Os piores e os melhores filmes da Disney

Recorde com nostalgia os filmes de animação da Disney. Dos incrivelmente bons aos que acabam por ser maus

Será que os filmes da Disney são sensatos, divertidos e visualmente interessantes – perfeitos para toda a família? Ou são uma lamechice que só serve para fazer lavagem cerebral às crianças? Todas a gente tem uma opinião sobre os mais de 50 filmes de animação que foram lançados ao longo dos anos pela empresa fundada por Walt Disney, a começar pela Branca de Neve, em 1937, até à galinha dos ovos de ouro que foi Frozen: O Reino do Gelo. Mas quais são afinal os que merecem um lugar de destaque na prateleira? E quais os que mais valia serem esquecidos? Elencámos os piores e os melhores filmes de animação da Disney.

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Os piores e melhores filmes da Disney

56
Irmão Urso (2003)

Irmão Urso (2003)

Rapaz transforma-se em urso. Aprende coisas. Espectadores uivam. 
 
Esta fantasia com cenas místicas conta a história de um rapaz da tribo Inuit que decide vingar-se do urso que matou o seu irmão. Mas quando decide caçá-lo, é ele que se transforma num urso. A animação sem inspiração e a lamechice fácil fazem com que seja um dos filmes mais negligenciados de sempre. Keith Uhlich

55
O Paraíso da Barafunda (2004)

O Paraíso da Barafunda (2004)

A Disney vai para o faroeste numa caça à fruta sem o sumo da inspiração.
 
Tudo sobre O Paraíso da Barafunda cansa. No início do ano 2000, este era o tipo de mediocridade que fazia com que os clássicos da Disney fossem apenas uma coisa do passado (e lembrem-se que foi neste Verão que Os Incríveis, da Pixar, arrasou nas bilheteiras). O filme foi um fiasco; rolaram cabeças. Joshua Rothkopf

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54
Pocahontas (1995)

Pocahontas (1995)

Amor no Novo Mundo. Bocejos no cinema.
 
A época dos clássicos da Disney, que inclui grandes sucessos como A Bela e o Monstro (1991), Aladino (1992) e Rei Leão (1994) tinha eventualmente de acabar. Pocahontas foi o primeiro filme de animação da Disney baseado na história verídica de uma pessoa. Infelizmente, o estúdio pôs-se a jeito e choveram acusações de estereotipar os nativos dos Estados Unidos da América. Joshua Rothkopf

53
Tempo de Melodia (1948)

Tempo de Melodia (1948)

Ainda a tentar lucrar com 'Fantasia', a Disney decide experimentar o pop.
 
Esta antologia de curtas é normalmente (e de forma compreensível) esquecida. Não tem a grandeza clássica de Fantasia e estes sete contos – sobre o herói Johnny Appleseed e o cowboy Pecos Bill, entre outros – perderam o seu prestígio cultural. Tom Huddleston

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52
Taran e o Caldeirão Mágico (1985)

Taran e o Caldeirão Mágico (1985)

Um filme para desiludi-los a todos.
 
A segunda tentativa da Disney – depois de A Espada Era a Lei – de adaptar um romance britânico corre mal, graças a um enredo praticamente inexistente e a personagens pseudo Tolkianas (que incluem uma imitação barata de Gollum chamada Gurgi) cansativas. É uma pena, porque o filme tem rasgos de verdadeira magia – a voz de John Hurt enquanto Rei Cornudo é genuinamente assustadora. Tom Huddleston

51
Chicken Little (2005)

Chicken Little (2005)

A Disney entra no mundo fantástico dos computadores.
 
Chicken Little será sempre recordado por ter sido a primeira vez que a Disney trabalhou com animação por computador. Tudo o resto é fácil de esquecer: não é apelativo, não faz rir e é tão histérico e hiperactivo quanto uma criança de 5 anos. O enredo é inspirado na história de um pinto que acredita que o fim do mundo está próximo quando uma bolota cai em cima da sua cabeça (daí a frase “O céu está a cair”). Cath Clarke

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50
Fantasia 2000 (1999)

Fantasia 2000 (1999)

Adivinhem quem está de volta?
 
