Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Oito filmes com animais inesquecíveis

Oito filmes com animais inesquecíveis

A cadela Lassie, a leoa Elsa ou o porquinho Babe são alguns dos heróis destes memoráveis filmes com animais, que recordamos na estreia de 'O Rei Leão'

Free Willy
Por Eurico de Barros |
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Os animais têm sido vedetas de muitos filmes ao longo da história do cinema, e nem sempre em filmes dirigidos aos mais pequenos ou para serem vistos em família. Por ocasião da estreia da versão em imagens de síntese da animação de longa-metragem O Rei Leão, da Disney, fomos buscar um punhado de filmes com animais memoráveis, americanos e europeus. Aqui os animais têm sempre um papel central, e tocam a vida dos humanos que os recebem nas suas vidas. São cães, cavalos, um porquinho que fala, um ursinho, uma pequena leoa e até mesmo uma lontra e uma orca.

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Oito filmes com animais inesquecíveis

‘O Regresso de Lassie’, de Fred M. Wilcox (1943)

O primeiro filme de muitos com Lassie, o cão mais famoso da história do cinema, um collie, baseado num popularíssimo livro juvenil de Eric Knight. Em graves dificuldades financeiras, os donos de Lassie vendem-na a um rico aristocrata, que a leva para a Escócia. O cão foge e começa uma longa jornada para voltar a casa dos donos originais, no campo inglês. Roddy McDowall e Elizabeth Taylor, ainda muito novos, são dois dos principais intérpretes deste melodrama canino clássico. Lassie nunca mais deixou de marcar presença no cinema até hoje, bem como na televisão.

‘O Rapaz e o Cão’, de Robert Stevenson (1957)

Um dos filmes clássicos sobre animais saídos dos Estúdios Walt Disney quando o seu fundador era ainda vivo, e cujo título original é o nome do cão da história, Old Yeller. Estamos no Texas, na década de 60 do século XIX. O pai do jovem Travis (Tommy Kirk) tem que se ausentar para conduzir uma manada ao seu destino, e o rapaz fica a ajudar a mãe a tomar conta do rancho e do irmão mais novo. A família adopta então um cão rafeiro que apareceu nas redondezas, baptizado Old Yeller, e que em breve se vai tornar indispensável no rancho, e para Travis.
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‘Uma Leoa Chamada Elsa’, de James Hill e Tom McGowan (1966)

Uma leoazinha órfã é a vedeta desta filme que fez sensação na década de 60, baseado num livro que já tinha sido um best-seller. Uma Leoa Chamada Elsa baseia-se na história real de George e Joy Adamson (interpretados por Bill Travers e Virginia McKenna), responsáveis por uma reserva de caça no Quénia, que recolheram três crias de leão órfãs. Duas foram enviadas para jardins zoológicos, mas a terceira, Elsa ficou com George e Joy, que a criaram e se tornou sua mascote. No final da rodagem do filme, os três leões utilizados foram devolvidos à natureza.

‘O Reino de Tarka’, de David Cobham (1978)

Com um argumento escrito pelo realizador David Cobham e pelo célebre naturalista e autor Gerald Durrell, este filme inglês destinado às famílias, rodado na região do Devon e centrado numa lontra chamada Tarka, tornou-se num clássico do cinema sobre a vida animal e o mundo natural. Decorrendo no quadro de uma história de ficção, O Reino de Tarka segue as movimentações da lontra que lhe dá o título no seu habitat, mostrando como ela se relaciona com a natureza e o resto da vida selvagem, e transmitindo uma mensagem pelo combate à crueldade contra os animais e à caça ilegal.
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‘O Urso’, de Jean-Jacques Annaud (1988)

O realizador de A Guerra do Fogo assina este filme sem diálogos que é parte fantasia cuidadosamente encenada, parte fita de vida animal, sobre um ursinho órfão que é adoptado por um urso Kodiak adulto e consegue assim sobreviver. No entanto, os dois animais, Youk e Bart, têm, a certa altura, que enfrentar uma terrível ameaça: dois caçadores humanos que os perseguem. Jean-Jacques Annaud levou seis anos a preparar O Urso, que pretendeu que fosse também um manifesto contra os maus tratos e a caça indiscriminada a estes animais. A rodagem teve lugar nas montanhas de Itália e da Áustria.

‘Libertem Willy’, de Simon Wincer (1993)

Jesse (Jason James Richter) é um adolescente problemático que é apanhado pela polícia a vandalizar uma marina. Obrigado a ir limpar a confusão que causou, Jesse fica fascinado por uma jovem orca que está na marina, chamada Willy, afeiçoa-se ao animal e consegue mesmo ensinar-lhe truques que o próprio treinador não é capaz. Quando o rapaz descobre que os donos da marina estão a pensar matar Willy, vai fazer tudo para o evitar. Keiko, a orca do filme, que vivia em cativeiro em condições deficientes, acabou, por sua vez, por beneficiar de uma campanha pública para a sua libertação no oceano, o que sucedeu em 2002.
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‘Um Porquinho Chamado Babe’, de Chris Noonan (1995)

Os animais falam entre eles neste filme australiano sobre Babe, um porquinho que é adoptado por uma cadela pastor, e que acaba por aprender como controlar as ovelhas do rebanho da quinta, tal como os cães, e para enorme espanto do fazendeiro (interpretado pelo veterano John Cromwell). Mas se o seu dono aceita o dom de Babe e até se orgulha das invulgares capacidades do porquinho, os restantes animais torcem quase todos o nariz a uma tal fuga às convenções da quinta e aos papéis convencionados para cada um deles. O filme ganhou o Óscar de Melhores Efeitos Especiais.

‘Cavalo de Guerra’, de Steven Spielberg (2011)

Passado durante a I Guerra Mundial, este filme de Steven Spielberg transpõe ao cinema o livro de Michael Morpurgo que já antes tinha sido levado à cena. O cavalo do título é Joey, um puro-sangue usado em trabalhos no campo que é vendido ao exército inglês no início do conflito, o que leva o filho do seu antigo dono, o jovem Albert (Jeremy Irvine) a alistar-se, para tentar estar perto do animal. Ao longo do conflito, Joey vai passar por várias mãos desde civis franceses a soldados alemães. Spielberg recorda-nos nesta fita que os animais, em especial os cavalos, também foram muito sacrificados na I Guerra Mundial.

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