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Caminhando entre lagoas de Sintra
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Seis lagoas para visitar perto de Lisboa

Nem todas são boas para dar umas braçadas, mas a beleza natural ninguém lhes tira. Descubra estas lagoas perto de Lisboa.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
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A distinção técnica entre uma lagoa e um lago ainda não foi padronizada universalmente. Mas, se olhar para uma, é fácil dizer “não, isto não é um lago, é uma lagoa, não se percebe logo?”. Nomenclatura à parte, todos sabemos como uma lagoa é um paraíso aquático, por vezes com o seu próprio ecossistema e um ambiente de conto de fadas a toda a volta. A pensar nisso, fomos à procura das lagoas mais bonitas perto de Lisboa, perfeitas para dar umas braçadas, montar um piquenique nas bordas ou namorar ao luar. De Sintra a Sesimbra, passando por Óbidos, descubra estas lagoas perto de Lisboa.

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Seis lagoas perto de Lisboa

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Sintra (cerca de 40 minutos de carro pela A5)

Não é a do filme homónimo de 1980, protagonizado por Brooke Shields e Christopher Atkins. Mas esta Lagoa Azul, em plena Serra de Sintra, é igualmente fascinante (e está numa zona de fácil acesso pedestre e rodoviário, com espaço para estacionamento). Dentro de água, encontra muitos animais, desde patos e tartarugas até carpas e percas – perfeito para pôr os miúdos a fazer observação de espécies (arranje-lhes um caderno de campo para andarem feitos exploradores). Já o ambiente em redor é ideal para estender a toalha e fazer um piquenique ou percorrer os circuitos de BTT e tentar sobreviver às desafiantes subidas e descidas.

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Sintra (cerca de 45 minutos a 1h de carro pela A5)

É vizinha da Lagoa Azul, mas é muito menos conhecida (talvez porque ainda ninguém fez um filme com o mesmo nome). O acesso também é mais difícil, o que é, na verdade, uma boa desculpa para pedalar ou fazer uma caminhada à séria em família. A partir da Barragem do Rio da Mula, construída pela Câmara Municipal de Cascais em 1969 para ajudar no abastecimento hídrico do concelho, é só seguir pelo já famoso Trilho das Pontes até ao Convento dos Capuchos – não muito longe fica esta lagoa, rodeada por mata de pinhal e ideal para respirar fundo e relaxar em silêncio (ou nem tanto assim, se for com miúdos e eles estiverem para brincadeiras).

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Sesimbra (cerca de 35 a 50 minutos de carro pela A2)

Primeiro, vale a pena relembrar que a Lagoa de Albufeira, considerada a mais funda de Portugal, é um sítio Ramsar. O que é que isso significa? Basicamente que está classificada como local de importância ecológica ao abrigo da Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional, assinada na cidade iraniana de Ramsar em 1971. Depois que é alimentada pela água doce das ribeiras da Apostiça, Ferraria e Aiana, bem como pela água salgada do oceano Atlântico, quando o seu cordão dunar abre na Primavera. Por último, que é composta por três lagoas: a Grande, a Pequena e a da Estacada. Isto parece tudo muito complexo, mas a lição serve apenas para olharmos com maior fascínio para esta beleza natural, rodeada por pinhal em quase todo o perímetro. Procurada por inúmeras famílias com crianças, o trânsito costumava ser caótico aos fins-de-semana (agora pode ser que encontre menos veraneantes). Mas, atente nisto, costuma ser perfeita para a prática de desportos aquáticos, desde windsurf e kitesurf até vela e canoagem. Vale a pena também uma visita ao Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena, com vários percursos e observatórios disponíveis, que permitem apreciar a grande variedade de aves que vive e nidifica nesta que é também uma Zona de Protecção Especial para Aves.

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Óbidos (cerca de 1h00 a 1h30 de carro pela A8)

Numa depressão pouco profunda, de contornos irregulares e muito instáveis junto ao mar, a Lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa portuguesa, considerado, também por isso, de enorme importância ecológica. Diz-se que, outrora, até alcançava o sopé da colina onde hoje se ergue a Vila de Óbidos, banhando os muros do castelo a poente. Actualmente estende-se para montante essencialmente por dois canais, para Oeste pelo Braço do Bom Sucesso e para Este pelo Braço da Barrosa. Já a fauna e a flora são abundantes: douradas, solhas, tainhas, camarões, polvos e enguias, mas também ostraceiros, garajaus, garças de várias espécies e gaivinhas de bico preto. Adequada à prática de actividades desportivas, durante a época balnear, junto ao cais da Foz do Arelho, também podem ser alugadas embarcações a pedal para passear pela Lagoa de Óbidos, vulgarmente conhecidas como “gaivotas”.

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Santiago do Cacém (cerca de 1h45 pela A2)

Mesmo ao lado da praia, é um mergulho no mar, outro na lagoa para tirar o sal. Melhor, nas lagoas. O nome é singular, mas na prática é mais do que uma, daí falar-se em Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, dois sistemas lagunares costeiros de importância biológica, com um registo de mais de duzentas espécies, desde garças ao rouxinol-pequeno-dos-caniços. Nos meses de Novembro e Dezembro, é ainda maior o número de aves que se pode observar nos espelhos de água lagunares. Mas é no Verão que poderá desfrutar melhor dos extensos areais e da elevada qualidade da água do mar, das praias existentes na faixa marinha incluída na reserva.

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Arrimal (cerca de 1h42 pela A1 e N1)

No centro de Portugal, a cerca de 100 quilómetros a norte de Lisboa, as serras de Aire e Candeeiros são parte do Maciço Calcário Estremenho e do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Entre os locais a não perder que aí se escondem, encontram-se as Lagoas de Arrimal, como a Lagoa Grande, que reúne fluxos aquáticos provenientes de Vale de Espinho. Já a Lagoa Pequena, perto de Rossio, reúne águas chegadas de Mendiga. Há ainda uma terceira, em Portela de Vale de Espinho. Rodeadas pela natureza, são todas muito convidativas e reúnem uma fauna peculiar que inclui a galinha-d’água, o mergulhão pequeno, o sapo comum, a rã-verde e a cobra-de-água.

Escapadinhas para todos

  • Viagens

Afinal, o Verão não foi cancelado. Comece a fazer as malas e faça-se à estrada. O importante é ter vontade de sentir a natureza, de a explorar e de aprimorar a técnica de cozinha com o fogão de campismo. Se preferir não pernoitar em parques de campismo ou caravanas, sugerimos-lhe uma rota para atravessar o país de ponta a ponta.

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