Foram várias as tentativas da Disney em voltar a capturar a magia de Fantasia. Eis mais uma compilação de curtas de animação ao som de música clássica. Contudo, não passa de uma fórmula barata para fazer dinheiro, com narradores famosos (Bette Midler, Penn & Teller) e um sentimentalismo reciclado para muitos dos segmentos (o humor do flamingo que fazia ballet não chega aos calcanhares do original com os crocodilos e os hipopótamos). Keith Uhlich

49
Atlântida: O Continente Perdido (2001)

Atlântida: O Continente Perdido (2001)

A Disney a afundar-se com uma aventura inspirada em Júlio Verne.
 
Esta tentativa da Disney em conseguir uma versão original e sem música sobre a lendária civilização subaquática foi considerada um fracasso quando saiu – os críticos não foram generosos e o lucro nas bilheteiras não foi espectacular. Tudo bem, não foi o melhor que o estúdio poderia conseguir, mas é uma história entusiasmante, agradável, que lembra aqueles longos episódios de desenhos animados que davam ao sábado de manhã. Tom Huddleston

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48
A Espada Era a Lei (1963)

A Espada Era a Lei (1963)

O primeiro herói inglês folk da Disney.
 
Muito diferente do melancólico, inteligente e britânico romance A Espada da Pedra, de TH White, A Espada era a Lei da Disney apresenta-nos a infância do Rei Artur como se fosse uma aventura obtusa e colorida. É divertida e pateta, a pequenada adora-a, mas as músicas não prestam e o enredo não é lá muito consistente. Tom Huddleston

47
Planeta do Tesouro (2002)

Planeta do Tesouro (2002)

O que é que chamamos a um pirata no Espaço? Um Arrrrr-stonauta.
 
A ideia de dar um novo sentido à aventura sci-fi de Robert Louis Stevenson, Planeta do Tesouro, não é horrível. Mas este híbrido não consegue fazer muito sentido por si só – os galeões que flutuam parecem mais ridículos do que inspiradores. Tem um bom fio condutor, mas acaba por ser só uma oportunidade perdida. Tom Huddleston

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Olá Amigos (1942)

Olá Amigos (1942)

A Disney entra no jogo da propaganda.
 
O título em inglês é Hello, Friends, e tinha uma outra variação (Saludos Amigos) alusiva à política do Bom Vizinho – que pretendia promover uma relação de amizade centre os EUA e a América Latina. O resultado é uma colecção banal, mas encantadora, de quatro curtas (a melhor é El Gaúcho Pateta), algumas das quais incluem cenas reais de Walt e da sua equipa. Cath Clarke

45
Mulan (1998)

Mulan (1998)

Disney olha para Este.
 
Anos antes de Shrek, Eddie Murphy tinha dado voz a outro sidekick irascível que também não era humano – o dragão Mushu na adptação da Disney de uma lenda clássica chinesa. Mulan é uma amálgama: tem uma heroína forte e cenas de acção incríveis, mas as músicas não ficam no ouvido e a sua autenticidade é tão fiável quanto um bolinho da sorte. Tom Huddleston

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44
A Caixinha de Surpresas (1944)

A Caixinha de Surpresas (1944)

A Disney faz um tour curioso pela América Latina.
 
Produzida como uma espécie de mensagem de propaganda para os bairros da América do Sul, o pato Donald leva-nos numa viagem pela América Latina na companhia de um papagaio brasileiro e de um galo mexicano. Com muita música à mistura, foi considerado, na altura, extravagante e até indulgente, mas não passa de uma compilação de episódios e sequências imaginárias que incluem Donald a dançar com a cantora Aurora Miranda (irmã de Carmen) e a pavonear-se com um conjunto de beldades de biquíni numa praia mexicana. Dave Calhoun

43
Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990)

Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990)

A Disney volta a ver o que tem no catálogo para uma sequela sobre ratos.
 
