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PlayStation 5: a quinta dimensão

A PlayStation 5 chega ao mercado português na quinta-feira, 19 de Novembro. Saiba com o que pode contar, e descubra os videojogos que tem mesmo de jogar na nova consola.

Por Luís Filipe Rodrigues
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À primeira vista, a PlayStation 5 (PS5) não é a máquina mais apelativa que a Sony alguma vez concebeu. Antes pelo contrário: é tão grande que algumas pessoas vão ter dificuldade em arranjar espaço para ela no móvel da sala ou no quarto, e tem uma estética “arrojada”, no pior sentido da palavra; é aquilo que em bom português se chama um mamarracho. Ainda assim, apesar do mau aspecto, é um objecto desejável e é fácil recomendar a sua compra durante o período de lançamento, aliás, nunca uma consola da marca japonesa foi tão imediatamente recomendável. Tudo graças aos videojogos que a acompanham.

O grande trunfo da PS5 é o remake de Demon’s Souls, o seminal RPG (role-playing game) de Hidetaka Miyazaki, que é um exclusivo da consola e será lançado juntamente com ela, na quinta-feira, assim como Astro’s Playroom, Godfall ou Destruction All Stars. Spider-Man: Miles Morales é outro título muito aguardado e que só se encontra nas máquinas da Sony, se bem que também está disponível na PS4, tal como Sackboy: A Big Adventure. Além destes exclusivos, o cardápio inicial inclui alguns dos maiores blockbusters do ano, como Assassin’s Creed: Valhalla, Call of Duty: Black Ops – Cold War, ou Watch Dogs: Legion, entre outros.

E ainda há os jogos da PS4. Ao contrário das consolas domésticas vendidas pela Sony ao longo da década que passou, a PS5 é retrocompatível com a maior parte dos videojogos lançados nos últimos anos, e os assinantes do serviço PlayStation Plus vão poder descarregar e jogar 20 dos melhores títulos do catálogo da PS4, a custo zero, assim que comprarem o novo equipamento. Entre os títulos incluídos na chamada PlayStation Plus Collection estão clássicos modernos como Bloodborne, Final Fantasy XV: Royal Edition, Persona 5, Resident Evil VII: Biohazard ou The Last of Us Remastered.

Como é óbvio, o hardware onde vamos jogar estes e outros jogos ao longo dos próximos anos é muito mais rápido e poderoso do que a boa e velha PS4. Os gráficos são melhores (ainda que não muito, por enquanto), mas a principal diferença é a velocidade da consola: os tempos de carregamento são breves, quase inexistentes, graças ao novo disco SSD, e é possível saltar do menu inicial para níveis e missões em específico sem ter sequer de abrir o jogo. Parece um detalhe sem importância, no entanto pode revolucionar a forma como nos relacionamos com os jogos de vídeo – só o tempo o dirá. 

O novo comando, o DualSense, também é potencialmente revolucionário. Num título como Astro’s Playroom, a vibração tosca a que estamos habituados nos videojogos é substituída por uma percepção háptica mais subtil, com os motores de vibração a simularem diversas sensações. Além disso, os gatilhos também apresentam diferentes tipos de resistência, de acordo com a situação. No entanto, há muitos jogos, incluindo exclusivos da Sony, que não aproveitam minimamente o potencial dos novos comandos, e é bastante provável que os pequenos e grandes estúdios que têm de programar o mesmo jogo para diversas plataformas (cujos comandos não têm as mesmas capacidades) ignorem estas funções.

Agora as más notícias: tudo indica que não será fácil meter as mãos num destes comandos nos próximos meses. A PS5 é lançada esta quinta-feira em Portugal, mas já está esgotada. Tanto a edição standard, à venda por 499,99€, como a edição digital, que custa 399,99€ e não tem leitor de blu-ray, se encontram indisponíveis nas principais lojas online, e não devem chegar suficientes unidades a Portugal até ao Natal. Mas vão chegar algumas. E vale a pena procurar por elas.

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Três jogos obrigatórios para a PlayStation 5

Astro's Playroom

Há uns meses, escrevia-se aqui que Astro Bot: Rescue Mission era um dos melhores jogos de realidade virtual (de sempre) e de plataformas (dos últimos anos). Astro's Playroom é capaz de ser ainda melhor. Um inventivo e encantador jogo de plataformas em 3D, que celebra o passado da PlayStation e aponta para o seu futuro, mostrando o potencial do novo comando DualSense. E o melhor é que vem de graça com a consola.

Demon's Souls

Hidetaka Miyazaki é o melhor naquilo que faz. E o que ele faz são RPG (role-playing games) ridiculamente difíceis, sem chegarem a ser frustrantes, que exigem muito do jogador mas sabem como recompensá-lo. O primeiro foi este Demon’s Souls, um jogo sombrio e fantástico lançado em 2009 para a PS3. Chega agora à PS5, numa versão recauchutada pela sempre confiável Bluepoint Games e graficamente assombrosa.

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Spider-Man: Miles Morales

O anterior Spider-Man, desenvolvido pela Insomniac e lançado pela Sony em 2018, foi uma boa surpresa. Uma aventura imersiva que nos transportava para uma detalhada reprodução de Nova Iorque, que podíamos escalar e explorar livremente. Mas o melhor era a maneira como estávamos sempre a ser desviados da história e da acção pelos pequenos criminosos que andavam pelas ruas a roubar pessoas e a fazer tropelias, como o Homem-Aranha dos comics. Esta continuação é mais do mesmo, agora com um novo protagonista, Miles Morales, e uma narrativa mais compacta. Também está disponível para a PS4, mas há uma Ultimate Edition, só na PS5, que inclui uma versão remasterizada do jogo de 2018.

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