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The Almost Gone
DR The Almost Gone

'The Almost Gone' é um puzzle narrativo, doméstico e ambíguo

‘The Almost Gone’ foi muito gabado ao longo dos últimos anos. Mas não ficámos completamente convencidos com o resultado final

Por Luís Filipe Rodrigues
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★☆☆

Entrar no site oficial de The Almost Gone é como entrar na casa de uns pais babados e muito orgulhosos das conquistas dos filhos. As menções honrosas e os prémios conquistados em festivais internacionais são expostos com orgulho no ecrã; os elogios escritos nas páginas da Vice e The Guardian encontram-se em destaque.

Além disso, há umas poucas imagens do jogo e um trailer, links para as redes sociais dos estúdios belgas Happy Volcano e para lojas como a App Store, a Play Store, o Steam e a Nintendo eShop, um testemunho do argumentista, Joost Vandecasteele, e uma breve descrição do que nos espera: “Presa entre a vida e a morte, uma jovem rapariga deve explorar o seu meio envolvente para desvendar uma verdade sombria e pungente sobre sua morte. Esta aventura de apontar-e-clicar é um conto adulto e cativante como nenhum outro, contado como nenhum outro”. Lê-se isto e fica-se com vontade de jogar.

The Almost Gone está disponível para PC, Nintendo Switch e todos os dispositivos móveis. Optou-se pela versão para Android, por ser a mais barata – custava apenas 4,89€ quando foi lançado, enquanto na Switch estava a 14,99€. O jogo adapta-se facilmente a diferentes formatos e tamanhos de ecrãs, mas a experiência num smartphone, orientado na vertical, é menos intuitiva e esconde algumas informações relevantes atrás de menus. No tablet, por outro lado, joga-se na horizontal, como na Switch ou no computador. E é assim que se deve jogar.

Ultrapassado o menu inicial, começamos por ler umas frases crípticas que cedo dão lugar ao diorama de um quarto pintado com tons pastel. Há objectos com os quais se pode interagir, e é possível rodar o cenário e vê-lo a partir de quatro ângulos, ou passar para outra vinheta, outra divisão. Os controlos são intuitivos e, à medida que exploramos cada recanto, vamos recolhendo informação, lendo breves textos, resolvendo quebra-cabeças. Ficando com uma ideia das histórias que aquela casa esconde. 

Há cinco actos, e cada um desenrola-se num local diferente – a casa onde a protagonista cresceu, o seu bairro, a casa dos avós, um hospital psiquiátrico e um quinto e último sítio que é melhor não revelar. Em cada vinheta são descobertos novos e escabrosos detalhes sobre o passado da protagonista e da sua família. Sucedem-se, uns atrás dos outros, os relatos de relações abusivas, doenças mentais mal tratadas ou que ficaram por tratar, mortes por negligência, vidas e carreiras destruídas.

Seria possível contar uma boa história a partir destes relatos e episódios, mas The Almost Gone não parece interessado em fazê-lo. Termina subitamente, sem nunca se perceber ao certo o que aconteceu, nem que história foi esta. O final não é apenas ambíguo, é impenetrável. A Happy Volcano e Joost Vandecasteele quiseram fazer um grande quebra-cabeças narrativo, mas não se preocuparam com o facto de as suas peças não encaixarem. É pena.

Disponível para Android, iOS, PC e Switch.

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