Uma sequela perfeitamente aceitável para as Aventuras de Bernardo e Bianca, de 1977, na qual os dois ratinhos viajam até à Austrália para combater um vil caçador. Embora sirva mais para passar o tempo, já tinha animação CGI suficiente para nos deixar perplexos. Keith Uhlich

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42
Dinossauros (2000)

Dinossauros (2000)

Disney e dinossauros – o que é que pode correr mal? Errr…
 
Depois do estrondoso sucesso de Parque Jurássico, em 1993, não podíamos culpar nenhum estúdio por querer aderir à cena pré-histórica. Dinossauros optou pelo realismo ao mostrar peles de lagarto bem texturizadas e pântanos incrivelmente húmidos – fazendo com que fosse um dos filmes mais caros de sempre. Só foi pena não investir tanto no enredo como nos efeitos. Joshua Rothkopf

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Big Hero 6 (2014)

Big Hero 6 (2014)

Com uma pequena ajuda.

Adaptado de uma banda desenhada pouco conhecida da Marvel, Big Hero 6 não está ao nível de clássicos recentes da Disney, como Frozen: O Reino do Gelo ou Zootrópolis. 275/5000 Mas é brilhante e animado, com alguns momentos emocionantes. Na cidade de San Fransokyo, no futuro, um especialista informático de 13 anos (Ryan Potter) recruta um improvável ajudante, um robô chamado Baymax, para resolver o mistério da morte de seu irmão. Cath Clarke

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40
Os Robinsons (2007)

Os Robinsons (2007)

A Disney volta ao futuro.
 
Os Robinsons são a versão cinematográfica do tenista Frederico Gil: todas as pessoas gostam dele e tem alguns ases na manga, mas raramente faz coisas brilhantes. Todas as personagens são um modelo a seguir – desde o rapaz cientista solitário ao robô que se enerva com tudo – e o guião conta com algumas piadas joviais (em vez de piadas a sério). Foi feito na altura em que a Disney se fundiu com a Pixar e sofreu, por comparação. Mesmo assim, a história sobre viagens no tempo tem reviravoltas suficientes e momentos divertidos que cheguem para deliciar os mais novos. Alex Dudok de Wit
 

39
Música, Maestro! (1946)

Música, Maestro! (1946)

A versão jazz de Fantasia.
 
Criado ao longo de vários anos depois de grande parte da equipa da Disney ter sido chamada para combater na Segunda Grande Guerra, Música, Maestro! é uma compilação que consiste em dez curtas, compiladas ao som de músicas de artistas populares da época. É inevitavelmente uma amálgama, mas tem pontos altos – que incluem a controversa e violenta Balada dos Camponeses e o experimental O Lápis Musical – absolutamente incríveis. Tom Huddleston

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38
Oliver e Companhia (1988)

Oliver e Companhia (1988)

Oliver com gatos. E sem catástrofes.
 
Oliver e Companhia é o último filme feito antes dos grandes clássicos, que incluem êxitos como A Pequena Sereia. E isso nota-se. Aqui, a Disney ainda acreditava que um cão com óculos-de-sol a contar a história do órfão Oliver Twist (de Charles Dickens), protagonizado por um pequeno gato vadio na Nova Iorque de 1980, podia ser fixe. Cath Clarke
 

37
Batalha de Gigantes (1947)

Batalha de Gigantes (1947)

O fim de uma era.
 
Curiosidade: Batalha de Gigantes foi a última vez que o tio Walt deu voz ao rato Mickey. Existem dois pequenos segmentos que fazem com que este filme valha a pena: "Bongo", a história de um urso de circo que quer ser livre e "Mickey e o Pé de Feijão", no qual o rato favorito de toda a gente protagoniza o conto-de-fadas sobre o rapaz que defronta gigantes. Keith Uhlich
 

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36
Pacha e o Imperador (2000)

Pacha e o Imperador (2000)

Travessuras estranhas na América pré-colombiana.
 
