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Unreal Fields
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Fique de olho e com o pé nestas marcas portuguesas de calçado

Dê a volta à cidade com Portugal nos pés e conheça as melhores marcas portuguesas de calçado

Escrito por
Francisca Dias Real
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O calçado português tem fama e proveito, sobretudo lá fora, uma vez que se tornou num sector maioritariamente vocacionado para as exportações. Mas se há lição que já devíamos ter aprendido é que o que é nacional é bom, e se há altura para o provar é agora, comprando o que é nosso e apoiando os milhares de postos de trabalho que esta indústria gera no nosso país. As mãos dos portugueses são autênticas varinhas de condão para garantir a qualidade do que trazemos nos pés. Aqui apresentamos-lhe algumas das melhores marcas portuguesas de calçado, muitas delas sustentáveis e vegan, que deixam uma pegada ambiental reduzida, mas com estilo. 

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Descubra estas marcas portuguesas de calçado

Define-se agora como a “New Old Brand”, que é como quem diz a nova velha marca. Se houve necessidade de se reinventar em algum momento da sua longa vida, a Sanjo conseguiu fazê-lo carregando o peso de ser a primeira marca de sapatilhas portuguesas. Viam-se nos pés dos portugueses nos anos 1940, 50, 60 e 70, quase como parte do uniforme oficial do nosso país. O ADN original da marca continua muito presente, basta olhar para o selo lateral em cada par ou até mesmo para as icónicas solas riscadas dos modelos K100 e K200, que já trazem consigo mais de 80 anos desde a sua primeira versão. Ainda assim, há outros modelos com design diferente, para quem gosta de ter as tendências todas no armário. Resta referir que a produção se mantém 100% portuguesa, como se quer. 

Não há calçado mais despretensioso que um belo par de alpargatas para trazer na leveza dos meses quentes. A bento é uma nova marca de espadrilles 100% portuguesa, quer no design, quer na produção, que é feita com materiais naturais e confecção artesanal. A ideia e o conceito nasceram de uma viagem ao Japão por Mariana e Sofia, duas amigas que queriam criar uma marca que representasse a sua forma de estar descontraída e o estilo versátil do mindset japonês. Inspiradas na simplicidade e leveza das bento box japonesas (caixas de refeição), juntaram na equação a memória dos Verões de infância de alpargatas nos pés e a versatilidade de uma peça tão simples como esta. A marca assenta em três valores fundamentais – o minimalismo, a igualdade de género e o consumo consciente – e está disponível em dois modelos: o kawa, em pele e camurça, e as kiji, em tecido.

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Ter um par de loafers no armário é quase tão necessário como ter um vestido preto, daqueles com que nunca se compromete. E foi mais ou menos a pensar nessa necessidade básica que Fátima Carvalho decidiu criar a Lachoix, uma marca de calçado conhecida pelos seus mocassins que se querem intemporais e de uma elegância rara num sapato raso. A marca tem design e produção em Portugal e joga com o design dos tecidos e padrões, que vão do animal print aos veludos, sempre com a palavra sofisicado na ponta da língua (e do pé). 

Nasceu em Felgueiras, em 2017, pelas mãos de Susana Ribeiro e tornou-se num projecto familiar que tem vindo a calçar muitas portuguesas. O nome da marca e a inspiração para os modelitos vem da tradição dos Caretos e do Carnaval de Trás-os-Montes, tendo cada modelo uma referência às vilas e freguesias transmontanas. Todos os sapatos são de pele, com aplicações feitas manualmente, usando ráfia natural, chocalhos, franjas, lã e muita cor, sempre sem abrir mão do conforto.

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Cores espampanantes, designs ousados e uma dose de irreverência caracterizam a Unreal Fields, uma marca criada por um colectivo feminino de artistas baseado em Lisboa. Os modelos são feitos à mão por empresas familiares em Portugal, tudo para manter a produção local e controlada. Há creepers, sandálias, saltos altos, botins, é escolher a personalidade do sapato que mais lhe for conveniente. 

Reinventar o calçado tradicional aliando-se à responsabilidade ambiental é o ponto de partida da Zouri, que fabrica sapatos vegan e 100% artesanais, com plástico recolhido na costa portuguesa, e produzidos em Guimarães. É lá que o plástico é trabalhado e misturado com borracha natural para formar a sola. Depois, entram no processo outros materiais, como o algodão orgânico e o piñatex, feito a partir de fibra de folhas de ananás. Sempre que é feita uma compra, a marca informa quais os materiais usados, as quantidades, a localização de onde foi apanhado o plástico e o nome da pessoa que o fabricou. Compre-os online.

