Escapadinhas de Lisboa: os melhores novos turismos

Passamos em revista os últimos 12 meses e escolhemos as melhores novidades de hotéis, turismos rurais e guesthouses de norte a sul, ilhas incluídas. Já escolheu a sua escapadinha de Lisboa?

©NELSON GARRIDOQuinta de São Bernardo

No último ano, abriram dezenas de hotéis, turismos rurais e guesthouses (forte candidata a Palavra do Ano 2017). Nós escolhemos os que achamos que merecem uma escapadinha de Lisboa, mas só se prometer que volta depressa.

Escapadinhas de Lisboa: os melhores novos turismos

Casa mãe – Lagos, 298 km

Eles chamam-lhe “um lugar muito especial”, nós chamamos-lhe um sítio de perder a cabeça, de onde vai ser difícil tirar uma pessoa uma vez lá dentro. Trata-se de um enorme terreno com três edifícios diferentes, que foram abrindo portas aos poucos. O primeiro a abrir, em 2016, foi o Jogo da Bola, muito minimalista, com 22 quartos; o segundo abriu em Fevereiro, e é composto por três cabanas com pátios privados para se estender ao sol; o terceiro é a Casa Mãe, recuperação de uma estrutura do século XIX, acabadinha de abrir portas com cinco suítes, todas diferentes entre si. Depois há um restaurante de onda saudável e de aproveitamento de produtos locais, com cozinha aberta, uma grande piscina, uma loja só com bons produtos portugueses e um enorme jardim para passeios. Eles dizem-se mais do que um hotel e não há como discordar.

Já que está aqui meta-se a bordo de um dos passeios às grutas e prepare-se para uma hora com picos de “uaus!”.

Encha a barriga na Comidinha (Praça do Poder Local, 5. 282 782 857), com pratos tradicionais, como a excelente maionese de raia.

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Ericeira Boutique Lodge – Ericeira, 56 km

A conjugação praia + peixe soa bem em qualquer altura do ano. Mas quando se aproximam os meses quentes, deixa de soar apenas bem e passa a tornar-se uma obsessão. A Ericeira, um paraíso atlântico às portas de Lisboa, como poderia dizer um qualquer reclame de turismo da região, é uma das terras onde esse dueto melhor se conjuga. E o Ericeira Boutique Lodge, bed & breakfast, é um dos bons sítios para se instalar. Abriu em meados de 2016, junto à Praia do Sul, tem quartos com casa de banho privada ou partilhada, uma sala de leitura, sala de estar, cozinha e sala de refeições. Os desportistas podem meter-se em aulas de surf ou stand up paddle, tanto na Praia dos Pescadores como na Foz do Lizandro.

Já que está aqui fotografe um postal do Oeste na Praia da Formosa, em Santa Cruz, ou arrisque no surf em Ribeira D’Ilhas.

Encha a barriga com uma mariscada no Mar à Vista (Rua de Santo António 16. 261 862 928). A montra está sempre carregada com exemplares bem frescos e isso inclui, muitas vezes, as bruxas da zona. Imperdíveis.

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Mafra/Ericeira
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Histórias por Metro Quadrado – Aveiro, 255 km

Pelo sítio onde está, a Praça do Rossio, e o edifício que ocupa, o antigo armazém da Alfândega, este boutique hotel podia contar uma história de Lisboa. Mas preferiu contar de Aveiro. E são várias. Cada um dos oito quartos do Histórias por Metro Quadrado, aberto desde finais de Fevereiro de 2017, mesmo no centro da cidade, é dedicado a uma temática local. Estão lá as salinas, está a ria, a Casa Major Pessoa – já agora, vale a pena ver este incrível edifício Arte Nova –, e está um bonito restaurante pensado pelo chef Daniel Cardoso (ex-MasterChef) com comida de conforto e influências do mundo, que também funciona como sala de pequenos-almoços. Mas há muito para fazer à volta, ou não estivesse no centro da Veneza portuguesa. Sim, andar de moliceiro é obrigatório.

Já que está aqui e visto que não precisa da Time Out para saber que é obrigatório conhecer os palheiros da Costa Nova, visite as Dunas de São Jacinto. Uma reserva natural com praia, lagos e bosque.

Encha a barriga num banquete no Oxalá (Rua Família Colares Pinto. 256 591 371/ 962 486 480). Há peixes, mariscos e entradinhas a sério, além de uma garrafeira com 1800 referências. Só tem de fazer o desvio até Ovar.

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Monte da Estrela – Country House & Spa - Mourão, 205 km

Antes de ler tudo sobre este bonito agroturismo que abriu no Verão de 2016 entre Moura e Mourão, pouse a revista, pegue num aparelho com internet, abra o Google Images e escreva “Aldeia da Estrela”. É incrível não é? Pois. O Monte da Estrela fica mesmo ao lado. “Já existia um pequeno monte que ampliámos e recuperámos para ser uma casa de família. Mas depois achámos que a casa podia ir além disso”, explica Brites Pires, que se lançou na aventura com o marido. E é por isso que o sítio tem uma onda familiar. Organizam degustações de vinhos e produtos da região, têm programas de jardinagem, de colheita de frutos no pomar, de ovos no galinheiro, organizam piqueniques, programas de barco no Alqueva, e por aí fora. Dentro de casa há uma sala de jogos com snooker, um spa e – pequeno grande pormenor – piso em xisto aquecido no Inverno e arrefecido no Verão.