Parte do enredo parece um pouco forçado – realeza inca e humor não costumam dar-se assim tão bem – mas esta história sobre lamas e raízes tem uma vibe única que acaba por ser divertida. A produção teve alguns problemas; o que vale é que a Disney conseguiu um filme minimamente coerente. E – aqui entre nós – o número musical de Sting “My funny Friend and Me” não é assim tão mau. Joshua Rothkopf

35
Bolt (2008)

Bolt (2008)

Uma Aventura em CGI que chega aos calcanhares da Pixar.
 
Deve ter sido frustrante para a Disney quando os seus associados na Pixar (sem falar dos desconhecidos que trabalham na Dreamworks e na Blue Sky) começaram a ultrapassá-los nas bilheteiras. A resposta que deram foi Bolt, uma aventura divertida sobre um cão que era uma estrela de cinema. O hamster geek Rhino é das melhores partes do filme. Tom Huddleston

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As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo (1949)

As Aventuras de Ichabod e Sr. Sapo (1949)

Truques e um miminho de duas curtas dos anos 40.
 
A Segunda Grande Guerra impediu que os planos de Walt Disney para rodar O Vento nos Salgueiros avançassem. Uma versão mais curta, Sr. Sapo, acabou por ser lançada em dois filmes, juntamente com outra curta – uma adaptação do assustador A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, um livro de Washington Irving. Sr. Sapo é um regalo, troteando a um ritmo acelerado. Já A cena final de As Aventuras de Ichabold, quando os cavaleiros aterrorizam o director da escola trinca-espinhas é um clássico para os sustos entre família. Cath Clarke

33
O Rato Basílio – O Grande Mestre dos Detectives (1986)

O Rato Basílio – O Grande Mestre dos Detectives (1986)

O Sherlock afinal guincha!
 
A Disney volta a meter o nariz num romance britânico infantil (Basil of Baker St., de Eve titus) para nos trazer a história de um rato que mora numa cave da Rua Baker, n.º 221B. Não corresponde exactamente aos standards clássicos, mas as personagens são animadas, o elenco que lhe dá voz (inclui Vincent Price) foi bem escolhido e a representação da Londres vitoriana é surpreendentemente atmosférica. Tom Huddleston
 

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32
Papuça e Dentuça (1981)

Papuça e Dentuça (1981)

Meu, somos todos iguais debaixo do nosso pêlo.
 
Esta é uma doce e comovente história sobre a amizade entre uma jovem raposa e um cão de caça que em crianças moravam lado a lado e que se encontram mais tarde na floresta enquanto inimigos. O filme diz o suficiente sobre preconceito e a inocência da idade para não ser desconsiderado como algo menor. Dave Calhoun

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As Extra Aventuras de Winnie the Pooh (1977)

As Extra Aventuras de Winnie the Pooh (1977)

A Disney troca um rato traquinas por um urso nobre.
 
O último filme da Disney no qual Walt esteve envolvido não é bem um filme, é mais um conjunto de três curtas que já tinham sido lançadas nos anos 60 (do século XX) mais uma nova. Visualmente muito estático, Winne the Pooh depende do encanto das personagens originais de AA Milne para ser divertido – embora o conceito do narrador que folheia as páginas da história acabe por nos dar algumas boas piadas animadas. Igor (também conhecido como Bisonho) seria a estrela do espectáculo se aparecesse mais. Alex Dudok de Wit

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30
Lilo & Stitch (2002)

Lilo & Stitch (2002)

A Disney assalta o catálogo dos Looney Tunes.
 
Sendo mais parecido com uns certos desenhos animados sobre um diabo-da-Tasmânia do que com um típico filme da Disney, Lilo & Stitch é uma descarga rara de diversão caótica no meio de tantos contos-de-fadas cheios de moral. A história sobre uma doce menina havaiana e o seu louco e voraz companheiro extraterrestre – que é obcecado por Elvis – é um caos sem fim, mas no melhor sentido possível. Tom Huddleston

29
O Corcunda de Notre Dame (1996)

O Corcunda de Notre Dame (1996)

Raça, motins, religião e rudeza – é a Disney a tornar-se mais sombria.
 
