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Seis formas de ajudar os sem-abrigo em Lisboa

Descubra formas simples de ajudar as pessoas que não têm abrigo em Lisboa.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Renata Lima Lobo
e
Raquel Dias da Silva
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Segundo dados de 2019, Lisboa contava cerca de 2470 pessoas sem abrigo e 25% delas são tutoras de animais de estimação, que lhes vão aquecendo o coração e o corpo nos dias mais frios. Mas não há pêlo nem mantas que cheguem para proteger esta comunidade das vagas de frio ou de calor, da fome, da solidão, da tristeza e da resignação. São muitas as associações que saem à rua para ajudar a minimizar todos estes problemas e todos podemos contribuir. Junte-se à solidariedade e siga as nossas sugestões para ajudar as mais de duas mil pessoas que não têm abrigo na sua cidade.

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Como ajudar os sem-abrigo em Lisboa

C.A.S.A.
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C.A.S.A.

O Centro de Apoio ao Sem-Abrigo (C.A.S.A.) é conhecido por distribuir refeições à população sem-abrigo e cabazes alimentares a famílias carenciadas, além de vestuário, cobertores e sacos-cama, tão precisos nos meses mais frios. Também fornecem produtos de higiene, encaminham para apoio de saúde primário, disponibilizam assistência psicológica e apoio na reinserção social. Se quiser dar uma mão, pode tornar-se voluntário ou fazer um donativo. Por exemplo, com 25€, estará a oferecer dez das mais de 300 mil refeições que esta C.A.S.A. distribui a cada ano. Conheça outras modalidades de donativos no site oficial da associação.

Cais
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Cais

É uma associação fundada há 25 anos para ajudar a melhorar as condições de vida de pessoas sem casa e vulneráveis a nível social e económico, bem como permitir a sua entrada ou regresso ao mercado de trabalho. A acção mais mediática é a venda da revista CAIS: custa 2€ e 70% da receita reverte para o vendedor.

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Associação Conversa Amiga
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Associação Conversa Amiga

Infelizmente, as ruas de Lisboa são a casa de muitas pessoas, mas há quem lute para minimizar os danos. O projecto Cacifos Solidários, nascido pela mão da Associação Conversa Amiga, permite que a população sem-abrigo possa guardar os seus pertences, por uma questão de comodidade, segurança e higiene. E receber correio, através de uma ranhura para o efeito. Lisboa já conta com 48 cacifos (há mais 12 no Funchal) e é possível apadrinhar um para ajudar a garantir a continuidade e qualidade do projeto e para que chegue a mais pessoas. O apadrinhamento custa 12€ por mês, ou seja, 40 cêntimos por dia.

Comunidade Vida e Paz
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Comunidade Vida e Paz

Ir ao encontro e acolher pessoas sem-abrigo, ou em situação de vulnerabilidade social é a missão desta IPSS tutelada pelo Patriarcado de Lisboa. Tem mais de 600 voluntários que saem à rua todas as noites (organizados em 56 equipas), percorrendo dezenas de pontos da Grande Lisboa para prestar auxílio aos sem-abrigo. Uma das formas de dar o seu contributo é através das Cestas Solidárias. O donativo mínimo está fixado em 5€, o equivakente a 5 latas de salsichas e 10 pacotes de leite individuais, e o máximo em 20€, que permite à associação compôr uma cesta com seis latas de atum, dois litros de azeite, 4 litros de óleo alimentar e 11 litros de leite. Bens que são utilizados pela comunidade para a confecção de refeições e pequenas ceias. O site oficial tem ainda uma loja online com artigos como uma agenda para 2022 (na imagem) ou sacos ecológicos para ir às compras.

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Animalife
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Animalife

O nome dá a pista e, sim, é uma associação sem fins lucrativos que luta contra o abandono e maus tratos de animais de companhia desde 2011. Todos os anos apoia cerca de 250 entidades e mais de 700 pessoas em situação vulnerável — como os sem-abrigo, mas não só — o que representa um total de 35 mil animais, 2400 deles apoiados directamente pela Animalife. Criou ainda a Rede Social Animal, onde pode encontrar o seu próximo amigo, e é a fundadora do Banco Solidário Animal. Uma das formas de ajudar é comprar as novas meias da marca portuguesa Chulé, chamadas Sancho, em homenagem a um cão abandonado e entretanto acolhido por uma família.

  • Restaurantes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A CRESCER – Associação de Intervenção Comunitária abriu um restaurante em Lisboa. Mais do que isso, começou um projecto-piloto de reinserção social para pessoas em situação de sem-abrigo. Tem um menu de comida de conforto e de partilha, o chef consultor é Nuno Bergonse, o executivo é David Jesus. E pode saber mais sobre o projecto no site oficial e respectivas redes, porque há sempre mais formas de ajudar quem mais precisa.

Ajudar é o melhor remédio

  • Compras

A azáfama natalícia para riscar presentes da lista, muitas vezes, fala mais alto que qualquer outra coisa por esta altura. O espírito da quadra leva toda a gente a querer decorar com prendas o espaço à volta da árvore de Natal ou o sapatinho pendurado na lareira – mas há formas de contrariar esse consumismo desenfreado e torná-lo mais sustentável e solidário. Ano após ano crescem as campanhas de solidariedade que fazem reverter produtos ou eventos a favor desta ou daquela associação. É como juntar o útil ao agradável nestes mercados solidários que aqui lhe sugerimos: pode despachar uma série de presentes e fica de consciência tranquila porque estará a ajudar alguém. 

  • Compras

Andamos de um lado para o outro num frenesim só em busca da prenda perfeita para o Natal e, na maioria das vezes, pelo meio dos grandes centros de consumo da cidade. O verdadeiro espírito de Natal pode ficar esquecido entre uma loja e loja, mesmo que no nosso pensamento estejam aqueles que mais gostamos, mas para entrar mesmo no espírito da quadra o melhor é anotar algumas ideias de presentes de Natal solidários. 

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