Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Oito filmes coreanos imprescindíveis

Oito filmes coreanos imprescindíveis

Uma escolha de oito fitas fundamentais da Coreia do Sul, na semana em que se estreia “Parasitas”, de Bong Joon-ho, vencedor da Palma de Ouro em Cannes.

Por Eurico de Barros |
Publicidade
Vingança Planeada, de Chan-Wook Park
Chan-Wook Park "Vingança Planeada"

O cinema da Coreia do Sul é, por esta altura, um dos mais variados, ricos e importantes do mundo, uma realidade sublinhada pela vitória, no Festival de Cannes deste ano, de Parasitas, de Jong Boon-ho, que chega na quinta-feira aos cinemas portugueses. Escolhemos oito filmes (e podiam ser o dobro, ou o triplo) desta cinematografia que não pára de nos surpreender, todos rodados neste século, como amostra da sua qualidade e diversidade. Alguns foram vistos em Portugal, outros não, e uns são mais conhecidos que outros. Todos têm em comum o serem excepcionais e fundamentais para os cinéfilos.

Recomendado: As estreias de cinema que não pode perder até ao final do ano

Oito filmes sul-coreanos imprescindíveis

“Joint Security Area”, de Chan-Wook Park (2000)

Um dos melhores filmes sul-coreanos deste século, que durante muitos anos foi também o recordista de bilheteira no país. É um policial rigorosamente feito a regra e esquadro, que decorre na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias. Dois soldados da Coreia do Norte são encontrados mortos, supostamente por um da Coreia do Sul, mas os investigadores europeus chamados para tratar do caso descobrem que o número de balas usado no crime não bate certo.

“Oasis”, de Lee-Chang dong (2002)

Um ex-presidiário irresponsável e de temperamento volátil sai da cadeia e vai à procura da família do homem que matou no acidente que o levou à cadeia, para lhes pedir desculpas, descobrindo que ele tem uma filha que sofre de paralisia cerebral. Do encontro entre este marginal e a rapariga desleixada pela família vai nascer uma tão inesperada como intensa relação amorosa, que o realizador Lee-Chang dong trata com enorme delicadeza e total verosimilhança. Foi premiado no Festival de Veneza.

Publicidade

“2009 – Memórias Perdidas”, de Si-myung Lee (2002)

Este policial de ficção científica contempla uma história alternativa, sendo passado num mundo em que o Japão anexou a Coreia em 1910, facto que afectou todos os acontecimentos subsequentes do século XX, incluindo a II Guerra Mundial. Estamos em 2009, em Seul, capital de uma Coreia que faz parte do poderoso Império Japonês. Dois polícias, um nipónico e outro coreano, investigam as actividades de um grupo terrorista pró-independência.

“Silmido – Código de Honra”, de Woo-Suk Kang (2003)

Acção, drama e política combinam-se nesta fita baseada num facto real. É a história da Unidade 684, criada secretamente na Coreia do Sul em 1968 e composta por criminosos e condenados à morte, treinados com o fim de assassinar o Presidente da Coreia do Norte, como retaliação por uma tentativa semelhante contra o Presidente sul-coreano levada a cabo pelo regime comunista. Só que a operação é cancelada à última hora.

Publicidade

“Vingança Planeada”, de Chan-Wook Park (2005)

Oldboy – Velho Amigo costuma ser referido como o melhor filme da Trilogia da Vingança de Chan-Wook Park. Mas este, o terceiro e último, bate-o aos pontos, na elaboração dramática da história, no estilo visual e na encenação da violência. Uma mãe solteira que cumpriu uma longa pena de prisão por um crime que não cometeu, e à qual foi tirada a filha, vai em busca do verdadeiro assassino após ser libertada, e também da menina.

“A Criatura”, de Bong Joon-ho (2006)

Uma criatura mutante que se desenvolveu num rio contaminado por um médico militar americano, começa a atacar e arrastar pessoas para as águas em que vive. Num dos ataques, o monstro leva uma rapariga, que é regurgitada viva e consegue contactar os seus e dizer que está nos esgotos com a criatura. Os familiares vão então tentar salvá-la. Bong Joon-Ho realiza aqui um filme que, ao mesmo tempo, consegue seguir e quebrar as convenções dos monster movies.

Publicidade

“Eu Vi o Diabo”, de Kim Jee-won (2010)

Um agente dos serviços secretos jura encontrar o assassino em série que matou e mutilou a sua noiva. A dor e a sede de vingança vão fazer com que ele não recue perante nada para encontrar o criminoso, recorrendo até à ajuda de um assassino canibal. Eu Vi o Diabo é um revenge movie violenta e graficamente realista e que foge à tipificação do género, já que o realizador lhe introduz ambiguidade moral e uma dimensão emocional que são raras no formato.

“Train to Busan”, de Yoen Sang-ho (2016)

O cinema sul-coreano não podia ficar indiferente à moda dos zombies, e deu-nos um dos melhores filmes deste subgénero do terror com este trepidante Train to Busan, todo passado num comboio. Um gestor de fundos divorciado acede ao pedido da filha para, no seu dia de aniversário, irem ver a mãe a Busan. O comboio que apanham transforma-se num viveiro de zombies após uma passageira contaminada com um estranho vírus começar a espalhá-lo.

Mais cinema em Lisboa

Sala de Cinema
Fotografia: Manuel Manso e Rui Pita
Filmes

As melhores salas de cinema de Lisboa

Com o calor de rachar catedrais que tem estado em Lisboa, encontrar refúgio num cinema é fazer o milagre da Primavera em pleno Verão. Mas oásis com ecrã e ar condicionado há muitos.  A Time Out avalia por objectivos as melhores salas de cinema da cidade.

You may also like

    Publicidade