Quem estava à espera que a Disney transformasse o famoso, determinado e complexo romance anti-religioso de Victor Hugo numa alegre comédia familiar estava apenas meio certo. Este é, sem dúvida, o filme mais sombrio da Disney até à data, abordando temas como obsessão sexual, hipocrisia religiosa e materialismo excessivo. Tudo bem que no final todos vivem felizes para sempre, mas é uma viagem tenebrosa até lá. Tom Huddleston

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28
Winnie the Pooh (2011)

Winnie the Pooh (2011)

Urso cheiinho não consegue controlar o seu vício por mel.
 
Este filme segue Pooh e os seus amigos (Igor, Tigre e companhia) em busca do doce tesouro dourado, chegando inclusive a navegar por um mar de mel numa sequência visual especialmente bonita. É um favorito. Keith Uhlich
 

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As Aventuras de Bernardo e Bianca (1977)

As Aventuras de Bernardo e Bianca (1977)

Não lhe chamam a casa dos ratos à toa.
 
Se por acaso têm a idade certa (levantem a mão), esta obra-de-arte foi exactamente a aventura entusiasmante e alucinante que na altura disseram que ia ser. Conta a história de uma equipa de salvamento constituída por ratos que vão em auxílio de uma rapariga órfã que é presa contra a sua vontade. As Aventuras de Bernardo e Bianca é dos melhores regressos da Disney: um sólido sucesso comercial e crítico depois de anos de fiascos. Joshua Rothkopf
 

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26
Tarzan (1999)

Tarzan (1999)

Ele é o Tarzan, não tens hipótese.
 
Tarzan é o último dos clássicos da Disney e, embora não seja como A Pequena Sereia ou A Bela e o Monstro, há muitas coisas que adoramos nele. A animação utilizada enquanto Tarzan se balança de liana em liana é espectacular e existem algumas piadas divertidas (“é uma subespécie de elefante?”, pergunta um dos gorilas ao olhar para o bebé recém-nascido). O sentimento que Tarzan carrega de não pertencer a lado nenhum – seja à família primata ou à humana – é surpreendentemente tocante e inspirador. Cath Clarke

25
Os Aristogatos (1970)

Os Aristogatos (1970)

Não é puuur-feito, mas ter músicas viciantes ajuda muito.
 
O primeiro filme que foi feito depois da morte de Walt Disney conta a história de uma gata aristocrata e da sua ninhada, que tenta reivindicar a fortuna roubada com a ajuda de um gato vadio. Uma aventura encantadora, com muitas cenas que metem música – como a versão jazz de “Toda a Gente Quer a Vida Que um Gato Tem” – para sapatear e dançar um bom bocado. Keith Uhlich

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24
A Princesa e o Sapo (2009)

A Princesa e o Sapo (2009)

Setenta anos depois, temos finalmente uma heroína da Disney de ascendência africana.
 
Era o retro quem mais ordenava quando a Disney decidiu fazer o seu primeiro filme desenhado à mão em anos. O resultado parece-nos tão clássico quanto moderno, tem a narrativa clássica de sempre e como pano de fundo uma Nova Orleães alimentada pela banda sonora memorável de Randy Newman e pelo elenco que lhe dá voz. É também incrivelmente bonito e comovente. Tom Huddleston
 

23
Hércules (1997)

Hércules (1997)

Uma prenda dos deuses da animação.
 
Algumas pessoas acham que as piadas de Hércules são irritantes, mas estão enganadas. A Disney lidou com a Grécia Antiga e os seus mitos de forma peculiar e reinventou Hércules como um guerreiro amável, mas muito cabeça oca. No entanto, este filme é um triunfo. É, de forma completamente contagiante, divertido e está cheio de piadas que até nos fazem engasgar. O melhor de tudo é o delicioso vilão Hades e os seus parceiros azarados Dor e Pânico. Cath Clarke
 

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22
As Aventuras de Peter Pan (1953)

As Aventuras de Peter Pan (1953)

Não vão rebolar, mas dá para rir.
 