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A Citadin Shoes é uma marca de sapatos para homens, feitos em Portugal e que está no mercado nacional e internacional desde 2014. Funcionavam só online até abrirem a sua primeira loja na Rua Duques de Bragança, em Lisboa, onde pode encontrar as várias propostas de cada colecção – tudo com inspiração nas cidades mais emblemáticas do mundo. A Citadin Shoes apresenta mais de 20 modelos divididos por quatro categorias, Casual, Smart, Charmer e Boots, todos com um toque clássico mas com o conforto a ser posto em primeiro lugar – exemplo disso é a sola de borracha com pitons que mantém o sentido estético, mas aumenta o conforto.

O calçado da Nae, marca que nasceu em Lisboa, explora o mundo encantado das alternativas à pele, com sapatos feitos de plástico reciclado, microfibras biodegradáveis, borracha 100% natural, cortiça ou fibras de folha de ananás. Há opções para mulher e para homem, das botas às sandálias, dos cintos às malas. Pode comprar online, claro.

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A Walkest, de Amarante, é uma marca com uma forte consciência ecológica. Por cada par de calçado que Carlos Gonçalves vende online, o dono planta duas árvores – o objectivo é ajudar na reflorestação. A marca é produzida integralmente em Portugal e junta a paixão pela natureza ao savoir faire de artesãos com mais de 50 anos de experiência. À venda, além das botas originais (160€), também vai encontrar sapatos e acessórios. 

Foi em 2016 que a Josefinas abriu a sua primeira loja física em Nova Iorque, e a não ser que viaje até à cidade que nunca dorme, a única oportunidade para comprar estes pares é online. A Josefinas, marca bracarense, ficou conhecida pelas suas sabrinas minimalistas e coloridas, mas já conta com várias colecções e modelos de botas, sandálias, mules, sapatilhas e até malas catitas. 

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A Jak Shoes  é uma marca 100% portuguesa fundada por dois empreendedores, Isabel Henriques e José Reffoios. Fundada em 2014, abriram mais tarde a flagship no Porto e a loja na Embaixada em Lisboa, já que até aí o universo online era o principal canal de vendas – coisa que retomam agora. A aposta é num conceito slow fashion, cujo objectivo passa por produzir produtos com maior qualidade e maior durabilidade. A produção das sapatilhas e sapatos da JAK é sustentável e tem base num fabrico artesanal e nacional.

Nasceu há dez anos, mas só em 2018 é que a Marita Moreno se tornou uma marca mais amiga do ambiente. Para isso, começaram a usar materiais naturais, como o linho, rendas, madeira ou cortiça, e outros mais inovadores, como o piñatex ou placas de fibra de casca de banana. Algumas colecções têm modelos numerados e limitados. Além de estarem à venda na loja online em Portugal, o calçado e os acessórios da marca também se vendem em França, Itália, Alemanha e EUA.

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Rui Monteiro encontrou (entre tantos outros) um problema ambiental na sociedade e decidiu atirar-se de cabeça para uma solução que passou por criar uma marca de sapatos sustentáveis. O projecto Re-Coffee surge em 2016, no intuito de transformar o desperdício do café numa matéria-prima que pudesse ser comercializada. Como? Criando sapatos e usando esse desperdício tanto na sola como no revestimento. Para o fabrico destas peças são usados outros materiais reciclados e recicláveis para manter o selo da sustentabilidade bem à tona. Neste momento, a Re-Coffee tem disponível apenas o modelo Kaffa,  que é unissexo e existe em seis cores: Caramel, Coffee, Latte Pingatto, Late Machiatto, Matcha e Red Velvet. 

AsPortuguesas entraram no mercado de calçado português com uma colecção de chinelos de dedo feitos à base de cortiça. Durante algum tempo, eram o único produto do catálogo, mas com os pedidos da clientela e o evoluir do negócio lançaram uma linha de sapatos. A marca trabalha com matérias-primas 100% naturais. Além deste material, também usam feltro natural para o fabrico dos sapatos.

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Fundada por um duo de mãe e filha, Ana e Carolina, respectivamente, a Alameda Turquesa ficou conhecida pelos pompons e fitas coloridas, primeiro nas pulseiras e só depois nos sapatos, o actual centro das atenções da marca que já andou nos pés de personalidades como Chiara Ferragni, Olivia Palermo, Beyoncé ou Anna Dello Russo. O catálogo da marca inclui botas, sapatos de salto alto, sapatilhas, malas, pulseiras, brincos e até umas pantufas – tudo feito à mão e em Portugal.

A Harper é daquelas marcas a que é difícil resistir pela versatilidade dos modelos. É 100% portuguesa e tem desde o mocassin básico à sandália metalizada para dar nas vistas, sempre com a qualidade e durabilidade que um sapato deve ter. Os rasos vencem em qualquer ocasião, basta navegar pelo site da Harper para perceber que a elegância pode vir de rasteiros.

