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Dez papéis memoráveis de Bruce Willis no cinema e na televisão

Na hora da saída de cena de Bruce Willis devido a uma doença degenerativa, escolhemos dez das suas melhores interpretações.

Escrito por
Eurico de Barros
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O mundo, o cinema e os cinéfilos foram apanhados de surpresa pela notícia de que Bruce Willis se ia retirar da actividade por sofrer de afasia, consequência de um acidente vascular cerebral. Fomos seleccionar uma dezena dos seus melhores papéis na televisão (onde se revelou e saltou para a fama na série Modelo e Detective) e no cinema, sendo que estes não se limitam de forma alguma aos filmes de acção que o transformaram num dos principais e mais exuberantes e carismáticos representantes deste género, mas também em títulos como Um Herói Como NósVidas Simples ou O Sexto Sentido.

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Os melhores filmes com Bruce Willis (e duas séries)

‘Shatterday’ (1985)

Pouco tempo antes de entrar em Modelo e Detective, que o atiraria para o estrelato, Bruce Willis teve uma brilhante interpretação neste episódio da segunda série de Twilight Zone baseado num conto de Harlan Ellison e realizado por Wes Craven. Willis faz um homem e o seu duplo, que começa por o assombrar e acaba por lhe roubar a vida e anulá-lo por completo.

‘Modelo e Detective’ (1985-1989)

Willis saltou do anonimato para a fama graças a esta série de culto que combina o policial e a comédia romântica e slapstick, em que faz o papel de David Addison, um detective privado espertalhufo e destrambelhado, que se associa a uma modelo falida (Cybil Shepherd) numa agência de investigadores particulares. Ele mostra aqui, e à saciedade, o seu enorme talento para a comédia.

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‘Assalto ao Arranha-Céus’, de John McTiernan (1988)

Este filme arrasa-quarteirões instituiu Bruce Willis como um dos grandes novos heróis de acção do cinema americano, viril mas também gozão. A sua personagem, John McClane, o destemido e insolente polícia nova-iorquino que enfrenta sozinho um grupo de terroristas alemães que na véspera de Natal assaltam um arranha-céus de Los Angeles e fazem reféns, tornou-se num dos maiores ícones do género. A fita teve várias continuações, mas nenhuma à altura do original, embora Willis nunca deixe de se empenhar a fundo em todas elas.

‘Um Herói Como Nós’, de Norman Jewison (1989)

Bruce Willis mostrou neste drama familiar que o seu talento não se ficava pela acção e pela comédia, tendo aqui um papel nos antípodas destes registos. Ele é um veterano do Vietname emocionalmente instável, que não gosta de falar sobre a guerra. Mas é questionado pela sobrinha (Emily Lloyd), que nunca conheceu o pai, morto naquele conflito, e que quer saber tudo sobre ele e as experiências de combate de ambos.

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‘Pensamentos Mortais’, de Alan Rudolph (1991)

Demi Moore (que depois se casaria com o actor) e Glenne Headly são as principais protagonistas deste thriller subvalorizado assinado por Alan Randolph, mas Bruce Willis também se distingue, desta feita num papel negativo: o do marido toxicodependente, alcoólico e violento de uma daquelas, um autêntico traste que acaba por ter o destino que merece.

‘Vidas Simples’, de Robert Benton (1994)

Bruce Willis e Paul Newman juntos num filme, que luxo – e que regalo vê-los contracenar. Newman interpreta um faz-tudo entrado nos anos e desleixado que vive numa cidadezinha do interior dos EUA, subsiste à custa de biscates e está a tentar dar algum sentido à vida, enquanto Willis personifica o homem mesquinho e desagradável para quem ele trabalha e não o trata bem. E nunca se intimida por estar a contracenar com Newman, trabalhando com ele e não contra ele.

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‘Pulp Fiction’, de Quentin Tarantino (1994)

A concorrência de Bruce Willis era enorme neste atarefadíssimo e vertiginoso filme de Quentin Tarantino, cheio de personagens e de histórias cruzadas. Mas não é por isso que ele não se sai optimamente na pele de um pugilista perseguido por um gangster e que acaba aprisionado com este por dois meliantes, e a colaborar com ele para os eliminarem e se libertarem. Mais uma inesquecível personagem dura de roer para o rol do actor.

‘O Sexto Sentido’, de M. Night Shyamalan (1999)

Este filme sobrenatural de M. Night Shyamalan ficou famoso pela sua revelação final, mas mostra também Bruce Willis num papel lacónico e reservado, que se inscreve numa escola com bons e largos pergaminhos no cinema americano. Actor e realizador voltariam a trabalhar juntos, de novo com excelentes resultados, caso de O Protegido, em 2000, primeiro filme da trilogia de Shyamalan (que inclui também Fragmentado, de 2016, e Glass, de 2019), e um dos papéis mais interiores e impressionantes de Willis.

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‘Moonrise Kingdom’, de Wes Anderson (2012)

Bruce Willis num filme do recatado, obsessivo, extravagante e plácido miniaturista cinematográfico que é Wes Anderson? Sim, e ele cabe perfeitamente nesta história passada nos anos 60, sobre dois adolescentes da Nova Inglaterra que se apaixonam e decidem fugir juntos. Willis saboreia o seu papel de capitão Sharp, um dos vários habitantes moderadamente excêntricos da terrinha onde se passa a acção, e integra-se no pequeno mundo de Anderson com naturalidade e sem a menor fífia.

‘Os Órfãos de Brooklyn’, de Edward Norton (2019)

Este foi o derradeiro papel digno desse nome de Bruce Willis antes de começar a alinhar fitas policiais e de acção descartáveis. E é significativo que, embora a sua personagem, um detective particular, seja assassinada logo no início da história, não nos esqueçamos dela durante todo o resto do filme, que não é pequeno. Até com uma pequena participação Willis deixava uma grande impressão.

Os melhores filmes com

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Há quem lhe aponte a escolha de papéis como trunfo. O eclectismo, a elasticidade das personagens, o alcance. Mas há, também, quem acredite que este é um caso de sorte, que o talento não corresponde ao currículo e que a crítica tem sido simpática com a ausência de variedade nas interpretações. Seja como for, é um dos nomes mais conhecidos da indústria.

Michael Caine
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John Huston, Woody Allen, Brian De Palma, Joseph L. Mankiewicz ou Lewis Gilbert são alguns dos cineastas com os quais o inglês Michael Caine fez os melhores filmes da sua longa e muito rica carreira cinematográfica. Recordamos dez das mais memoráveis interpretações de Michael Caine.

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Sean Connery lançou a sua carreira nos primeiros filmes de James Bond, mas não quis ficar preso ao personagem, do qual se emancipou para mostrar que, como actor, era capaz de muito mais do que ser o melhor agente secreto de Sua Majestade. E conseguiu-o, como se pode ver pela sua rica filmografia.

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