Mantendo-se afastada da escuridão, a Disney tornou a peça de JM Barrie em algo bem animado. O Capitão Gancho é o adorável mauzão, perseguido à força toda por um crocodilo faminto. A acção incrível, entretanto, sugere que a equipa da Disney tinha o olho nos Looney Tunes, da Warner Bros. É a melhor adaptação de todos os tempos da peça de Barrie. Trevor Johnston

21
Moana (2016)

Moana (2016)

Navegar, navegar.

Histórias de princesas ousadas que realizam seu potencial não são propriamente novas. Mas o que eleva Moana acima da concorrência é o seu total compromisso com princípios feministas, argumento espirituoso, boas melodias e, acima de tudo, Dwayne "The Rock" Johnson como o semi-deus Maui. Um daqueles idiotas musculados, ensimesmados, mas bem-intencionados, que caem sempre bem nos desenhos animados da Disney. Dave Calhoun

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20
Alice no País das Maravilhas (1951)

Alice no País das Maravilhas (1951)

Walt deixa as coisas um pouco estranhas.
 
Durante anos, Walt Disney quis transformar o livro infantil surreal de Lewis Carroll numa animação e quando finalmente conseguiu, no início dos anos 50, ficou muito perto da versão original. Fiel às ilustrações de John Tenniel (com o toque fofinho da Disney, claro), criou uma carta de amor à imaginação visual e à linguagem inventiva e construtiva de Carroll. Uma pena que não consiga transformar a odisseia da colegial Alice numa história assim tão satisfatória. Trevor Johnston

19
Robin dos Bosques (1973)

Robin dos Bosques (1973)

O estilo fora-de-lei hippie chega à floresta Sherwood.
 
A decisão do realizador de O Livro da Selva, Wolfgang Reitherman, de transferir o texto forçado e à cowboy para a antiga Inglaterra poderia ter sido uma péssima ideia. Mas Robin dos Bosques tem uma natureza tão boa que é impossível queixarmo-nos. O pequeno orçamento significava que todas as personagens tinham sido retiradas de êxitos anteriores (vejam o João Pequeno, o urso castanho), contudo, isso só acabou por dar mais charme ao filme. Tom Huddleston
 

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18
O Rei Leão (1994)

O Rei Leão (1994)

O círculo da vida volta a pôr a Disney no topo.
 
Toda a gente (e isso inclui todas os animadores da Disney que queriam trabalhar em Pocahontas) ficou estupefacta quando O Rei Leão foi um sucesso de bilheteiras em 1994. Mas não é difícil perceber porquê. Os heróis são afáveis e é fácil sentirmo-nos ligados a eles, enquanto Scar é dos melhores vilões de sempre, aborrecido e diabólico em igual medida. A banda sonora de Tim Rice e Elton John é melódica e fácil de cantarolar. A animação é magnífica. Cath Clarke 

17

Força Ralph (2012)

Chega de ser mauzão.

À noite, num salão de jogos vazio, o vilão de um videojogo – Ralph (inspirado em John C Reilly, que aliás lhe dá voz) – decide mudar de carreira. Embora carregado de nostalgia de 8-bits, Força Ralph acaba por ser revigorante: uma história sincera sobre como encontrar a nossa própria identidade. Joshua Rothkopf

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16
Entrelaçados (2010)

Entrelaçados (2010)

Uma vilã muito moderna.
 
A história da Rapunzel é nesta versão da Disney, completamente renovada e apresenta-nos uma princesa irrequieta que não precisa de um príncipe encantado que a ajude a fugir da torre. Um filme quase vintage que transborda de energia e humor. O melhor é mesmo a vilã, a mãe Gothel, que se parece com a Cher e que age como se fosse uma mãe fixe pronta para partir uns pratos. Cath Clarke

15
Zootrópolis (2016)

Zootrópolis (2016)

Com unhas e dentes.

Imaginem Los Angeles Confidencial com um elenco de animais que falam e já ficam com uma ideia do que esperar deste inventivo, espirituoso e inesperadamente perturbador clássico moderno da Disney. Todas as suas amigas se riem quando Judy, uma coelhinha fofa, anuncia a sua intenção de se juntar à força policial de Zootrópolis, mas ela não tarda em seguir um rastro de corrupção, crime e assassinato carnívoro…

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14
Aladino (1992)

Aladino (1992)

Começa aqui uma nova era para a animação.
 
