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Ilustração, Onde pára a capital verde?
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Lisboa: onde pára a Capital Verde Europeia?

Lisboa meteu-se em casa com o estandarte da Capital Verde Europeia 2020 e, enquanto isso acontece, há iniciativas online

Por Hugo Torres e Francisca Dias Real
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Desde 1 de Janeiro de 2020 que Lisboa carrega a bandeira de Capital Verde Europeia, mas a pandemia trocou as voltas da agenda que estava programada para os próximos tempos. Agenda essa que ocupava muitos dos espaços culturais e jardins da cidade com programações temáticas para celebrar o ambiente em todas as suas vertentes: dos transportes à agricultura, da gastronomia ao oceano. Desta feita, e para celebrar o Dia do Ambiente, 5 de Junho, a Câmara Municipal de Lisboa vai relançar a programação da Capital Verde adaptada aos tempos que vivemos. Nada tema, que até lá, há várias iniciativas que saltaram para o online e que pode continuar a acompanhar. Ora aqui estão alguns exemplos.

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Onde pára a capital verde?

Projectos Mil Pássaros

Parte do programa educativo da Capital Verde Europeia, o projecto Mil Pássaros, Mil Lugares em Lisboa desafiava a comunidade escolar e respectivas famílias a construir pássaros em papel, que depois seriam integrados numa instalação colectiva – a “Constelação Artístico-Educativa Mil Pássaros”. A Companhia de Música Teatral, responsável pelo projecto, decidiu entretanto reinventá-lo e transferi-lo para o Facebook. E o design escolhido foi o orizuru, um clássico dos origamis, que representa o famoso grou-da-manchúria. Reza a lenda e a cultura tradicional japonesa que um desejo se torna realidade quando alguém faz mil orizurus, tornando estes pedaços de papel num símbolo de paz e de um mundo mais harmonioso. Pois bem: pegue num pedaço de papel (é melhor deitar o olho a tutoriais de origami), ou mesmo noutros materiais que tenha em casa – cartão, tecido ou pedaços de desperdício doméstico recicláveis – e construa um destes pássaros, sozinho ou em família. A ideia é que até ao dia 1 de Junho sejam feitos pelo menos mil pássaros, por isso fotografe a sua obra de arte e partilhe no evento com as hashtags #milpássaros e #umdesejocomum.

 

Vida Virtual do MUHNAC

Pouco antes de fechar portas devido à pandemia, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) inaugurou a exposição “Grupo do Risco: Expedições a Espaços Naturais 2007-2019”. Patentes estão registos visuais – desenho de campo, fotografia de natureza e paisagem, e vídeo – dos últimos dez anos do Grupo do Risco, uma associação feita de professores universitários e profissionais das artes e ciências que fazem registos da natureza em desenho e fotografia em expedições a espaços relevantes do património natural e histórico de Portugal, tendo um importante papel na sensibilização ambiental. Para celebrar o Dia da Terra, dia 22 de Abril, a Câmara de Lisboa publicou nas suas redes sociais uma visita guiada à mostra por Pedro Salgado, ilustrador científico e curador da exposição. O próprio MUHNAC apostou nas vantagens desta vida virtual que agora se vive e lançou um novo site interactivo com tecnologia 360º HDR. Isto significa que poderá conhecer os cantos à casa sem lá pôr os pés e consultar informações sobre exposições patentes e sobre a sua história. Do último grande laboratório do século XIX, o Laboratorio Chimico, ao Amphiteatro Chimico, da Reserva Visitável ao Claustro, percorra tudo o que puder. 

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Visita à Casa dos Vinte e Quatro

Estava na agenda para 19 de Março, mas foi mais um dos eventos que ficou pendurado. A intervenção na Igreja de São José dos Carpinteiros, reclamada há décadas, resultou de um protocolo entre a Câmara de Lisboa e a Irmandade de Ofícios da Antiga da Casa dos 24 – sim, porque esta igreja chegou a acolher a Casa dos Vinte e Quatro. Foi uma organização criada em 1383 por D. João, Mestre de Avis, para que os mesteirais pudessem participar no governo da cidade. Era lá que se reuniam dois representantes de cada uma das 12 corporações de ofícios de Lisboa. A reabertura seria marcada pela inauguração da exposição “O Mester da Paisagem”, uma homenagem ao arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. A 1 de Maio, para dar um cheirinho ao público, a autarquia fará uma visita virtual ao espaço.

 

Sustentabilidade aos Ouvidos

Catarina Barreiro pertence a um grupo em expansão: os VFFA, que quer dizer viciados em fast-fashion anónimos. Bom, talvez não seja tão anónima assim, visto que ali acima está escrito o seu nome. De qualquer modo, é a pessoa certa para apadrinhar actuais adictos, mesmo os que não estão conscientes das suas dependências (leia-se consumos) pouco sustentáveis. O espaço em que a podemos encontrar – e ouvir o que tem a dizer sobre produção local, sacos de plástico ou sobre temas mais inesperados como o impacto do papel higiénico e a maternidade sem desperdício – é no podcast Do Zero, inserido na programação da Capital Verde Europeia. Se for de espírito aberto, sai de cada programa (com uma duração média inferior a meia hora) com vontade de tentar uma vida com uma pegada ecológica mais pequena.

 

Aproveite o Time In

Zouri
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Descubra estas marcas sustentáveis para compras online

Compras

O comércio online, que era já uma realidade para muitas destas marcas, reforçou a sua presença e está mais forte que nunca. Por isso, na hora de comprar olhe para a etiqueta, para a pegada ambiental e para os pequenos negócios que, afinal de contas, parecem estar sempre aqui para nós mesmo nos tempos mais difíceis. Descubra estas marcas sustentáveis para compras online. 

Tiago Bettencourt
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Os eventos que pode ver na internet, em streaming

Coisas para fazer

A ordem (ainda) é para ficar em casa o máximo possível e evitar aglomerados de pessoas. Abraçando o espírito de comunidade, são muitos os eventos cancelados ou adiados, na esperança de brevemente podermos todos recuperar os bons e velhos hábitos de ir ao teatro, apreciar uma boa exposição, ver um concerto ou simplesmente matar saudades de um brunch incrível. Nada tema: é olhar para o copo meio cheio. Há pelo menos uma grande vantagem. Agora pode usufruir de eventos que acontecem noutras geografias, de norte a sul do país.

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