As muitas vidas de King Kong

Agora que o gorila gigante está de regresso às telas em 'Kong: Ilha da Caveira', revisitamos as suas várias aparições cinematográficas desde 1933
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O primeiro King Kong
Por Eurico de Barros |
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Entre 1933 e 2005, o macaco mais famoso da história do cinema evoluiu muito. 2017 é o ano de regressar ao grande ecrã, com Kong: Ilha da Caveira, do realizador Jordan Vogt-Roberts e com Brie Larson e Samuel L. Jackson no elenco. Estreou na semana passada, altura perfeita para recordar as outras vidas de King Kong.  

Leia aqui a crítica do filme Kong: Ilha da Caveira.

As muitas vidas de King Kong

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‘King Kong’, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack (1933)

O filme original do duo Cooper e Schoedsack sobre um gorila gigante pré-histórico descoberto numa ilha remota e trazido para Nova Iorque foi um enorme sucesso à época, quando a Grande Depressão ainda flagelava os EUA e as pessoas acorriam aos cinemas em busca de evasão e entretenimento. King Kong é feito de temas e situações das narrativas aventurosas clássicas, caso do “mundo perdido”, povoado por criaturas pré-históricas, animais gigantes e tribos selvagens, e reflecte o interesse de longa data de Merian C. Cooper por gorilas, de onde nasceu a personagem de King Kong. O pioneiro dos efeitos especiais Willis O’Brien, que anos antes tinha trabalhado em O Mundo Perdido, de Harry Hoyt, baseado no livro homónimo de Conan Doyle, pode ser considerado o terceiro autor deste King Kong, graças ao seu aturado trabalho de animação imagem a imagem do gorila gigante e dos monstros da Ilha da Caveira. Um clássico absoluto e intemporal do cinema fantástico e de grandes aventuras, com Robert Armstrong, Bruce Cabot e Fay Wray na “bela que mata o monstro”.

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‘O Filho de King Kong’, de Ernest B. Schoedsack (1933)

Rodado à pressa para capitalizar na imensa popularidade de King Kong, O Filho de King Kong não teve, nem por sombras, o impacto popular, comercial e crítico do primeiro. A história centra-se na personagem de Carl Denham (Robert Armstrong), o herói de King Kong, que abandona Nova Iorque na sequência dos acontecimentos deste filme, e dos problemas legais que causaram, e regressa à Ilha da Caveira, agora em busca de um grande tesouro que poderá estar lá enterrado. Aparece-lhe então, e aos seus companheiros, um gorila albino, que Denham identifica como sendo o filho de King Kong, apesar de ser menos imponente e aterrorizador do que este, e que é baptizado de Pequeno Kong.  Os efeitos especiais voltaram a estar a cargo de Willis O’Brien.



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‘King Kong Versus Godzilla’, de Ishirô Honda (1962)

Na década de 60, os estúdios japoneses Toho adquiriram os direitos de utilização da personagem de King Kong, emparelhando-o com o monstro da casa, Godzilla, neste filme e num subsequente, King Kong Escapes (1967). King Kong Versus Godzilla foi rodado para celebrar os 30 anos da Toho, sendo o terceiro filme da série Godzilla. Teve uma versão americana, dobrada em inglês e com várias cenas alteradas e acrescentadas. Aqui, King Kong é capturado e trazido para o Japão pelo presidente de uma poderosa empresa farmacêutica, para ser utilizado numa campanha publicitária, e acaba a combater Godzilla, que entretanto reapareceu e começou a destruir tudo em seu redor, como habitualmente. Ambos os monstros foram interpretados por actores metidos em fatos que os representavam.



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‘King Kong’, de John Guillermin (1976)

Este remake actualizado do filme original foi produzido pelo lendário Dino de Laurentiis, ficando os efeitos especiais mecânicos e de maquilhagem a cargo de Rick Baker e Carlo Rambaldi. John Guillermin foi escolhido por De Laurentiis como realizador, depois de Roman Polanski ter declinado uma proposta sua. Jessica Lange estreou-se aqui no cinema, no papel que foi de Fay Wray no King Kong de 1933, com Jeff Bridges no equivalente desempenhado por Robert Armstrong, apesar dos nomes das personagens terem sido alterados. A sequência final desenrola-se no topo das desaparecidas Torres Gémeas e não no alto do Empire State Building, como na fita de Cooper e Schoedsack, o que levou muitos funcionários deste a protagonizar um original protesto, vestidos de macacos, no último andar do emblemático arranha-céus. O filme ganhou o Óscar de Melhores Efeitos Visuais.

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‘King Kong Vive!’, de John Guillermin (1986)

Dez anos após o remake de King Kong, surgiu a continuação, de novo assinada por John Guillermin e com Carlo Rambaldi a ser repetente no departamento dos efeitos especiais. Depois de se ter precipitado do alto das Torres Gémeas sob o fogo dos militares, King Kong foi salvo e mantido em coma durante 10 anos num instituto governamental em Atlanta, tendo-lhe sido transplantado um coração artificial. Quando Lady Kong, uma gorila-fêmea gigante capturada por um explorador, é levada para a instituição para que King Kong possa levar uma transfusão de sangue, o gorila gigante foge na companhia da fêmea e o pânico instala-se. Linda Hamilton e Brian Kerwin são os principais intérpretes de King Kong Vive!, que foi um rotundo fracasso comercial, ao contrário do remake que lhe deu origem.

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‘King Kong’, de Peter Jackson (2005)

O realizador da trilogia O Senhor dos Anéis concretizou um sonho de longa data com esta nova versão de King Kong, o seu filme favorito quando era jovem. O argumento, que Jackson assinou com as habituais Fran Walsh e Philippa Boyens, faz a história regressar aos anos 30 da fita original, retomando as mesmas personagens principais e introduzindo novas peripécias com animais pré-históricos na Ilha da Caveira. Naomi Watts, Jack Black e Adrien Brody desempenham os principais papéis, ficando Andy Serkins encarregue de interpretar King Kong com o auxílio da tecnologia de motion capture. Este segundo remake de King Kong ganhou três Óscares, um dos quais o de Melhores Efeitos Especiais. Peter Jackson dedicou o filme “com amor e respeito” aos “aventureiros originais da Ilha da Caveira”.

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