ritual que está ao alcance de todos. São vários os enoturismos, adegas ou produções vinícolas com programas que permitem acompanhar o nascer do vinho desde o cacho até à garrafa. Para quem não quiser ginasticar as pernas, há soluções mais tranquilas como provas de vinho, visitas a adegas ou a tranquilidade da vinoterapia.  

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