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Fundada por Carolina Palla Neves, em 2014, a Pallas cultivou um visual ecléctico, com mistura de padrões e texturas, design original e, claro, feitas por cá. Começou por ser uma marca de malas e a coisa cresceu para outros produtos, como o calçado, tornando as botas estilo vaqueiras no ex-libris da Pallas. Mas também há sandálias, sapatilhas e mules para compor o look.

Palmilhar uma cidade de uma ponta a outra não é fácil, mas ajuda se os sapatos forem rasos. A Maray veio responder a essa necessidade com modelos cheios de pinta que pode encontrar em colecções cápsula exclusivas na loja online. A história da marca é simples. Rita Corrêa Mendes sempre preferiu o conforto dos rasos, mas era difícil encontrar sapatos que se adaptassem à sua maneira de ser, por isso idealizou a Maray. Depois de um breve tempo adormecida, a marca regressou em força agora com Joana Trigueiros como directora criativa da marca, juntando-se à equipa. A maior parte dos modelos tem inspiração étnica, mas sempre com um carimbo citadino. Botas, mocassins ou mules: a escolha é de quem compra, mas nunca falha nem a cor nem os padrões. A produção da Maray é portuguesa – ou não fosse o know-how nacional nesta área um cartão de visita da indústria – feita por artesãos experientes que têm o maior cuidado no que toca aos acabamentos de cada modelo.

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Paris Hilton, Letizia Ortiz, Penélope Cruz, Naomi Watts e Michelle Obama. Todas elas já calçaram uns destes. Se tem um fetiche por celebridades (além da natural atracção por sapatos), rume à única loja de Luís Onofre em Lisboa, no hotel Turim. A montra para a Avenida da Liberdade diz-nos que estes sapatos são um luxo. A calçada portuguesa não deixa dúvidas: é preciso ter uma habilidade acima da média para palmilhar a cidade com uns saltos deste calibre. Mas nada tema, há loja online para quem não se pode deslocar.

Criada em 1988 e com a fábrica a produzir incessantemente em Felgueiras, a Nobrand é uma marca que se orgulha de reinventar os modelos clássicos de sapatos, dando-lhes um ar contemporâneo e moderno, ou, como a marca gosta de dizer, "com um pé no passado e outro no futuro". Há modelos de mulher e homem com botas, sapatilhas e sapatos mais formais. 

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A Lemon Jelly tornou-se famosa graças ao seu calçado colorido, impermeável e feito com plástico. O catálogo da marca conta com botas, botins e sapatos, todos com aroma a limão. Entre as várias colecções que foram lançadas há uma de botas 100% recicladas – é o caso das que vê na fotografia. Em 2019, a marca tornou-se oficialmente vegan e reconhecida pela PETA. 

A marca portuguesa de sapatos vegan cria colecções com o menor impacto ambiental possível. Para isso, Catarina Pedroso utiliza técnicas tradicionais e materiais ecológicos. Cada sapato é visto como uma espécie de obra de arte usável com elementos orgânicos, como o couro vegano – feito de poliamida reciclada – e entrançado à mão ou os saltos feitos de cortiça revestida a folha de madeira. A marca terá sempre todas as colecções disponíveis, não fazendo quebras entre estações. E olhe que há sample sale para deitar o olho.

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Se as aulas de História de Portugal lhe deixaram resquícios de informação, que sejam coisas como saber que a cidade de Braga se chamava Bracara Augusta. Isto só para não ser apanhado de surpresa quando lhe dissermos que Mónica Amaral se inspirou nessa nomenclatura para dar nome à sua marca de sapatos, a Augustha. São todos feitos em Portugal e conseguem unir o melhor de dois mundos: a qualidade intocável e a arte do que é feito minuciosamente à mão. Querem-se nos armários durante longos e largos anos, que a intemporalidade é característica que os marca, dos saltos altos aos mules ou sandálias. 

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  • Restaurantes

A pensar na sua rica saúde, e para evitar que devore todas as embalagens de bolachas e tabletes de chocolate, damos-lhe a conhecer cinco marcas portuguesas de snacks saudáveis. Fruta desidratada, snacks com base de feijão vermelho, grão-de-bico ou ervilhas, pipocas cobertas com chocolate (sim, são saudáveis) e mini bolinhas energéticas de manteiga de amendoim são alguns dos que pode encontrar nesta lista. 

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Há mais de uma dezena de marcas portuguesas com uma palavra a dizer na hora de compor a noiva. O visual é para ser cuidado da cabeça aos pés e há muito que decidir, desde o penteado até ao calçado, desde os clássicos saltos de alto às propostas mais práticas, como as sabrinas e as sapatilhas brancas, para noivas precavidas que não sabem se vão querer fugir a sete pés antes do apito final. 

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