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A II Guerra Mundial em dez filmes

A II Guerra Mundial é o conflito mais recriado no cinema e continuam a fazer-se filmes passados nessa época. Eis dez títulos, entre mais antigos e recentes, onde a II Guerra Mundial e os seus combates são retratados em terra, no mar e no ar

©DR
A Odisseia do Submarino 96

Uma selecção de filmes americanos, mas também ingleses, alemães, russos, japoneses e até um brasileiro ambientados em várias fases e cenários da II Guerra Mundial, assinados por realizadores como Andrzej Wajda, René Clément, Andrei Tarkovsky, Richard Attenborough ou Wolfgang Petersen.

A II Guerra Mundial em dez filmes

‘A Batalha do Rail’, de René Clément (1946)

Rodado um ano depois do final da II Guerra Mundial, e interpretado por actores amadores, este filme de René Clément centra-se nas acções de sabotagem de linhas e comboios feitas pelos ferroviários franceses durante a ocupação alemã, em especial no período que mediou entre o desembarque dos Aliados na Normandia e a entrada destes em Paris, em 1944.

‘Morrer como um Homem’, de Andrzej Wajda (1957)

A segunda longa-metragem do recentemente falecido realizador polaco passa-se em 1944, numa Varsóvia levantada contra o ocupante alemão. Vendo tudo perdido, um punhado de resistentes tenta escapar pelo sistema de esgotos da cidade. Os sobreviventes acabam por deparar com o exército soviético parado do outro lado do rio, abstendo-se de intervir.

‘A Infância de Ivan’, de Andrei Tarkovsky (1962)

É durante a invasão da União Soviética pelos alemães que decorre a acção do primeiro filme de fundo do autor de Solaris, que consegue encontrar lirismo no meio da carnificina. O Ivan do título é um órfão de 12 anos que arrisca a vida para trazer informações aos seus compatriotas sobre as movimentações das tropas ocupantes, sendo protegido e acarinhado por um trio de oficiais.

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‘A Batalha de Inglaterra’, de Guy Hamilton (1966)

A nata dos actores ingleses foi recrutada para esta espectacular e muito rigorosa recriação da Batalha de Inglaterra, travada entre a RAF e a Luftwaffe, do Verão ao início do Outono de 1940. Foram recuperados e postos a voar algumas dezenas de Spitfires e Hurricanes, enquanto que os aviões alemães vieram de Espanha e também de Portugal.

‘Heróis por Conta Própria’, de Brian G. Hutton (1970)

Esta produção interpretada por Clint Eastwood, Donald Sutherland e Telly Savalas, é uma raridade no género: um filme cinicamente desencantado e anti-heróico passado na II Guerra Mundial. Durante a invasão da Normandia, um grupo de soldados americanos tenta apoderar-se de uma fortuna em barras de ouro que os alemães deixaram para trás.

‘Uma Ponte Longe Demais’, de Richard Attenborough (1977)

Os filmes de guerra costumam retratar grandes triunfos e feitos históricos. No entanto, esta superprodução anglo-americana, constelada de estrelas, além de reconstituir um sério e sangrento falhanço dos Aliados na II Guerra Mundial, a Operação Market Garden, lançada na Holanda, em Setembro de 1944, passa também uma mensagem antiguerra.

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‘A Odisseia do Submarino 96’, de Wolfgang Petersen (1981)

O alemão Wolfgang Petersen realizou aqui o melhor, mais realista, mais autêntico e mais claustrofóbico filme de guerra submarina de sempre, passado num U-Boot durante a Batalha do Atlântico. Jürgen Prochnow personifica o comandante da nave, um papel que o levou para Hollywood. A produção fez construir duas réplicas de submarinos germânicos da II Guerra Mundial.

‘Yamato’, de Junia Satô (2005)

Entre os muitos filmes passados na II Guerra Mundial feitos por japoneses, este é um dos melhores e mais impressionantes. Baseado num livro da romancista e poeta Jun Henmin, Yamato conta a história da tripulação do poderoso navio de guerra homónimo, durante a batalha no Pacífico que levou ao seu afundamento pelos americanos, em Abril de 1945.

‘White Tiger’, de Karen Shakhnazarov (2012)

Inédito em Portugal, este filme russo é tão empolgante quanto intrigante. Um tanquista que sobreviveu como que por milagre à destruição do seu veículo, lança-se na perseguição de um misterioso tanque Tigre alemão. Este aparece de súbito e desaparece do mesmo modo, e já destruiu dezenas de blindados soviéticos. Será mesmo um tanque, ou uma entidade sobrenatural?

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‘A Estrada 47’, de Vicente Ferraz (2015)

Não estranhem que se fale português do Brasil neste filme. A acção passa-se entre os militares da FEB-Força Expedicionária Brasileira, que combateram integrados nas forças aliadas durante a Campanha da Itália, em 1943. O português Ivo Canelas também entra nesta fita, em que um punhado de sapadores entra em pânico e se perde da sua unidade.

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