Foi Aladino que veio anunciar a era moderna da animação. Na sequência dos tesouros dentro da cave, foi aplicada uma nova técnica digital da Disney. A presença de Robin Williams, por sua vez, foi um marco inédito por ser das primeiras vezes que uma celebridade dava voz a um filme de animação. Mas mais importante do que isso, o sucesso do filme veio provar que as pessoas estavam novamente prontas para dar o dinheiro para se maravilharem com o espectáculo da animação. Tom Huddleston

13
Frozen: O Reino do Gelo (2013)

Frozen: O Reino do Gelo (2013)

Voltar ao início com um conto-de-fadas cintilante.
 
Eis um regresso à era dos clássicos da Disney, na qual são utilizadas as palavras certas e no qual aparecem músicas do nada. A quantidade de coisas brilhantes e reluzentes pode até ser suficiente para disfarçar os ideais tradicionais, mas não podemos negar o elevado valor de entretenimento que o filme tem: Frozen: O Reino do Gelo é animadíssimo, tem um ritmo alucinante e é encantadoramente brincalhão. Tom Huddleston
 

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12
A Bela Adormecida (1959)

A Bela Adormecida (1959)

A bruxa má é a estrela do espectáculo.
 
Não lhe chamam a mestre do mal em vão. Maléfica é muito provavelmente a pior vilã de todas as vilãs da Disney, amaldiçoando a recém-nascida princesa Aurora e condenando-a a furar o seu dedo no fuso de uma roca antes de completar 16 anos. Porquê? Porque não foi convidada para o baptizado da pequena. Isto sim é levar as coisas a peito! Cath Clarke

11
A Dama e o Vagabundo (1955)

A Dama e o Vagabundo (1955)

Amor entre cães.
 
É conhecido por ter aquela cena do beijo com esparguete – uma cena lendária que Walt Disney quase quis cortar. Mas A Dama e o Vagabundo tem outros momentos encantadores: o guião foi escrito com base nas histórias que os escritores e executivos do estúdio partilhavam sobre os seus animais. Um verdadeiro produto de amor. Joshua Rothkopf
 

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Os piores e melhores filmes da Disney

10
A Pequena Sereia (1989)

A Pequena Sereia (1989)

A Disney volta a ter o seu encanto.
 
Esta alegre adaptação do conto-de-fadas de Hans Christian Andersen estabeleceu um novo padrão na animação da Disney. Essa fórmula – pegar numa história que todas as pessoas conhecem, de preferência com uma princesa destemida, e depois acrescentar uma data de músicas oceânicas – ainda funciona. Mas A Pequena Sereia tem também uma importância emocional e uma mensagem sobre perseverança… além da bruxa Úrsula que está entre as nossas vilãs da Disney preferidas. Guy Lodge
 

9
Cinderela (1950)

Cinderela (1950)

O início de algo muito bonito.
 
Os elementos básicos da história são agora os fundamentos de qualquer fórmula da Disney: uma heroína corajosa, um grupo de animais seus sidekicks e a promessa de uma transformação total. Felizmente, o encanto excessivo acabou por ser irresistível. Se gostam dos parques de diversões da marca (aquele castelo é-vos familiar, não é?), então têm aqui o filme que permitiu que eles existissem. Joshua Rothkopf
 

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8
A Bela e o Monstro (1991)

A Bela e o Monstro (1991)

A magia acontece.
 
Engenhoso e encantador, confiante e cheio de uma inocência reconfortante, A Bela e o Monstro transporta-nos para os dias gloriosos da Disney. Mas também fez com que o estúdio atingisse um novo patamar, tornando-se no primeiro filme de animação a ser nomeado para a categoria de Melhor Filme nos Óscares. O que funciona aqui tão bem? O coração da história e uma banda sonora ao estilo da Broadway, sem falar nos objectos falantes no castelo, que são adoráveis e podiam ir já viver para as prateleiras lá de casa. Trevor Johnson

7
O Livro da Selva (1967)

O Livro da Selva (1967)

Os hippies estão a invadir os estúdios.
 
