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Fotografia: Miika Laaksonen/ Unsplashbanda desenhada

Seis novidades de banda desenhada a não perder

Há mais BD para além da Marvel, da DC e dos clássicos da nossa infância. Seleccionámos seis livros de banda desenhada ainda frescos.

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Escrito por
Raquel Dias da Silva
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É para os miúdos e para os crescidos. Numa simples tira, numa página inteira ou num álbum, a banda desenhada é para todos. A chamada nona arte apresenta histórias aos quadradinhos, narradas em sequência através de vinhetas, como as dos super-heróis ou as aventuras da Mafalda, de Quino. Mas há mais para além da Marvel, da DC e dos clássicos da nossa infância. Uns têm menos letras, outros mais asneiras. Uns são para as crianças, outros para os adultos, outros ainda para a família inteira. Espreite estes seis livros de banda desenhada, lançados entre os últimos meses de 2020 e os primeiros deste novo ano.

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Livros de banda desenhada a não perder

De Robert Louis Stevenson e Jean-Marie Woehrel

Desde a sua publicação original, entre 1881 e 82, nas páginas da revista Young Folks, e um ano mais tarde numa edição em livro da Cassell and Company, esta história de Robert Louis Stevenson foi objecto de inúmeras adaptações. Esta, com ilustrações de Jean-Marie Woehrel, faz parte da série Clássicos da Literatura em BD da Levoir, em parceria com a RTP, e combina realismo e fantasia, numa louca caça ao tesouro protagonizada pelo jovem Jim Hawkins e os seus cúmplices, entre eles aquele que é, talvez, o verdadeiro herói da história, o pirata Long John Silver.

Levoir. 64 págs. 10,90€.

De Guy Delisle

Neste retrato cativante e bem-humorado de um país e das suas pessoas, originalmente publicado em 2007 pela editora parisiense Delcourt, Guy Delisle relata a sua experiência do que é a Birmânia, que visitou como acompanhante da sua mulher, numa comissão dos Médicos Sem Fronteiras. Liberto de afazeres profissionais, mas responsável pelo seu pequeno filho, Guy acaba por partilhar aventuras pessoais, desde a sua depressão a toda uma série de frustrações internas e externas.

Devir. 286 págs. 24,99€.

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De George Orwell e Fido Nesti

Editada originalmente em 1949, a obra mais poderosa de George Orwell é, pela primeira vez, adaptada a romance gráfico, no traço do artista brasileiro Fido Nesti, que tenta captar os rostos, corpos e cenários de um mundo que, cada dia, é menos difícil de imaginar. Neste caso, uma Londres lúgubre, em que a Polícia do Pensamento vigia a vida dos cidadãos. O protagonista, Winston Smith, é um peão nesta engrenagem perversa e a sua função é reescrever a História para a adaptar ao que o Partido considera a versão oficial dos feitos. É o que faz, até decidir questionar a verdade do sistema repressor.

Alfaguara. 224 págs. 21,90€.

De Luís Louro

Publicada pela primeira vez em 1995, uma das obras maiores de Luís Louro e da banda desenhada portuguesa, numa Lisboa que se espraia entre a crueldade da prostituição e a beleza de uma cidade submersa, regressou em Novembro de 2020, 25 anos depois, com duas edições: uma em capa dura, revista e actualizada, e outra limitada a 500 exemplares, com capa em tecido e sobrecapa numerada e assinada pelo autor, com o selo branco da editora e 16 páginas de extras.

Ala dos Livros. 64 págs. 16,95€-32,50€.

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De Ricardo Santo

Lançada em Novembro de 2020, esta banda desenhada de Ricardo Santo (a segunda, depois do autor ter auto-editado o Livro Sagrado em 2017) fala-nos de um planeta em que a ciência e a racionalidade não passam de instrumentos dos poderes ocultos que controlam o mundo, para nos roubar a liberdade e impor o cativeiro eterno. Com humor, critica-se subtilmente a ideia de que só a nossa opinião é que é válida e de que tudo tem uma explicação paranormal de contornos conspirativos. Mas há uma luz ao fundo do túnel: um pequeno punhado de heróis que luta diariamente contra esse conluio maquiavélico.

Escorpião Azul. 72 págs. 13,50€.

De Marta Breen e Jenny Jordhal

São 150 anos de coragem, garra e visão de quem lutou e ainda luta pelos direitos das mulheres à volta do globo. Da luta abolicionista ao movimento #MeToo, passando pela história das sufragistas e do direito ao aborto, está (quase) tudo nesta banda desenhada, que se assume como uma breve história do feminismo, das suas principais figuras e das causas que defende.

Bertrand Editora. 128 págs. 17,70€.

Mais livros para pôr a leitura em dia

  • Miúdos

Livros nunca são demais e a melhor altura de lhes apanhar o gosto é logo desde pequeninos. A verdade é que os miúdos nem precisam de já saber ler para se maravilharem com as páginas ilustradas e as histórias onde nunca falta uma bela moral. Em prosa curta ou verso, sem nunca dispensar a ilustração aprimorada e cheia de bons esconderijos, estas obras prometem fazê-los abrir a boca de espanto.

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  • Compras

Não há como não nos comovermos com um bom romance – sobretudo quando, ao ultrapassar as fronteiras temporais e geográficas do universo em que se inscreve, consegue relacionar-se com a história de cada leitor. São para oferecer à sua cara-metade ou a si mesmo, para ficar em casa e colocar a leitura em dia. Há recomendações para todos os gostos e carteiras.

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