12 peças obrigatórias na Cosmos Discovery

Da cápsula do chimpanzé Enos à salada de atum cósmica. Visitámos a maior exposição itinerante sobre a exploração espacial em Belém e dizemos-lhe o que não pode perder

Fotografia: Manuel Manso

A luz, reduzida, joga-nos para um ambiente taciturno, silencioso, não muito diferente daquilo que deve ser estar a dois passos da Lua. E assim se mantém pelos 2500m2 e mais de 200 artefactos originais da NASA e de outras agências espaciais. 

A World Crew Events, que organizou a exposição sobre o corpo humano “Real Bodies”, na Cordoaria Nacional, em 2015, volta a fazer das boas. Agora no Terreiro das Missas, em Belém, onde já foi o “LX on Ice” e outros eventos culturais. Uma coisa é certa, seja mais team Rússia ou team EUA, vai ficar boquiaberto com alguns dos detalhes que vai descobrir nesta exposição. Aliás, o que importa mesmo é que seja team Cosmos.

Os bilhetes custam 16€ e ainda não há data de encerramento.

12 peças obrigatórias na Cosmos Discovery

Mercury Atlas-6

Mercury Atlas-6

Logo no início da exposição embatemos na réplica da Mercury Atlas-6 ou Friendship 7, nave onde John Herschel Glenn se tornou o primeiro norte-americano a orbitar a Terra, a 20 de Fevereiro de 1962. Com um comprimento total de 2,7 metros e um diâmetro máximo de 1,89 metros, a nave tinha um peso total de 1361 quilogramas. Olhar para esta réplica é saber que Glenn deu três voltas completas sobre o planeta em cerca de cinco horas. 

Enos

Enos

Falamos sobretudo de Laika, a cadela que já se sabia que não ia voltar do espaço visto que a tecnologia de então não previa qualquer regresso. Mas Enos é outro animal que merece o nosso agradecimento. O chimpanzé viajou antes de John Glenn, na Mercury 5, a 26 de Novembro de 1961. Foi fechado num compartimento próprio, hermeticamente fechado, e tinha “apenas” que responder aos sinais de luzes enviados por quem ficou na Terra pressionado vários botões. Tarefa que lhe havia sido ensinada por três dias, sim Enos foi seleccionado três dias antes do lançamento da cápsula. Grande Enos.

 

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Motor do Foguete F1

Motor do Foguete F1

Atenção, que neste caso estamos perante uma peça original. É a câmara de combustão do motor de foguete F-1, sem o bocal. Encontrado no início de 2013, no fundo do Oceano Atlântico, o motor estava submerso desde 1969, desde o primeiro estágio de lançamento do foguete Saturn V, utilizado nas missões Apollo. Consome 3 toneladas de combustível por segundo e esvazia uma piscina olímpica em menos de um segundo.

Veículo Lunar

Veículo Lunar

Já se pensou o que seria conduzir este carro na Avenida da Liberdade? Pronto, deixemo-nos de pensamentos espaciais, isto é um veículo lunar, movido a electricidade e utilizado pela primeira vez na Lua a 31 de Julho de 1971, durante a Apollo 15. Este que podemos observar não andou pela superfície lunar, pois esses por lá ficaram. Mas é um veículo de treino utilizado pela NASA, para que os astronautas não tenham nenhum acidente lá em cima.

 

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Refeição Cósmica

Refeição Cósmica

A gravidade até pode ser divertida, mas comer uma sopa no espaço talvez nem tanto. Para se alimentarem as tripulações têm que levar refeições desidratadas, seladas a vácuo, que se transformam em manjares assim que lhes inserem água quente. Na Cosmos Discovery pode observar-se os vários snacks cósmicos, como estes pacotes de nutrição na fotografia. Mas também há bolachas de água e sal, sanduíche de queijo, cereais, sopa de ervilhas, amendoins e salada de atum. O menu podia ser pior.  

Máquina Fotográfica

Máquina Fotográfica

Pergunte ao nosso fotógrafo que peça mais o fascinou. Eis a resposta. Esta máquina fotográfica Hasselblad 500EL foi utilizada por Neil Amstrong em Julho de 1969. Estava presa ao seu fato e tinha uma lente modificada Carl Zeiss Biogon 60mm/5.5, com um filtro polarizador. Tipo de máquinas que viriam ainda a ser utilizadas durante as missões Apollo. 

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Módulo de descida Soyuz

Módulo de descida Soyuz

Se os americanos sempre ligaram à estética das suas invenções cósmicas, os Russos, por sua vez, sempre foram mais práticos. Este módulo de descida Soyuz, a primeira grande missão russa, era a única parte da nave que trazia a tripulação de volta à Terra. Contém um sistema de suporte de vida e dois ou três assentos. A secção superior da cápsula, quando passa por elevadas temperaturas durante a descida, derrete gradualmente, ainda que nada disso se faça sentir no cockpit. 

Capacete EMU

Capacete EMU

Vai dizer que não este capacete não tem um estilo incrível? Imagine-se a andar de mota com este dourado reflector. Ainda que pertença a um fato especial utilizado em treino, para a Extravehicular Mobility Unit (EMU), o seu design é aquele que actualmente se utiliza Estação Espacial Internacional. 

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Garrafa Yuri Gagarin

Garrafa Yuri Gagarin

Não sabemos em que missões Gagarin a levou, mas isso é o que menos importa. Quem ia para o espaço sem levar álcool que atire a primeira pedra. É que as naves espaciais só podem dar uma tremenda sede. Quase que apostaríamos que foi sempre cheia de vodka. Como manda a tradição russa. 

 

Cockpit Vaivém Columbia e Challenger

Cockpit Vaivém Columbia e Challenger

Siga o nosso conselho, leve analgésicos para a exposição. Só de olhar para o número de botões que os astronautas tinham que saber mexer emerge uma enxaqueca automática. Este cockpit de treino, onde se prepararam, em terra, as incursões nos primeiros vaivéns espaciais da NASA Columbia e Challenger. E uma coisa lhe garantimos, aqueles assentos são tudo menos confortáveis. 

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