Já que está aqui explore as várias igrejas de Mourão. Há edifícios lindíssimos. Ou então suba ao Castelo de Mourão.

Encha a barriga num dos grandes restaurantes do Alentejo, a Adega Velha (Rua Joaquim Silvestre de Vasconcelos Rosado, Mourão. 266 586 443). Bons pratos de tacho, bons vinhos, boa açorda de pescada com amêijoas, boa sopa de cação.

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Casa das Palmeiras – Ponta Delgada, 901.429 milhas

Agora que os voos baratos puseram os Açores na mira de muita gente, parece que os açoreanos puseram os turistas nas suas próprias miras. E por turistas entendam-se também os portugueses do continente. Quem não anda em São Miguel de sandálias, mochila e máquina fotográfica ponha o dedo no ar. Bom, a Casa das Palmeiras, reedificada num prédio antigo do centro de Ponta Delgada, é um desses exemplos. Uma casa de charme com dez quartos, idealizada por uma família local, que, diz Raquel Guimarães, um dos membros do clã, “mais do que estadias, vende experiências”. Um conjunto de detalhes nos quais entram: um jardim onde servem um copo ao fim do dia; um torreão com um miradouro para ver o nascer e o pôr-do-sol; uma cesta de piquenique feita com produtos nacionais e locais; e sugestões de programas feitos à medida. Se os Açores não estavam na sua mira, esperemos que tenha mudado de ideias.

Já que está aqui respire e vá à Lagoa do Congro, Lagoa do Fogo, Salto do Prego, piscina natural de Ferraria, Ilhéu de Vila Franca... e leve a Time Out Açores debaixo do braço.

Encha a barriga de bifes na Associação Agrícola de São Miguel (296 490 001), de petiscos na Tasca (296 288 880) e de peixe fresco no Restaurante Caloura (296 913 283).

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Armazém Luxury Housing – Porto, 315 km

Para quem passou alguns anos sem meter os pés no Porto, voltar lá em 2017 (em 2016, 2015 ou 14 idem) gera sempre um efeito de surpresa pelo lado positivo. O centro da cidade renasceu cheio de actividade e os edifícios da Baixa têm vindo a reedificar-se com gosto. Até porque de arquitectura percebem eles. O hotel do Armazém Luxury Housing, no Largo São Domingos – isto é, “o” largo do momento no Porto – é um desses casos de reconstrução bem feita, a partir de um antigo armazém de ferro. Os nove quartos do hotel são todos diferentes, têm chão de betão, paredes ora do mesmo material, ora de madeira, alguns móveis desenhados pelo arquitecto que assinou o projecto, Luís Sobral, outros comprados em lojas vintage no Porto e Lisboa. Tudo feito com pinta, porque além de arquitectura, de decoração também percebem eles.

Já que está aqui dê uma de turista, atravesse a pé a Ponte Luiz I para Gaia e meta-se numa visita às Caves do Vinho do Porto. Recomendações? Ferreira ou Cockburn’s.

Encha a barriga no vizinho Puro 4050 (Largo de São Domingos, 84. 22 201 1852). Assinado por Luís Américo, é um mozzarella bar de elevadíssima qualidade, com outros pratos de inspiração italiana e decoração Instagram friendly.

+ Os melhores hotéis no Porto

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São Lourenço do Barrocal – Monsaraz, 181 km

Foi uma das aberturas mais faladas de 2016 e, por quem lá teve a sorte de dormir, mais instagramadas – a verdade é que qualquer canto do São Lourenço do Barrocal é fotogénico. O turismo rural reabilitado por Souto de Moura a partir de uma quinta agrícola já existente, no meio do Alentejo, tem 40 unidades de alojamento, entre quartos, suítes e casas. Além disso, há uma piscina, cavalariças e picadeiro, uma horta biológica e um restaurante na linha farm to table. Mais: há provas de vinhos e visitas à adega, um spa, passeios de bicicleta, vários trilhos marcados na herdade para andar a pé, monumentos megalíticos para visitar e, como se tudo isto não fosse já suficiente, podem organizar-se passeios de balão de ar quente. Já percebeu então a sorte de quem lá dormiu?

Já que está aqui faça de turista em Portugal num passeio de barco ao Alqueva, numa visita a Monsaraz ou numa aula de licores no Museu do Medronheiro.

Encha a barriga de verdadeiras doses alentejanas no Alcaide (Rua das Marias, 9-11. 266 557 168). Há sopa de cação, ensopado de borrego, boas migas e uma mousse de chocolate altamente gabada.