Será que os animadores da Disney estavam a fumar qualquer coisa ilícita quando filmaram O Livro da Selva? Olhem para os abutres (incrivelmente parecidos com os Beatles). Vibe dos anos 60 à parte, O Livro da Selva tem como protagonistas algumas das personagens favoritas da Disney, incluindo o urso Balu (o Bill Murray de todos os ursos) e o diabólico Shere Khan. E as suas músicas até hoje ainda não foram igualadas: “Bare Necessities” e “I Wanna Be Like You” são divinais. Cath Clarke

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6
Bambi (1942)

Bambi (1942)

O filme favorito de Walt Disney (ele próprio o afirmou).
 
Na época medieval, quando se pretendia saber se as pessoas estavam ligadas à bruxaria despejavam-nas na água. Talvez pudessem fazer o mesmo com assassinos em série nos dias de hoje, mas com a cena em que a mãe do Bambi morre. Walt Disney disse:“[Bambi é]o melhor filme que alguma vez fiz e o melhor que Hollywood alguma vez lançou”. E talvez tivesse razão. É óbvio que Tambor deveria ter ganho um Óscar de Melhor Actor Secundário. Cath Clarke

5
101 Dálmatas (1961)

101 Dálmatas (1961)

Eu tenho 99 problemas…
 
OK, talvez seja ela a pior vilã de todas as vilãs da Disney (não é fácil chegar a um veredicto final). Onde um de nós vê um cachorrinho adorável, Cruella de Vil vê uma peça de roupa que poderá estar na moda e o seu plano é transformar 99 cães fofinhos num belo casaco. Tendo Londres como pano de fundo, 101 Dálmatas leva a Disney até à idade moderna, dispensado as fadas-madrinhas e as princesas. E os latidos à meia-noite mostram a Disney no seu melhor. Cath Clarke

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4
Fantasia (1940)

Fantasia (1940)

O velho clássico no seu melhor.
 
Enquanto O Aprendiz de Feiticeiro estava em pós-produção para assinalar o regresso do rato Mickey, Walt Disney decidiu que a curta de animação tinha de ter desenhos ao som de música clássica e foi assim que surgiu Fantasia. Sublime e meio disparatado (até existe um crocodilo a fazer ballet e o próprio diabo), este filme é dos melhores do estúdio. Keith Uhlich

3
A Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

A Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

A primeira longa metragem de animação da Disney é, sem qualquer esforço, simplesmente encantadora.
 
Pode não ter sido o primeiro filme de animação, mas com A Branca de Neve e os Sete Anões Walt Disney e os seus animadores criaram um novo género. Olhem para Frozen e vejam os avanços que a animação já fez. A Branca de Neve tem uma heroína corajosa, homens bem compostos, embora pouco dados à inteligência, uma animação bonita, músicas inesquecíveis e a melhor femme fatale da história do cinema. Tom Huddleston

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Dumbo (1941)

Dumbo (1941)

Ninguém tem culpa de que ele tenha umas orelhas tão grandes.
 
De forma pouco inspiradora, a ideia para Dumbo adveio de um protótipo para um brinquedo novo. Mas esta história sobre um elefante bebé que nasceu num circo é doce, tocante e cheia de energia. O enredo é profundamente triste, com uma mãe separada do seu filho. A dança jazz que os elefantes cor-de-rosa fazem quando o Dumbo fica bêbado por engano é uma cena para nunca mais esquecer. Dave Calhoun

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Pinóquio (1940)

Pinóquio (1940)

Será este o melhor filme de animação de sempre?
 
O ponto mais alto das invenções da Disney chega com a segunda longa-metragem – que continua a ser a mais mágica que os estúdios alguma vez fizeram. O filme começa com um grilo a cantar docemente e depois mergulha em cenas que mais parecem ter sido tiradas de um pesadelo: o narigão crescente do Pinóquio é das metáforas mais sinistras e profundas da história da animação. Contendo um universo de ansiedade e maravilha, Pinóquio não é senão imortal. Joshua Rothkopf

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