Desenhos animados adultos
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Os melhores desenhos animados para adultos

Politicamente incorrecto é o termo certo para o que se segue. Vejas estas 15 séries de desenhos animados para adultos.

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Bem sabemos que o politicamente incorrecto nem sempre tem lugar. Talvez por isso é que as séries de animação para adultos – e não, não estamos a falar de pornografia japonesa – tenham cada vez mais adeptos ferverosos. Sinais dos tempos que se começam a reflectir também na oferta, com material novo a chegar todos os anos. Na lista abaixo estão alguns exemplos daquilo que pode ver para se ofender à-vontade (ou nem tanto, dependendo do seu poder de encaixe). Garantidas estão as gargalhadas; do cão satânico aos guardas florestais, passando por clássicos como Family Guy ou South Park, estes são os desenhos animados para adultos que precisa de conhecer. Ou de rever.

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15 desenhos animados para adultos

1. American Dad

Provando que cão velho afinal ainda aprende truques, Seth MacFarlane deu-nos, em 2005, esta criação independente de Family Guy. E tal como o antecessor, American Dad tem momentos que nos amacia para depois alfinetar no sítio certo, arrancando aquele sorriso que não esperávamos ou uma gargalhada mais audível. Passado na fictícia Langley Falls, no estado da Virgínia, somos levados a casa da família Smith para ver de perto como Steve (o filho nerd), Francine (a mulher não muito inteligente), Haley (a filha hippie) e San (o pai, patriarca e agente da CIA) lidam com o seu quotidiano. A juntar à festa, e para jubilo de quem vê, está Roger (o alien que Stan resgatou e que nos dá alguns dos melhores pedaços da série).

Disney+

2. Big Mouth


Co-criada por Nick Kroll (que também empresta sua voz a muitas personagens), esta série da Netflix oferece uma exploração intransigente da idade da pré-puberdade e mesmo da adolescência, mostrando aquilo que muitos de nós já esquecemos sobre crescer. Big Mouth segue um grupo de jovens que enfrentam novos dilemas emocionais e excitações físicas, à medida que vão aprendendo a lidar com a sua sexualidade emergente, lutando contra a estranheza diariamente. Mas crescer sozinho é difícil, por isso, pelo meio, têm a companhia dos seus monstros hormonais. Um deles, Maurice, é o protagonista dos minutos perfeitos no vídeo acima.
Netflix
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3. BoJack Horseman

Uma adivinha: Aaron Paul entra numa das melhores séries de sempre como sidekick do protagonista; qual é a série? Breaking Bad? Errado. BoJack Horseman. Interpreta o indigente, assexuado e engenhoso Todd Chavez, que apareceu para uma festa na mansão de BoJack, e foi ficando. Há cinco anos. BoJack é uma antiga celebridade de TV caída no esquecimento, amargurada e a braços com a depressão e o alcoolismo. A série faz o difícil equilíbrio entre a sátira, o humor negro, uma leitura adulta de Hollywood (da fama às drogas, do racismo ao MeToo) e a tristeza em que mergulha as personagens. Há seis temporadas para ver desta série animada e aprender a extensão do género sadcom.

Netflix

4. Brickleberry

Daniel Tosh, figura do canal Comedy Central e cara do programa Tosh.O, estava no auge da sua fama quando emprestou a voz a esta série previsivelmente bruta, na qual teve também o papel de produtor executivo. A acção acontece no Parque Nacional de Brickleberry, onde um grupo de guardas florestais idiossincráticos (Steve, Denzel, Ethel, Connie e Woody) se envolve em todo tipo de parvoíces. A juntar a isto está um urso falante (com a voz de Tosh), Malloy, companheiro inesperável de Woody e génio do mal em muitas situações. Ao fim de três temporadas, a série acabou por ser cancelada, mas não sem antes garantir uma audiência fiel.

Disney+

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5. Clarence

De todos os títulos é talvez o mais "leve": não há profanidade, nem nudez, não há mortes, não há grande coisa a apontar-lhe ao nível da legalidade mas, ainda assim, Clarence consegue ser uma obra-prima de simplicidade para adultos. Seguindo as aventuras do homónimo Clarence, um rapaz que consegue ver sempre a parte boa das coisas, e dos seus amigos, somos levados às peripécias dentro e fora da escola, tudo num tom calmo mas com salpicos hilariantes.

HBO Max

6. Desencantamento

Criada por Matt Groening, e desenvolvida pelo próprio com Josh Weinstein, que durante alguns anos também foi um dos responsáveis máximos por Os Simpsons, Desencantamento é uma sátira pop passada numa versão efabulada da Idade Média. Um conto de fadas com dose reforçada de cinismo e ironia, que vem completar um tríptico animado em que Os Simpsons, no ar desde 1989, satiriza o presente e Futurama, a outra série animada do ilustrador americano, criticava o presente a partir do futuro. Os protagonistas desta história são Bean, uma princesa alcoólica e insubmissa; Luci, o demónio estouvado que a segue para todo o lado; e um elfo chamado Elfo, que deixa o idílio florestal onde vivia porque quer conhecer outras emoções além da alegria e se apaixona pela princesa.

