Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores enoturismos para uma escapadinha de Lisboa

Os melhores enoturismos para uma escapadinha de Lisboa

Quintas históricas e paisagens de cortar o fôlego. Aproveite para conhecer os melhores enoturismos à volta de Lisboa.

Os melhores enoturismos para uma escapadinha de Lisboa
Crédito: Kym Ellis/ Unsplash
Por Maria Ramos Silva e Raquel Dias da Silva |
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Portugal é um país de forte tradição vitivinícola e, a avaliar pelos inúmeros prémios e distinções em concursos internacionais, a excelente qualidade dos seus vinhos não passa despercebida. Para os apreciar e conhecer, nada como visitar as regiões de produção e envolver-se na sua cultura, através de visitas guiadas às instalações ou provas de vinhos e outros produtos locais, por exemplo. Mas, porque nem só da vinha e do vinho vive um homem, poderá ainda alargar horizontes com um passeio de balão ao pôr-do-sol, uma caminhada ou um mergulho numa piscina salgada. Explore os melhores enoturismos para uma escapadinha de Lisboa, destino obrigatório para os amantes de vinho em 2019, e torne-se um seguidor fiel do Baco, o Deus do vinho, da ebriedade, dos excessos e da natureza (dos prazeres da vida, portanto). 

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Os melhores enoturismos para uma escapadinha de Lisboa

Quinta do alcube
Fotografia: Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Quinta de Alcube

icon-location-pin Grande Lisboa

Fica a 18 minutos das praias da Figueirinha, Albarquel, Galápagos ou Portinho da Arrábida. Para quem chega de Lisboa, apenas 39 minutos separam a cidade da Quinta de Alcube, instalada no vale com o mesmo nome. À sua espera tem uma visita à adega com prova de vinhos (5€), prova de vinhos e queijo (9€) ou prova de vinhos, queijo e enchidos (12,50€). Além disso, o antigo solar do Morgado de Alcube remonta ao século XV, ano da sua fundação por Álvaro de Sousa e Dona Francisca de Távora, e não vai querer perder a oportunidade de pernoitar numa Casa Moscatel ou numa Casa Trincadeira, com os seus terraços privados com espreguiçadeiras. Existe ainda, ao lado do solar, uma capela dedicada a São Macário, que em 1840 já se encontrava profanada, servindo de celeiro e casa do feitor. Hoje é um museu arqueológico de achados desde o neolítico. Mas também pode encontrar artefactos no Museu da Vinha e do Vinho, situado num genuíno lagar romano. Por fim, recomenda-se um livro (sobre vinhos, claro) de lareira acesa nos dias mais frios ou uma caminhada nas manhãs de Verão, a terminar com um piquenine perto da Ribeira de Alcube, em pleno coração da Serra da Arrábida.

L'And Vineyards
©DR
Coisas para fazer

L'AND Vineyards

Mais do que um hotel, o L'AND Vineyards é um retiro exclusivo no coração do Alentejo, com apenas 25 suítes, onde o luxo se encontra com a beleza natural. Dos cerca de 7 mil hectares resultam castas como a Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Touriga Franca, mas tanto pode provar vinhos (15€ a 30€) como andar de balão ou fazer pilates — apenas não recomendamos que faça tudo de uma assentada. Para os mais curiosos, que gostam de provocar o palato, sugere-se uma experiência de combinações improváveis (45€), onde é possível fazer a escolha de vinhos consoante o menu. Com interiores de Márcio Kogan e obras de arte de Michael Biberstein, poderá ainda ceder a uma viagem gastronómica pela cozinha portuguesa, no restaurante com uma estrela Michelin e assinatura do chef Miguel Laffan.

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Coisas para fazer

Herdade do Sobroso

Em 1519, o rei Dom Manuel I atribuiu o título de conde da Vidigueira a Vasco da Gama. E foi nesta bonita vila alentejana, antes de descobrir o caminho marítimo para a Indía, que o navegador viveu com a sua família, entre searas, sobreiros, oliveiras e vinhas. Com 1600 hectares, a Herdade do Sobroso faz parte dessa paisagem ímpar, povoada de reminisciências históricas e patrimoniais. Para além das vistas, há outras regalias que não têm preço, como um canil, para poder levar o seu melhor amigo (10€/dia), ou o serviço de babysitting (10€/hora), para poder beber um copos sem se preocupar com os miúdos. As provas de vinhos, com visita guiada à vinha e à adega, podem ser simples (12€/pessoa); com degustação de queijos e enchidos tradicionais do Alentejo (18€/pessoa); ou acompanhadas de almoço com cozinha tradicional (36€, sem bebidas incluídas). No restaurante, poderá saborear inúmeros petiscos e pratos, como lombinho de javali com migas de espargos verdes, açorda de cação com ovo escalfado ou cachaço de porco preto em vinho tinto e mel. Há ainda alternativas aos repastos, para quem prefere pescar achigãs ou andar de caiaque, passear de balão ao pôr-do-sol ou fazer um safari fotográfico.

A Serenada
A Serenada
Viagens

A Serenada

Comece por ter em conta que as actividades à disposição devem ser previamente marcadas. Não vale a pena chegar à Serra de Grândola e ficar a ver a prova de vinhos por um canudo. A Serenada, que se mantêm na mesma família há mais de três séculos, tem seis quartos com decorações e nomes de diferentes castas; piscina exterior; terraço para banhos de sol (assim o tempo esteja do seu lado) e wifi gratuito em todo o edifício (mas vá por nós e faça uma pausa na ligação ao mundo virtual). Por estas bandas, tudo é real e merece a sua atenção. Sugestão? Requisite um cesto de piquenique. Também pode fazer um passeio a cavalo, aprender umas lições sobre o mel e a cortiça e, como seria de esperar, ir ao encontro das vinhas, entre a praia da Aberta Nova e a praia da Galé. Não se esqueça de apreciar a paisagem mediterrânica de vinha, olival e montado de sobro, com o mar ao fundo. À noite, a luz do farol do Cabo Espichel marca o compasso do tempo.

