Todas as praias da Arrábida

De Setúbal ao Cabo Espichel, há 13 nesgas de paraíso. Para alcançar algumas das praias da Arrábida, é preciso vencer um purgatório ou apanhar boleia do barqueiro. Corra connosco este 40 kms

Fotografia: Arlindo CamachoPraia do Ribeiro do Cavalo

A menos de uma hora de Lisboa, a Arrábida é um postal encaixado entre a serra e o Atlântico, onde não faltam praias para todos: os que levam os miúdos a reboque e querem vida facilitada e os que não se importam de percorrer trilhos mais ou menos complicados para poder usufruir de areais paradisíacos. É por isso um dos destinos mais solicitados, e também um dos mais congestionados, verdade seja dita. Daí as medidas que vão vigorar entre 1 de Junho e o fim da época balnear: "Arrábida sem carros" é o lema da Câmara Municipal de Setúbal, para evitar aquelas filas de trânsito épicas. Tome nota que a circulação de viaturas particulares entre a Figueirinha e o Creiro vai ser proibida. Mas por agora relaxe e navegue connosco costa de 40 quilómetros, ao longo da qual cartografámos 13 praias. Decida em qual vai estender a toalha.

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Todas as praias da Arrábida

Albarquel
Fotografia: Arlindo Camacho
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Albarquel

Ainda estamos na foz do Sado, ligeiramente a Leste do paraíso, mas a água já tem aquele calibre de aquário. Albarquel é a primeira praia da linha de costa da Arrábida, tem um areal extenso e é a única em que ir a pé desde Setúbal não se qualifica como treckking.

Como ir: Partindo do limite poente da Avenida José Mourinho (não sabia?! Veja no mapa), são 20 minutos a pé. De carro, são dois. Quanto a transporte público, é assegurado a partir da Avenida Luísa Todi, defronte da Casa da Baía (a partir de 1,40€). Este ano conte com o reforço da fiscalização do estacionamento ilegal fora das zonas identificadas para o efeito – parques do Outão, da Figueirinha, do Creiro e de Albarquel.

Figueirinha
Fotografia: Arlindo Camacho
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Figueirinha

Foi a praia de infância de muita gente e continua a ser. Apesar do diminutivo, tem o areal mais extenso entre Setúbal e Sesimbra e um banco de areia que cresce mar adentro e cria uma enseada tranquila, ideal para deixar os gaiatos à solta. Estamos à boca do Sado, por isso a água costuma estar um grau ou dois acima das praias seguintes.

Como ir: Não tem nada que enganar, siga a estrada da Serra a partir de Setúbal e é sempre em frente. Tome nota que o parque é pago a partir de 1 de Julho (até 9€/dia aos fins-de-semana e feriados). De Setúbal, para a Praia da Figueirinha, há autocarros a partir das estações rodoviária, na Avenida 5 de Outubro, e ferroviária, Praça do Brasil, e também desde o Alegro Setúbal, uma das novidades. Entre o parque de estacionamento automóvel no Outão/Secil (gratuito), e a Praia da Figueirinha, mantém-se o serviço vaivém, também de 20 em 20 minutos (1€)

Galapos
Fotografia: Arlindo Camacho
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Galapos

Nos Galapos e nos Galapinhos vai encontrar o mesmo enquadramento postal de serra protectora e a mesma água transparente que parece importada do Índico (em câmaras frigoríficas, a avaliar pela temperatura). E até final de 2018 deve nascer um passadiço pedonal a ligar as duas praias.

Como ir: Sejamos honestos, o melhor mesmo é aderir ao transporte colectivo. A autarquia setubalense garante mais de uma dezena de carreiras para ligação às praias, com partidas de Setúbal e de Azeitão, e também de acesso directo entre zonas balneares.

Galapinhos
Fotografia: Arlindo Camacho
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Galapinhos

Não se deixe enganar pelo diminutivo: em extensão de areal, os Galapinhos são maiores e têm tudo para continuar a fazer as delícias das publicações forasteiras, que passaram 2017 enamoradas deste destino azul.

Como ir: Siga as instruções da praia anterior.

Coelhos
Fotografia: Arlindo Camacho
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Coelhos

É a primeira praia selvagem desta Costa, não tem concessionário e este cenário idílico já foi palco de dezenas de campanhas publicitárias. Apesar de não ser segredo para ninguém, é avessa a grandes enchentes. Para a alcançar é preciso vencer um caminho que dá trabalho e nem toda a gente está para isso.

Como ir: O trilho começa lá em cima, junto à estrada, depois dos Galapinhos. A única indicação que vai encontrar é uma placa a pedir para não deixar lixo (o que não é pedir muito). Depois são dez minutos a descer.

Praia do Creiro / Portinho da Arrábida
Fotografia: Arlindo Camacho
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Praia do Creiro / Portinho da Arrábida

Cá em baixo, tem um areal extenso ao longo da baía. Para poente, tem o Portinho da Arrábida, a pequena aldeia piscatória que, diz a lenda, foi criada por frades franciscanos para pescadores que aqui chegavam fugidos à pirataria. Mas atenção às interdições aplicáveis este ano.