Netflix

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7. Family Guy

Durante a sequência de créditos de abertura, Peter Griffin e Lois, a sua mulher, perguntam em voz alta: "Onde estão esses bons valores de antigamente nos quais podíamos confiar?" A resposta pode muito bem ser "aqui", se retirássemos a Family Guy grande parte da piada. Felizmente, Seth McFarlane não está para isso e continua a empurrar os limites do aceitável a cada nova temporada. É certo que, com a fama, há muito conteúdo que já não pode passar, e a série perde um bocadinho com essa guinada, mas continua a ser uma óptima forma de gastar 20 minutos.

Disney+

8. F Is For Family

O comediante Bill Burr leva-nos de volta à década de 1970 neste desenho animado semi-autobiográfico da Netflix, que é previsivelmente forte em linguagem obscena e risos grosseiros. E é o próprio Burr que encontramos pelo caminho na voz do americo-irlandês Frank Murphy, um "pai de subúrbio" que ama duas coisas intensamente: família e televisão. Mas, dos dois, é difícil percebermos qual deles vai à frente. A série está carregada de referências da época, além de nos levar às lágrimas com a profanidade e de nos fazer ferver o sangue com as pontadas comportamentais do nosso herói de colarinho azul.

Netflix

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9. Love, Death & Robots

Eis o que acontece quando David Fincher, na sua faceta de produtor televisivo (House of Cards, Caçador de Mentes) une esforços com o realizador de Deadpool, Tim Miller. Uma série antológica, de animação para adultos, com uma adesão entusiástica do público e cinco Emmys na prateleira. Acção, ficção científica, terror ou comédia violenta: o existencialismo é gender free.

Netflix

10. Mr. Pickles

O que é que se pode dizer de uma série cujo personagem principal é um Border Collie satânico? É assim a trama de Mr. Pickles, nome do cão da família Goodman que, como o nome indica, e além do satanismo, gosta também de pickles. Tudo acontece em Old Town, onde Mr. Pickles e Tommy, o membro mais novo da família, partem em aventuras constantes, ainda que nem o miúdo nem o resto da família ou da cidade conheçam a verdadeira identidade do cão. Apenas o avô parece consciente do perigo. A série correu de 2014 a 2019 no Adult Swim e foi criada pelas mãos e pelas mentes de Will Carsola e Dave Stewart.

HBO Max

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11. Paradise PD

Bem-vindos à cidade fictícia de Paradise, onde os polícias são maus numa escala épica. E não é mau no sentido de corruptos, mas no sentido de verdadeiramente incompetentes. Dos mesmos criadores de Brickleberry, Paradise PD vira-se para outros tópicos mas nunca anda longe daquilo que nos apaixonou na primeira aventura: estupidez, drogas, linguagem completamente absurda, niilismo, incesto... enfim. Naturalmente, tudo boas razões a contribuírem para um visionamento compulsivo.

Netflix

12. Rick e Morty

Há poucos desenhos para adultos que cheguem a tantas demografias (e as condensem), capturando o espírito moderno com a destreza com que Rick e Morty o faz. Com o universo literalmente à sua disposição, um génio alcoólico chamado Rick e o seu neto, Morty, percorrem tempo e espaço em missões hilariantes. Enquanto isso, o impacto cultural do programa permanece palpável, com um molho Sezchuan mais vendido e uma série de frases para mostrar. Wubba Lubba Dub Dub!

HBO Max

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13. Scott Pilgrim Dá o Salto

Era uma vez um jovem canadiano de 23 anos, de seu nome Scott Pilgrim, que conhece finalmente Ramona, literalmente a rapariga dos seus sonhos. Mas, para poderem ficar juntos, Scott terá de derrotar os sete maléficos ex-namorados (os Evil Exes) da sua recém-descoberta paixão. Depois do filme e do videojogo, este universo narrativo ganhou agora uma nova dimensão com a série de animação Scott Pilgrim Dá o Salto. Os actores Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Brie Larson, Kieran Culkin, Anna Kendrick ou Aubrey Plaza estão de regresso aos papéis que interpretaram na longa-metragem Scott Pilgrim contra o Mundo, de 2010.

Netflix

14. South Park

É a grande série de animação para adultos. Se por um lado retrata o quotidiano absurdo de quatro amigos, como tantas outras, por outro é ousada como poucas, ou seja, serve-se das asneiras, do humor surreal, de tudo quanto seja chocante para fazer das boas. Já vamos na 26.ª temporada e a série está programada para ser exibida até à 30.ª, que deve estrear lá para 2027. E está tudo disponível no site oficial.
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15. Undone

Criado por Kate Purdy e Raphael Bob-Waksberg (BoJack Horseman), Undone é uma série animada sobre uma jovem mulher que tenta desvendar o seu passado e descobrir como o seu pai foi morto. Rosa Salazar é Alma Winograd-Diaz, que é transposta para o pequeno ecrã em desenho. A jovem leva a sua vida mundana, até que um acidente quase fatal lhe provoca visões do seu falecido pai. Nestas aparições, o pai convence-a a viajar no tempo na esperança de que consiga alterar o curso dos acontecimentos e evitar a sua morte. Tudo isto provoca alterações na suas relações e faz com que os que são mais próximos dela questionem o seu bem-estar mental.

Prime Video

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