Nove paragens obrigatórias na Rua das Janelas Verdes

Madonna é a inquilina mais famosa, mas há outras portas onde vale sempre a pena bater na Rua das Janelas Verdes

Fotografia: Arlindo CamachoLe Chat, na Rua das Janelas Verdes

Anda nas bocas do mundo e a culpada é só uma. A Rua das Janelas Verdes já estava nos roteiros turísticos graças à esplanada do Le Chat e ao Museu Nacional de Arte Antiga. Agora ganhou uma inquilina famosa e, enquanto não somos convidados para o seu palacete, encontrámos muitas outras razões para por lá passear. 

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Nove paragens obrigatórias na Rua das Janelas Verdes

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Palacio Ramalhete

“Calle de Las Ventanas Verdes.” Foi assim que o El País chamou à Rua das Janelas Verdes num artigo de Janeiro a propósito da sua mais recente inquilina, Madonna, a própria, que pelos vistos se mudou para o Palácio Ramalhete no início do ano. “As suas janelas mais altas têm vista para o Tejo”, lia-se no jornal espanhol. Quando começarem as visitas guiadas pela Lisboa de Madonna – aqui fica uma ideia para um dos muitos negócios de guias turísticos pela cidade –, as Janelas Verdes estarão obviamente no centro do mapa. O palácio onde a rainha da pop se instalou é o Ramalhete do mais famoso livro de Eça de Queirós, a “vivenda campestre”, como lhe chama, “que os Maias vieram a habitar em Lisboa, no outono de 1875”. O excerto do livro está no site do agora hotel de cinco estrelas, fechado por tempo indeterminado para acolher a nova família.

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La Boulangerie

O bairro, que na verdade ganha o nome da rua, está mais apetecível que nunca. Há sempre a possibilidade de nos cruzarmos com Madonna no brunch da Boulangerie (15€ completo, 18€ servido na esplanada). Está entre os melhores da cidade, com os seus famosos croissants de massa folhada e estaladiça, pão variado, ovos e uma tábua cheia de bons queijos e saladas. Na Boulangerie, os olhos também comem e não só o que vem para a mesa. Nas paredes há mensagens escritas em ardósia, quadros e fotografias, pratos e azulejos combinados de forma inusitada e muitos objectos vintage, a espicaçar memórias.

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Le Chat

4 /5 estrelas

A Rua das Janelas Verdes tem uma das melhores vistas da cidade para o rio, que sabe ainda melhor com um mojito à frente (ou uma limonada com hortelã) na esplanada do Le Chat, que durante os meses de Inverno é aquecida. “Quando se entra, sente-se logo um bem-estar enorme, é um sítio muito especial”, diz Inga Neves, a gerente do espaço com uma carta de bebidas e petiscos que vai mudando consoante a época. O mais popular, e esse não muda, é o polvo à lagareiro (13€).

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Museu Nacional de Arte Antiga

5 /5 estrelas

Nos dias mais quentes, a esplanada da Cafetaria do Museu Nacional de Arte Antiga é um dos melhores sítios para estar e o Museu, onde estão os painéis de São Vicente, vale várias visitas. Localizado no Palácio Alvor, é o museu português com mais tesouros nacionais e obras de referência. Entre pintura, escultura, desenho, ourivesaria, mobília artes decorativas europeias, arte asiática e africana, tem um acervo com cerca de 40 mil items dos séculos XII a XIX, onde se destacam também as Tentações de Santo Antão de Jheronymus Bosch.

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MONA Ideas Store

Quem precisa de inspiração pode ir buscá-la ao número 72, onda fica a Mona, “uma loja de ideias”. Aqui não há objectos à venda por “serem elegantes ou bem desenhados”. O que conta é a ideia e se é um criativo este pode ser um espaço para pôr algumas coisas à venda.

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Wozen

Por falar em liberdade criativa, esse é o principal mote da Wozen, que é muito mais que uma galeria convencional. É uma espécie de ponte artística entre Lisboa e o Brasil. A cada exposição convida o público a conhecer os artistas, a meter as mãos na massa, com workshops para todas as idades, e, imagine-se, até programa serões com arte e vinhos.

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Djairsound

Se está à procura do calor de Cabo Verde, o bar Djair Sound, com música ao vivo e onde Dani Silva é habitué, ainda é um segredo bem guardado.

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Heim Café

4 /5 estrelas

E agora um dos mais recentes inquilinos da rua. O Heim Café, pequena cafetaria de decoração minimalista, veio dar vida (e um novo brunch) às Janelas Verdes. O sítio tornou-se tão popular que esperar na fila aos fins-de-semana é inevitável. Não desista, porque qualquer 
um dos três brunches que serve é bem bom. O verde tem torrada com abacate, tomate, salada, ovos estrelados, granola com iogurte, frutas e sumo de laranja; o amarelo tem ovos estrelados, salsicha, feijão, torrada com doce e manteiga, granola e limonada; e o vermelho tem ovos mexidos, bacon, abacate, salada, iogurte, sumo de laranja e uma bruta waffle com maple syrup. Durante a semana, é um dos melhores cafés da cidade para trabalhar

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Mercearia da Mila

Outra novidade a rua é esta mercearia fina, mercearia orgânica e cafetaria. Para além de abrir portas bem cedinho, inclusive aos domingos, note bem, vai ser fácil perder-se entre compras e snacks para enganar a fome. Com um ar bem saudável. É assim a Mercearia da Mila.

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Lisboa, bairro a bairro

O melhor do Príncipe Real

Foi no Príncipe Real que se instalou a nova dinastia da restauração lisboeta, para comer como um príncipe, os terraços para beber copos se multiplicaram e as concept stores apareceram porta sim, porta não. Sem esquecermos os nomes sonantes que, num cirandar constante, também têm poiso no bairro, do chef Kiko aos designers Lidija Kolovrat ou Nuno Gama. 

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Por Clara Silva

O melhor de Campo de Ourique

Clássicos de sempre e espaços que ainda cheiram a novo. Padarias, gelatarias, um café italiano e até um restaurante de choco frito. Mas há muito mais que comida. Com este roteiro vai querer estacionar num bairro onde o estacionamento continua tramado. Percorra as ruas do movimentado bairro em busca do melhor de Campo de Ourique e descubra como se está bem no campo. 

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Por Editores da Time Out Lisboa
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O melhor de Alcântara

Comércio com história, negócios que cheiram a novo, restaurantes que são verdadeiros tesourinhos, arte dentro e fora de portas, sair à noite com estilo fora do epicentro nocturno lisboeta e ainda fazer outra mão cheia de coisas à beira rio. 

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Por Francisca Dias Real

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