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Brickleberry
©Comedy Central Brickleberry

Dez desenhos animados para adultos que precisa de conhecer

Politicamente incorrecto é o termo certo para o que se segue. Conheça estes dez desenhos animados para adultos

Por Tiago Neto
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Bem sabemos que, nesta fase, o politicamente incorrecto nem sempre tem lugar. Talvez por isso é que as séries de animação para adultos – e não, não estamos a falar de pornografia japonesa – tenham cada vez mais adeptos ferverosos. Sinais dos tempos que se começam a reflectir também na oferta, com material novo a chegar todos os anos, ainda que muito dele fique pelo caminho volvida uma temporada. Na lista abaixo estão alguns exemplos daquilo que pode ver para se ofender à-vontade (ou nem tanto, dependendo do seu poder de encaixe). Garantidas estão as gargalhadas; do cão satânico aos guardas florestais, passando por clássicos como os Griffin, de Family Guy, ou a pequena cidade do Colorado, South Park, estes são os desenhos animados para adultos que precisa de conhecer. Ou de rever.

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Dez desenhos animados para adultos

Brickleberry

Daniel Tosh, figura do canal Comedy Central e cara do programa Tosh.O, estava no auge da sua fama quando emprestou a voz a esta série previsivelmente bruta, na qual teve também o papel de produtor executivo. A acção acontece no Parque Nacional de Brickleberry, onde um grupo de guardas florestais idiossincráticos (Steve, Denzel, Ethel, Connie e Woody) se envolve em todo tipo de parvoíces. A juntar a isto está um urso falante (com a voz de Tosh), Malloy, companheiro inesperável de Woody e génio do mal em muitas situações. Ao fim de três temporadas, a série acabou por ser cancelada, mas não sem antes garantir uma audiência fiel. 

Mr. Pickles

O que é que se pode dizer de uma série cujo personagem principal é um Border Collie satânico? É assim a trama de Mr. Pickles, nome do cão da família Goodman que, como o nome indica, e além do satanismo, gosta também de pickles. Tudo acontece em Old Town, onde Mr. Pickles e Tommy, o membro mais novo da família, partem em aventuras constantes, ainda que nem o miúdo nem o resto da família ou da cidade conheçam a verdadeira identidade do cão. Apenas o avô parece consciente do perigo. A série correu de 2014 a 2019 no Adult Swim e foi criada pelas mãos e pelas mentes de Will Carsola e Dave Stewart.

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South Park

A já clássica sitcom animada de Trey Parker e Matt Stone está disponível na Netflix desde o final de 2019. Mas com um asterisco: por enquanto, só se encontra uma pequena fracção dos mais de 300 episódios da série no serviço de streaming. É o suficiente para uma pessoa se rir e matar saudades da pandilha de South Park, mas está longe, muito longe, de ser a melhor maneira de acompanhar as suas aventuras. 

Family Guy

Durante a sequência de créditos de abertura, Peter Griffin e Lois, a sua mulher, perguntam em voz alta: "Onde estão esses bons valores de antigamente nos quais podíamos confiar?" A resposta pode muito bem ser "aqui", se retirássemos a Family Guy grande parte da piada. Felizmente, Seth McFarlane não está para isso e continua a empurrar os limites do aceitável a cada nova temporada. É certo que, com a fama, há muito conteúdo que já não pode passar, e a série perde um bocadinho com essa guinada, mas continua a ser uma óptima forma de gastar 20 minutos.

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Rick And Morty

Há poucos desenhos para adultos que cheguem a tantas demografias (e as condensem), capturando o espírito moderno com a destreza com que Rick And Morty o faz. Com o universo literalmente à sua disposição, um génio alcoólico chamado Rick e o seu neto, Morty, percorrem tempo e espaço em missões hilariantes. Enquanto isso, o impacto cultural do programa permanece palpável, com um molho Sezchuan mais vendido e uma série de frases para mostrar. Wubba Lubba Dub Dub!

Big Mouth

Co-criada por Nick Kroll (que também empresta sua voz a muitas personagens), esta série da Netflix oferece uma exploração intransigente da idade da pré-puberdade e mesmo da adolescência, mostrando aquilo que muitos de nós já esquecemos sobre crescer. Big Mouth segue um grupo de jovens que enfrentam novos dilemas emocionais e excitações físicas, à medida que vão aprendendo a lidar com a sua sexualidade emergente, lutando contra a estranheza diariamente. Mas crescer sozinho é difícil, por isso, pelo meio, têm a companhia dos seus monstros hormonais. Um deles, Maurice, é o protagonista dos minutos perfeitos no vídeo acima.

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F Is For Family

O comediante Bill Burr leva-nos de volta à década de 1970 neste desenho animado semi-autobiográfico da Netflix, que é previsivelmente forte em linguagem obscena e risos grosseiros. E é o próprio Burr que encontramos pelo caminho na voz do americo-irlandês Frank Murphy, um "pai de subúrbio" que ama duas coisas intensamente: família e televisão. Mas, dos dois, é difícil percebermos qual deles vai à frente. A série está carregada de referências da época, além de nos levar às lágrimas com a profanidade e de nos fazer ferver o sangue com as pontadas comportamentais do nosso herói de colarinho azul.

American Dad

Provando que cão velho afinal ainda aprende truques, Seth MacFarlane deu-nos, em 2005, esta criação independente de Family Guy. E tal como o antecessor, American Dad tem momentos que nos amacia para depois alfinetar no sítio certo, arrancando aquele sorriso que não esperávamos ou uma gargalhada mais audível. Passado na fictícia Langley Falls, no estado da Virgínia, somos levados a casa da família Smith para ver de perto como Steve (o filho nerd), Francine (a mulher não muito inteligente), Haley (a filha hippie) e San (o pai, patriarca e agente da CIA) lidam com o seu quotidiano. A juntar à festa, e para jubilo de quem vê, está Roger (o alien que Stan resgatou e que nos dá alguns dos melhores pedaços da série).

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Clarence

De todos os títulos é talvez o mais "leve": não há profanidade, nem nudez, não há mortes, não há grande coisa a apontar-lhe ao nível da legalidade mas, ainda assim, Clarence consegue ser uma obra-prima de simplicidade para adultos. Seguindo as aventuras do homónimo Clarence, um rapaz que consegue ver sempre a parte boa das coisas, e dos seus amigos, somos levados às peripécias dentro e fora da escola, tudo num tom calmo mas com salpicos hilariantes. 

Paradise PD

Bem-vindos à cidade fictícia de Paradise, onde os polícias são maus numa escala épica. E não é mau no sentido de corruptos, mas no sentido de verdadeiramente incompetentes. Dos mesmos criadores de Brickleberry, Paradise PD vira-se para outros tópicos mas nunca anda longe daquilo que nos apaixonou na primeira aventura: estupidez, drogas, linguagem completamente absurda, niilismo, incesto... enfim. Naturalmente, tudo boas razões a contribuírem para um visionamento compulsivo.

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