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Praia, Areal, Costa da Caparica
©Inês Félix Costa da Caparica

Manual de sobrevivência para a época balnear

Já são permitidos os banhos de mar e de sol agora que já arrancou oficialmente a época balnear, com as praias vigiadas

Por Renata Lima Lobo
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Apesar de já serem permitidos os banhos de mar e de sol, e de a época balnear já ter finalmente começado, com as praias vigiadas, ainda é preciso cautela na hora de ir para a praia. A certeza é de que este ano muitas coisas serão diferentes entre a areia e o mar, após o Governo ter lançado um cardápio de regras a seguir, apoiado pela Direcção Geral da Saúde (DGS) e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A pensar nisso, dizemos-lhe qual a melhor forma de molhar o pezinho na água. A são e a salvo.

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Manual de sobrevivência para a época balnear

1. Leve a fita métrica

A da caixa de costura ou a da caixa de ferramentas, tanto faz. As novas regras do areal recomendam o distanciamento físico por questões sanitárias, por isso, não arrisque. Quando estender a toalha, verifique se está pelo menos a 1,5 metros da pessoa mais próxima que não pertença ao seu grupo. E tenha em atenção o espaço que ocupa, este não pode ultrapassar os dois metros quadrados. É nessa área que vai ter de fazer caber a toalha, o guarda-sol e outros objectos que leve consigo. Entre chapéus de sol, a fita métrica tem de marcar três metros de distância.

2. Equipe-se para a aventura

Falando em objectos, o seu saco precisa de novos conteúdos. Não arrisque ir para a praia com apenas uma máscara. Tenha sempre pelo menos mais uma de reserva, não vá acontecer um acidente com uma onda inesperada ou com a bola de Berlim que comprou ao vendedor ambulante. Abasteça-se também de uma boa quantidade de desinfectante para as mãos, proporcional ao tempo que planeia ficar na praia. Mas, atenção, a sua lista de artigos habituais para um dia de sol terá de ser mais reduzida, porque bolas e raquetes vão ter de ficar em casa ou no carro. A não ser que fique satisfeito só a dar uns toques, porque estão proibidas as actividades desportivas que envolvam duas ou mais pessoas.

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3. Conheça o código da estrada do areal

Já deve ter lido nas notícias que as praias poderão ter sinalética à entrada, que dá conta dos níveis de ocupação. Verde para ocupação baixa, amarelo para elevada e vermelho para uma ocupação plena. Os concessionários e autarquias estão responsáveis por instalar esses equipamentos e pelo menos uma startup portuguesa, a Smart City Sensor, já tem um protótipo com semáforos pronto. Mas há mais regras para a circulação. Podem ser definidos corredores de sentido único, paralelos e perpendiculares à linha da costa, onde é permitido circular sempre pela direita, a 1,5 metros dos veraneantes de outro grupo.

4. Descarregue a Info Praia

A app da Agência Portuguesa do Ambiente não é nova, mas vai passar a ter uma novidade. Desde 6 de Junho que já é possível consultar o nível de ocupação das praias através da Info Praia – uma grande vantagem para aqueles que ficam indecisos entre sair ou não de casa sem saber como está o nível de ocupação do areal. Além desta funcionalidade, a app inclui informações úteis sobre as praias, como direcções, qualidade da água ou se tem infra-estruturas de apoio, como parque de estacionamento, duche e sanitários.

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5. Seja pé de chinelo

Noutros tempos, a tentação de andar descalço para ir buscar um gelado ao bar era grande. Agora não pode. Nas zonas de passagem, bar e sanitários há agora o dever de utilizar calçado (e máscara nos espaços fechados). Evite ir à praia só com um par de ténis/sapatilhas, que ficam com areia nas costuras para o resto do ano, e tenha sempre aquele belo par de chinelos ao pé.

6. Não se esqueça de cuidar da praia

Bem sabemos que vai ter muitas regras em que pensar e que pode esquecer-se de uma antiga muito importante: mantenha a praia limpa. Nas cidades já se vêem máscaras e luvas abandonadas no chão e há o receio de que o mesmo venha a acontecer junto ao mar. À saída, leve consigo todos os resíduos que produziu (beatas incluídas), que devem ser colocados dos respectivos contentores. O destino das máscaras e das luvas é o contentor de indiferenciados.

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7. Escolha a Bandeira Azul

Esta é a pior altura para brincar com a saúde, por isso, o melhor é escolher as praias com a melhor água e o areal mais limpo. A 20 de Maio, Dia do Mar e da Marinha Portuguesa, a Associação Bandeira Azul da Europa galardoou 360 praias portuguesas (costeiras, fluviais e uma marina) com a Bandeira Azul, uma lista que pode consultar em bandeiraazul.abae.pt e que inclui muitas praias de Matosinhos, Porto, Vila Nova de Gaia, Almada e Oeiras. Os quatro critérios para uma praia poder hastear este símbolo de qualidade ambiental são: a informação e educação ambiental; a qualidade da água; a gestão ambiental e equipamentos; e a segurança e serviços.

8. Barre-se com protector solar

Mesmo que tenha arriscado sair à rua nos últimos meses, esses níveis de serotonina devem estar em baixo. Como não fez os devidos treinos de esplanada, é importante começar a receber vitamina D sem ser em comprimido. O melhor é começar com um creme de protecção elevada (um factor 50, por exemplo) para barrar pelo corpo todo.

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9. Finte o trânsito

Muitas praias portuguesas têm ciclovia junto à estrada e as bicicletas podem ser a melhor forma de chegar ao destino, mesmo que não faça o percurso completo a pedalar. Segundo as novas regras para a época balnear, fica interdito o estacionamento fora dos parques e zonas licenciados para o efeito. Para evitar uma situação de estacionamento selvagem, estacione o carro um bocadinho mais longe e tire a bicicleta da bagageira para percorrer a recta final. Além de poupar tempo no trânsito e à procura de lugar, ainda faz exercício.

10. Sejam amigos

Não aborreça os seus vizinhos com música alta, toalhas próximas ou bolas pelo ar. Não estamos em tempo de cabeças encostadas ou perdigotos de discussão a viajar pelo areal. Seja invisível, mesmo com esse novo bronze que está prestes a acontecer.

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Coisas para fazer

Se quer ir à praia com o seu cão, não se preocupe: as regras são simples. Nas praias concessionadas, com nadador salvador e infra-estruturas de apoio, só o pode fazer fora da época balnear, que costuma iniciar a 1 de Junho e terminar a 30 de Setembro. Nas praias não-concessionadas, pode fazê-lo durante todo o ano, a não ser que haja sinalética devidamente homologada, com um número de série, a restringir o acesso aos animais e um edital legitimando tal proibição.

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