Como ir: Conte com interdição total da circulação de automóveis ligeiros, nos dois sentidos, entre os parques de estacionamento da Figueirinha e do Creiro. O trânsito é, contudo, permitido a transportes públicos, a veículos autorizados, de emergência e de duas rodas. O plano de transportes públicos engloba uma nova ligação vaivém, gratuita, de 20 em 20 minutos, entre a Praia da Figueirinha e o Creiro, com paragens nas várias zonas balneares existentes neste percurso. Do lado de Brejos de Azeitão, passa a realizar-se uma carreira até ao Creiro, com paragens em várias localidades ao longo do percurso.

Alpertuche
Fotografia: Arlindo Camacho
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Alpertuche

Está virada a Sudeste e apenas revela o areal na maré baixa. Quando a água sobe, é uma praia de calhaus rolados (rolling stones, se quiser soar cool). Mas acredite, vale a pena a visita. A encosta está povoada pelo casario que aqui se foi erguendo até 1976, altura em que toda a construção foi proibida no Parque Natural.

Como ir: O caminho é feito por um trilho de terra batida que desce a encosta, a cerca de 100 metros do cruzamento para o Portinho da Arrábida, antes de chegar ao Museu Hidrográfico.

Calhau da Cova
Fotografia: Arlindo Camacho
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Calhau da Cova

Não é uma praia, mas é um mergulho de sonho. Calhau é o nome dado às casas de abrigo construídas na rocha para os pescadores de Sesimbra. Este, o da Cova, fica numa pequena baía protegida pela falésia do Risco.

Como ir: São perto de três horas para fazer 6,1 km de serra. Um passeio incrível, mas que exige cuidados. Não seja calhau, não se aventure sozinho e não role cova abaixo. Consulte uma das várias empresas de Sesimbra que organizam caminhadas. A Ludysfera, por exemplo. 917 852 835; 212 881 064; geral@ludyesfera.com.

Sesimbra
Fotografia: Arlindo Camacho
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Sesimbra

A Praia de Sesimbra são duas (Califórnia a nascente, Ouro a Poente) e estendem-se por toda a marginal da vila. Não é o areal mais pacato do mundo, mas oferece-lhe um ambiente urbano que nenhuma outra tem. O melhor peixe do mundo nasce nas águas que tem à sua frente e acaba nos restaurantes que tem nas suas costas.

Como ir: siga as placas, não vamos perder tempo com isso.

Praia do Ribeiro do Cavalo
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Praia do Ribeiro do Cavalo

Durante muito tempo foi segredo, mas agora é como um cavalo escondido com a crina de fora. É a primeira das praias selvagens a oeste de Sesimbra e tem sido descoberta por cada vez mais gente. É um paraíso, o inferno são os outros. O areal é extenso, mesmo em maré alta, e a paisagem dá outro sentido ao slogan vá para fora cá dentro.

Como ir: No fim do porto de abrigo, depois do Parque de Estacionamento junto ao Clube Naval, siga pela estrada de terra batida do lado direito, até onde o caminho é interrompido. Desmonte e siga a pé. São uns 2,5 km de mato, meia hora a trote.

Praia da Cova da Mijona
Fotografia: Arlindo Camacho
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Praia da Cova da Mijona

Fica numa enseada larga, protegida a poente por uma ponta da falésia, e tem uma língua de areal bastante simpática. É aqui que se encontra o único calhau totalmente recuperado desta costa (o Calhau da Mijona), que é o sonho de qualquer ermita com vocação para o trocadilho.

Como ir: veja na praia seguinte.

Praia do Penedo (Praia do Inferno)
Fotografia: Arlindo Camacho
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Praia do Penedo (Praia do Inferno)

É conhecida como Praia do Inferno. Mas na Arrábida o inferno é um lugar relativo e no tempo quente, mesmo quando a maré sobe nesta ligeira enseada, o areal é generoso. Além disso, se concorda com Sartre e acha que o inferno são os outros, bem-vindo ao paraíso.

Como chegar (Praia do Penedo e Praia da Cova da Mijona): Partindo da Aldeia nova, junto à estrada N379, é uma hora a calcorrear trilho de serra que finaliza com uma descida abrupta. Para a Cova da Mijona, ainda tem de vencer um trilho escavado na ravina. Vá com quem sabe ou, melhor ainda, apanhe uma boleia de barco. Aconselhamos os transfers Vertente Natural: 21 084 89 19; 93 727 59 92; info@vertentenatural.com

Praia do Porto da Baleeira (Praia do Paraíso)
Fotografia: Arlindo Camacho
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Praia do Porto da Baleeira (Praia do Paraíso)

O Paraíso pode ser uma cama de pedras. É o que acontece no Porto da Baleeira: quando a maré sobe, sobra apenas uma manta de seixos. Esta pequena baia é muito procurada para baptismos de mergulho. É a ultima praia selvagem antes do Cabo Espichel.

Como chegar: Passando a Azóia, siga pela N379 até à rua da baleeira, uma estrada de terra batida à sua direita. Siga até junto do segundo caminho que encontrar à direita e pare o carro (se tiver GPS, chega aqui com as coordenadas N 38° 24.930 W 009° 11.366). Caminhe pelo estradão de terra batida, depois terá de descer por um pequeno carreiro inclinado mas seguro que começa à sua direita. No total, são 1500 metros a penantes com um desnível de 150 metros.

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Para quem acha que em Cascais não há nada mais do que praias bonitas e ondas para surfar, temos mais de duas mãos cheias de sugestões que provam o contrário e dão matéria para passar um dia completo na vila – sem tempo para pausas. De manhã à noite, com possibilidade até de fazer check in num dos melhores hotéis da zona, siga o nosso roteiro.   

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