A pré-história de Os Defensores

A estreia de 'Os Defensores', na sexta, será o culminar de dois anos de história da Marvel na Netflix
the defenders
©Sarah Shatz/Netflix
Por Luís Filipe Rodrigues |
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No princípio era o Demolidor, e o Demolidor estava na Netflix. Dois anos e quatro séries – Jessica Jones (2015), a segunda temporada de Demolidor (2016), Luke Cage (2016) e Punho de Ferro (2017) – mais tarde, os heróis das ruas de Nova Iorque encontram-se em Os Defensores. A série estreia-se na sexta-feira, e junta aos quatro protagonistas personagens secundárias como Stick, de Demolidor, Patsy Walker, de Jessica Jones, Misty Knight, de Luke Cage, Colleen Wing, de Punho de Ferro, ou Claire Temple, transversal a todas estas séries. Bem como os ninjas (e não só) da Mão. Se estes nomes não lhe dizem nada, está na hora de fazer a revisão da matéria dada. Ou de descobrir pela primeira vez estas séries da Marvel.

A pré-história de Os Defensores

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Demolidor (2015)

Foi a primeira e continua a ser a melhor série da Marvel na Netflix. Criada e produzida por Drew Goddard, com Charlie Cox no papel de Matt Murdock, o Demolidor, e um Vincent D'Onofrio em pico de forma como Wilson Fisk, o rei do crime de Nova Iorque. Uma série de acção lenta, contemplativa, violenta e magistralmente coreografada. Nunca tínhamos visto (e não voltámos a ver) um super-herói assim na televisão.

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Jessica Jones (2015)

É discutível que Jessica Jones possa ser considerada uma série de super-heróis. Mas é óptima televisão. Uma meditação de 13 episódios sobre stress pós-traumático e relações de poder, ancorada nas interpretações confiantes de Krysten Ritter, no papel da protagonista homónima, e David Tennant, como Kilgrave, um vilão controlador, que foi vítima de abuso e hoje é um abusador.

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Daredevil T2 (2016)

Facto: a segunda temporada de Demolidor não é tão boa como a primeira. Outro facto: a segunda temporada de Demolidor é melhor do que pelo menos 90% das restantes produções de super-heróis. O confronto entre o protagonista e o Justiceiro, outro vigilante, domina a primeira metade da temporada, mas eventualmente os ninjas da Mão revelam-se os verdadeiros antagonistas.

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Luke Cage (2016)

Outra série de super-heróis que transcende as limitações do género. Luke Cage é uma montanha de músculos à prova de balas. E é afro-americano. O que podia ser apenas um pormenor (apesar de nunca ser apenas isso) dá o mote, nas mãos do produtor Cheo Hodari Coker, para uma crítica ao racismo sistémico nos Estados Unidos e uma celebração da cultura negra americana.

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Punho de Ferro (2017)

É um tiro, ou melhor, um murro ao lado. Uma espécie de Arrow em pior, com um jovem milionário que regressa à civilização quando toda a gente o pensava morto. Finn Jones é Danny Rand, o Punho de Ferro, protector de K’un-Lun e inimigo mortal da Mão, nesta série de super-heróis envolta num orientalismo ambíguo. Esperava-se mais da parceria da Marvel com a Netflix.

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