Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right A beleza da Catedral de Notre-Dame em filmes

A beleza da Catedral de Notre-Dame em filmes

O histórico monumento de Paris esteve nas notícias pelas piores razões. E desde os tempos do cinema mudo que a Catedral de Notre-Dame tem aparecido no ecrã

Notre Dame
DR
Por Eurico de Barros |
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O romance Nossa Senhora de Paris, de Victor Hugo, tem sido uma grande fonte de inspiração para o cinema, e graças a ele, a Catedral de Notre-Dame tem aparecido nas telas ao longo das décadas, até mesmo numa longa-metragem de animação da Disney, como presença central ou vista apenas brevemente em fundo. Fomos buscar um punhado de filmes em que este monumento é parte essencial das histórias ou aparece em cenas de destaque. Parte deles são, naturalmente, quatro versões do citado livro de Victor Hugo, filmadas entre as décadas de 20 e de 90 do século passado.

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A beleza da Catedral de Notre-Dame em filmes

‘Nossa Senhora de Paris’, de Wallace Worsley (1923)

A Universal não olhou a despesas nesta opulenta adaptação, ainda no tempo do cinema mudo, do romance homónimo de Victor Hugo, tendo gasto muito dinheiro na recriação, em Hollywood, da Catedral de Notre-Dame, um complexo cenário em que trabalharam centenas de técnicos, que seria preservado até que um incêndio o destruiu, em 1967. Lon Chaney, o lendário “Homem das Mil Caras” do cinema americano, interpreta o corcunda Quasimodo, e Patsy Ruth Miller é Esmeralda. Nossa Senhora de Paris foi um enorme sucesso de bilheteira e ajudou a Universal a estabelecer-se como um dos grandes estúdios de Hollywood.

‘Nossa Senhora de Paris’, de William Dieterle (1939)

Em 1939, a RKO decidiu fazer um remake do filme mudo da Universal, e também abriu os cordões à bolsa para construir uma réplica de Notre-Dame fora do estúdio, no Vale de San Fernando, na Califórnia. A fita foi uma das mais caras da história da RKO, e dos anos 30. Charles Laughton é um memorável Quasimodo, que se esquiva a copiar a interpretação de Lon Chaney no filme original, contracenando com Maureen O’Hara como Esmeralda e Sir Cedric Hardwicke no malvado Frollo. Este foi o único filme a ser exibido no Festival de Cannes de 1939, que seria cancelado logo a seguir, devido à invasão da Polónia pelas tropas alemãs.
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‘Nossa Senhora de Paris’, de Jean Dellanoy (1956)

Para não ficarem atrás dos americanos, franceses e italianos juntaram esforços para fazerem uma adaptação europeia do clássico de Victor Hugo, contratando uma estrela do cinema dos EUA nascida no México, Anthony Quinn, para personificar Quasimodo. A capitosa Gina Lollobrigida (dobrada por uma actriz francesa por causa do seu sotaque cerrado) foi escolhida para interpretar Esmeralda e o papel de Frollo foi entregue ao francês Alain Cuny. A fita beneficiou muito por ter sido parcialmente rodada na própria Catedral de Notre-Dame, também recriada em parte e com todo o detalhe, nos estúdios parisienses de Boulogne-Billancourt. Um dos autores do argumento, com Jean Aurenche, foi o poeta Jacques Prévert.

‘O Corcunda de Notre-Dame’, de Gary Trousdale e Kirk Wise (1996)

Tom Hulce e Demi Moore dão as vozes a Quasimodo e a Esmeralda nesta longa-metragem de animação da Disney feita a partir da história do livro de Victor Hugo, a que não faltam as canções (do grande Alan Menken). Frollo, que tem a voz de Tony Jay, é considerado como um dos vilões mais assustadores da história da animação da Walt Disney, e o seu número musical Hellfire quase que foi cortado na montagem final, por ser considerado demasiado aterrorizador para o público infantil, devido à sua ambiência infernal. Menken e Stephen Schwartz, este autor da banda sonora, foram nomeados para o respectivo Óscar.
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‘Quasimodo D’El Paris’, de Patrick Timsit (1999)

O actor francês Patrick Timsit realizou, participou na escrita do argumento e interpretou a personagem de Quasimodo nesta versão cómica e policial, passada nos nossos dias, da história original de Victor Hugo. Aqui, Quasimodo é um exemplar funcionário da Catedral de Notre-Dame, conduz um reluzente jipe e acaba por ser confundido com um serial killer que anda a matar mulheres em Paris. Com a ajuda de Esmeralda, agora uma rapariga cubana exilada na capital francesa, Quasimodo vai ter que provar que não é ele o assassino, e descobrir o verdadeiro criminoso. Quasimodo D’El Paris não teve estreia comercial em Portugal.

‘Os Três Mosqueteiros’, de Paul W. S. Anderson (2011)

O livro de Alexandre Dumas já foi adaptado incontáveis vezes ao cinema, e há que dizer que esta versão assinada pelo inglês Paul W.S. Anderson há poucos anos está entre as menos conseguidas, nomeadamente por pôr as lendárias personagens dos mosqueteiros ao serviço de uma história bastante desastrada, e os fazer serem interpretados por actores pouco menos que indiferentes. Uma das poucas boas ideias desta fita de capa e espada tardia, e que é também concretizada de forma agradavelmente competente, é o duelo que leva D’Artagnan e o vilão do filme a enfrentarem-se com espadas e punhais nos telhados da Catedral de Notre-Dame.
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‘The Walk: O Desafio’, de Robert Zemeckis (2015)

O malabarista e funambulista francês Philippe Petit ficou mundialmente famoso por ter andado num arame entre as Torres Gémeas, em Nova Iorque, no dia 7 de Agosto de 1974, ainda os dois edifícios estavam em fase final de construção. Mas antes dessa proeza (levada a cabo clandestinamente, sem qualquer autorização municipal), em 1971, Petit esticou um arame entre as duas torres da Catedral de Notre-Dame, e atravessou de uma para a outra. Neste filme que recria a travessia novaiorquina das Torres Gémeas, Robert Zemeckis não se esqueceu de reconstituir esse feito parisiense de Petit, interpretado por Joseph Gordon-Levitt.

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