Ribeira do Cavalo - Praia
Fotografia: Arlindo Camacho | Praia do Ribeiro do Cavalo
Fotografia: Arlindo Camacho

As melhores praias da Arrábida

A menos de uma hora de Lisboa, a Arrábida é um postal encaixado entre a serra e o Atlântico, onde não faltam praias para todos.

Raquel Dias da Silva
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Poucos areais ao longo da costa portuguesa oferecem imagens tão dignas de postal quanto as praias da Arrábida. As águas cristalinas rodeadas de vegetação e areia branca fazem roer de inveja qualquer um. Este paraíso, a menos de uma hora de Lisboa, mudou recentemente o jogo das acessibilidades durante a época balnear. Isto para evitar grandes congestionamentos de trânsito e condutores preguiçosos e pouco habilidosos que teimavam em bloquear a estrada de acesso às praias com estacionamentos nas bermas. O programa Arrábida Sem Carros | Praias de Setúbal para Todos põe em acção um plano, que se prolonga até 15 de Setembro e que limita o acesso a praias como Galapos, Galapinhos, Creiro e Portinho da Arrábida. Ou dá uso às perninhas ou apanha boleia dos autocarros que fazem as travessias de uma ponta à outra. 

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As melhores praias da Arrábida

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É a praia de infância de muita gente e uma das poucas na Arrábida com Bandeira Azul – a época arranca a 4 de Junho e prolonga-se até 15 de Setembro. Apesar do diminutivo, tem o areal mais extenso entre Setúbal e Sesimbra e um banco de areia que cresce mar adentro e cria uma enseada tranquila, ideal para deixar os gaiatos à solta. Estamos à boca do Sado, por isso a água costuma estar um grau ou dois acima das praias seguintes. Já para não falar que tem como cenário a belissíma Serra da Arrábida e está perto de uma zona arborizada nas margens da ribeira que ali desagua e que é perfeita para piqueniques.

COMO CHEGAR: Não tem nada que enganar, siga a estrada da Serra a partir de Setúbal e é sempre em frente. Há autocarros a partir das estações rodoviárias de Setúbal. 

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Cá em baixo, tem um areal extenso ao longo da baía. Para poente, tem o Portinho da Arrábida, a pequena aldeia piscatória que, diz a lenda, foi criada por frades franciscanos para pescadores que aqui chegavam fugidos à pirataria. Atenção às interdições aplicáveis este ano.

COMO CHEGAR: Conte com interdição total da circulação de automóveis ligeiros, nos dois sentidos, entre os parques de estacionamento da Figueirinha e do Creiro.

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É a última praia selvagem desta costa, não tem concessionário e já foi cenário de dezenas de campanhas publicitárias. Apesar de não ser segredo para ninguém, é avessa a grandes enchentes. Para a alcançar é preciso vencer um caminho que dá trabalho e nem toda a gente está para isso. Não tem equipamentos de apoio, por isso não se esqueça de levar água e comida.

COMO CHEGAR: O trilho começa lá em cima, junto à estrada, depois dos Galapinhos. A única indicação que vai encontrar é uma placa a pedir para não deixar lixo (o que não é pedir muito). Depois são 10 minutos a descer.

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Não se deixe enganar pelo diminutivo: em extensão de areal, a dos Galapinhos – que já foi considerada a praia mais bonita da Europa – é maior que a dos Galapos e tem tudo para fazer as delícias das publicações estrangeiras, que passam a vida enamoradas por este destino azul. Vai encontrar o mesmo enquadramento postal da vizinha – e a mesma água transparente que parece importada do Índico (em câmaras frigoríficas, a avaliar pela temperatura).

COMO CHEGAR: Sejamos honestos, o melhor mesmo é aderir ao transporte colectivo. A autarquia setubalense garante mais de uma dezena de carreiras para ligação às praias, com partidas de Setúbal e de Azeitão, e também de acesso directo entre zonas balneares.

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Fica numa enseada larga, protegida a poente por uma ponta da falésia, e tem uma língua de areal bastante simpática. É aqui que se encontra o único calhau totalmente recuperado desta costa (o Calhau da Mijona), que é o sonho de qualquer eremita com vocação para o trocadilho.

COMO CHEGAR: Partindo da Aldeia nova, é uma hora a calcorrear trilho de serra que finaliza com uma descida abrupta. Para a Cova da Mijona, ainda tem de vencer um trilho escavado na ravina. Vá com quem sabe ou, melhor ainda, apanhe uma boleia de barco. O que não falta por aí são transfers, como os da Vertente Natural, por exemplo.

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Durante muito tempo foi segredo, mas agora é como um cavalo escondido com a crina de fora. É a primeira das praias selvagens a oeste de Sesimbra e tem sido descoberta por cada vez mais gente. O areal é extenso, mesmo na maré alta, e a paisagem dá outro sentido ao slogan “vá para fora cá dentro.”

COMO CHEGAR: No fim do porto de abrigo, depois do parque de estacionamento junto ao Clube Naval, siga pela estrada de terra batida do lado direito, até onde o caminho é interrompido. Desmonte e siga a pé. São uns 2,5 km de mato, meia hora a trote. Nos dias que correm, não faltam aquatáxis a garantir boleias menos cansativas (mas mais dispendiosas).

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A Praia de Sesimbra são duas (Ouro a poente, Califórnia a nascente, ambas com Bandeira Azul), que se estendem por toda a marginal da vila. Não é o areal mais pacato do mundo (boa sorte a encontrar lugar para a toalha nos fins-de-semana de Agosto!), mas oferece um ambiente urbano que nenhuma outra tem. O melhor peixe do mundo nasce nas águas que tem à sua frente e acaba nos restaurantes que tem nas suas costas.

COMO CHEGAR: Siga as placas, não vamos perder tempo com isso.

Aproveite o Verão

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