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Herdade do Esporão
Herdade do Esporão
Atracções, Quintas

Herdade do Esporão

Não se pode ficar a dormir, mas há muito mais do que vinhas para explorar no enoturismo da Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz. Há, por exemplo, um belíssimo edifício onde mora o restaurante liderado pelo chef Pedro Pena Bastos; há uma loja de vinhos e azeites para deixar o ordenado todo; e há provas de vinhos, claro (a partir de 15€), desde visitas às caves e adegas até provas cegas com exercício de aromas. Mas ainda mais: é possível  fazer passeios de carrinha – com paragem no Complexo Arqueológico dos Perdigões, erigido entre os anos 3 500 a 2 000 a.C – e até fazer o seu próprio vinho. Junte um grupo de amigos e, a partir de diferentes variedades, crie um novo lote (45€ por pessoa).

Coisas para fazer

Quinta da Romeira

icon-location-pin Grande Lisboa

A Região Vitivinícola de Lisboa foi eleita um dos melhores destinos vínicos do ano no último número da prestigiada Wine Enthusiast, revista de referência internacional no sector vitivinícola. “Como uma das regiões de exportação mais antigas de Portugal, as referências aos bens fermentados de Bucelas datam de séculos”, refere ainda a revista, que propõe “um mergulho profundo na uva Arinto”, por exemplo na “mansão em tons de salmão da Quinta da Romeira”, onde chegaram a repousar familiares do célebre Marquês de Pombal, famoso pelo apoio à vinha e ao incentivo à exportação.

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Quinta de Sant'Ana
©DR
Atracções, Quintas

Quinta de Sant'Ana

icon-location-pin Mafra/Ericeira

Na Quinta de Sant'Ana, datada do século XVII, misturam-se nacionalidades como quem combina Touriga Nacional
 com Aragonês. Há influências alemãs, inglesas e portuguesas na quinta que pertenceu ao barão Gustav von Fürstenberg
, agora nas mãos de James e Ann Frost, que desde 1992 se renderam aos encantos deste lugar. Com os seus 12 hectares, produzem cinco tintos e cinco brancos que poderá conhecer numa prova sujeita a marcação. Para a imersão ser total, pode sempre ficar alojado numa das quatro casas da quinta: a dos Limões, a Caseiro, a Adega e a Marreco, esta última com jardim e piscina privada (1260€/semana em Época Baixa).

Quinta do Gradil
©DR
Atracções, Quintas

Quinta do Gradil

icon-location-pin Grande Lisboa

Não muito distante do sopé da vertente poente da Serra de Montejunto, entre Vilar e Martim Joanes, está instalada a Quinta do Gradil, uma das quintas mais antigas da região vitivinícola de Lisboa. A propriedade é composta por uma capela nobre ornamentada por um torreão artísticamente decorado, um núcleo habitacional, uma adega e uma área agrícola de 200 hectares ocupados com produções vinícolas e frutícolas. As propostas de actividades à volta da bebida dos deuses são inúmeras, desde a participação nas vindimas a passeios ou experiências de fim-de-semana. Vale a pena sentar-se à mesa do restaurante a cargo do chef Daniel Sequeira, que está integrado na adega, e escolher entre um menu de degustação, um menu sazonal ou outro que envolva a prova de vinhos, como o Quinta do Gradil, o Castelo do Sulco ou o Mula Velha. A quinta oferece ainda visitas guiadas, que podem durar duas horas ou meio dia, para ficar a conhecer toda a herdade.

Vai mais um copo?

Cacilhas
©Duarte Drago
Coisas para fazer

Um roteiro por Cacilhas

Já houve planos para lhe trazer uma Manhattan, mas o projecto  havia de cair por terra. Anos mais tarde, encaixou numa “Lisbon South Bay”, sem nunca se render, e foi seguindo à sua própria pulsação. A ex-freguesia a sul do Tejo está de pé e vibra muito para além dos cacilheiros e gaivotas. Tudo a dez minutos do centro, e sempre com a vantagem de o passe metropolitano já lá chegar. Este é o roteiro obrigatório por Cacilhas.

Boteco 47
©Francisco Santos
Restaurantes

Dez restaurantes em Cacilhas que tem de conhecer

Há quem diga que é a margem certa, o sítio onde são feitos os sonhos. Cacilhas faz parte desse lote a Sul de Lisboa e é o sítio onde existem bons restaurantes de cozinha tradicional, pizzas em forno de lenha, petiscos para picar depois do trabalho ou as malgas de arroz com peixe cru da moda. E até bolas de Berlim com recheios criativos. Cacilhas é uma zona do futuro: está envolvida no projecto Comunidade Carbono Zero.

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Aya Bistrôt
©Manuel Manso
Restaurantes

Os restaurantes em Almada que vale a pena conhecer

Do outro lado do rio há mesas com cozinhas do mundo para descobrir, da cantina italiana com pratos típicos de Piemonte e as pizzas em forno de lenha aos japoneses com peças de sushi sem confusão e carnes maturadas. Sem nunca esquecer a nossa boa comida tradicional portuguesa. Não se deixe intimidar pelas filas e os relatos de trânsito da ponte 25 de Abril, explore a outra margem e marque mesa nestes restaurantes em Almada.

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