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Óbidos Wood Villas – Óbidos, 98 km

Se sempre achou que se dava bem a viver numa cabana de madeira com os miúdos atrelados, pode fazer a experiência no novo Óbidos Wood Villas. São quatro villas T2 construídas de raiz com materiais ecológicos – aproveita a boleia e ainda lhes dá uma lição de protecção da natureza –, com quartos, sala e cozinha 100% equipada. Ou seja, ideal para ter uma vida bem independente. As quatro casas estão viradas para uma piscina e têm à disposição bicicletas para explorar a zona. “Temos umas de BTT, temos umas de passeio e temos guias para programas à volta. Pode-se visitar a nascente que depois desagua na Lagoa de Óbidos e a zona agrícola envolvente também é muito bonita”, conta Hélder, um dos donos. Caso ande à procura de programas na água, saiba que há também uma parceria com uma escola de surf em Peniche.

Já que está aqui vá até Óbidos. Sim, a sugestão é tão óbvia quanto isso. Almoce na Tasca Torta, compre livros no Mercado Biológico e, claro, beba uma ginjinha.

Encha a barriga de amêijoas à Bulhão Pato no Covão dos Musaranhos (Quinta do Bom Sucesso. 262 969 930), uma cabana de madeira em cima da lagoa. São apanhadas ali e pode juntá-las com enguia frita ou lingueirões.

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Grande Lisboa
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Melgaço Alvarinho Houses – Melgaço, 462 km

Diz-se que o Minho rima com Alvarinho, mas pode dizer-se que também rima com caminho. E é um caminho bem longo aquele que tem de se fazer para chegar até este turismo rural assente em duas casas, que abriu em Melgaço no Verão de 2016. De uma das ruínas da quinta nasceu um T2 que alberga até seis pessoas e, ao lado, com uma ligação interior, nasceu um T3 bem moderno, onde podem ficar oito pessoas. Lurdes Gomes, uma das donas, explica. “Tanto alugamos as duas casas em conjunto, como separadas. Temos também uma adega para provas [Minho rima com...], uma mesa de cinco metros para grupos e depois há muita coisa para fazer à volta”. Como por exemplo? “Trilhos nas margens do Rio Minho, conhecer o centro histórico de Melgaço e aproveitar a gastronomia local.” Obrigada pelas dicas.

Já que está aqui vá até à bonita vila de Castro Laboreiro, a 17 km do hotel, e inscreva-se num programa de canyoning, com a empresa Montes de Laboreiro.

Encha a barriga na incontornável Adega do Sossego (EN 301, km 4, Lugar do Peso. 251404308), em Paderne, que faz um belíssimo cabrito por encomenda.

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O Lugar, Guesthouse – Porto Covo, 173 km

O avô sonha, a obra nasce. É esta a história da criação d’O Lugar, Guesthouse, acabadinho de abrir em Porto Covo. “O meu avô sempre quis ter uma residencial. Em vida nunca o fez. O meu pai continuou com a ideia, também não fez. E agora nós fizemos.” Quem o conta é Pedro Martins, natural de Porto Covo, radiologista de profissão, e agora também anfitrião numa pequena casa de seis quartos em cima da Praia dos Pescadores, no centro da vila. Para a criar o espaço, todo na onda nórdica de linhas simples e com alguns azuis do mar à mistura, contrataram uma decoradora de interiores; para o serviço aos hóspedes convocaram uma armada de produtos da zona – “pão da padaria dos meus pais, mel do meu irmão, geleia da minha sogra, queijos de Odemira”. Para fazer, na zona há uma série de passeios e actividades que são recomendadas aqui n’O Lugar [de Porto Covo, vá, pode cantar].

Já que está aqui explore uma das praias secretas da zona: Serro da Águia ou Praia da Foz.

Encha a barriga a 15 minutos, em Sines, no Pedra da Casca (269 869 013) ; a 20 minutos, em Milfontes, na Tasca do Celso (283 996 753) ou n’A Choupana (283 996 643); a 25 minutos, na Longueira, n’O Josué (283 647 119); a 40 minutos, na Zambujeira, n’A Barca Traquitanas (283 961 186).

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Comer, beber, passear, repetir. A Arrábida é um paraíso a uma hora de Lisboa onde além da serra, do mar e das paisagens únicas, há muito para fazer. Nesta lista damos-lhe 10 ideias: e nenhuma inclui o Carnaval de Sesimbra.

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30 coisas para fazer em Sintra

Há muito mais do que 30 coisas para fazer em Sintra, bem sabemos. Isto para não falar do sem fim de personalidades que por aqui já passaram, de Marconi a Ayrton Senna, de Gloria Swanson aos U2. Há aqueles clássicos, que todos já visitámos pelo menos uma vez na vida – e que se não o fizemos, não podemos admitir, tal é a falha — vá lá a correr à Regaleira que nós esperamos por si.  Se numa escapadinha de fim-de-semana, conseguir fazer "check!" em todas as nossas sugestões, está no bom caminho para descobrir o que há de melhor na serra. É Sintra no seu melhor. E a parte boa é que se estende até ao mar. Basta por-se a caminho da costa e farejar as melhores praias da região. 

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Para quem acha que em Cascais não há nada mais do que praias bonitas e ondas para surfar, temos duas mãos cheias (e mais três dedos) de sugestões que provam exactamente o contrário e dão matéria para passar um dia completo na vila – sem tempo para pausas. 

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