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Televisão, Séries, Netflix, Away
©DR Away de Andrew Hinderaker

Gente em Marte com lágrimas

‘Away’, a série da Netflix protagonizada e produzida por Hilary Swank, anda às voltas com as emoções numa viagem de ida e volta a Marte.

Por Eurico de Barros
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★★☆☆☆

Marte está na berra, de Elon Musk ao streaming. Em Away (Netflix), Hilary Swank interpreta Emma, uma astronauta que comanda uma missão internacional e multiétnica (um russo, um indiano, uma chinesa e um inglês de origem africana). Metidos num foguete, o Atlas, o quinteto foi da Terra para uma base na Lua, de onde apontou ao planeta vermelho. Swank é também uma das produtoras, tal como Edward Zwick, um homem que se fez na televisão (Os Trintões, Começar de Novo) e no cinema (Tempos de Glória, Diamante de Sangue). A série tem duas faces: uma é a da aventura espacial clássica, quando a acção se centra no Atlas, nos tripulantes, nos altos e baixos da sua interacção e nas peripécias da missão; e outra é a do drama sentimentalão, quando volta à Terra e envolve as famílias, os relacionamentos e os problemas emocionais dos astronautas.

Emma tem um marido que estava também para ir na missão, mas não pôde por problemas de saúde, sofreu um AVC e só tem a filha consigo; o russo teve um divórcio azedo e a chinesa uma relação lésbica perigosa, porque é casada, tem um filho e o partido não gosta nada de coisas dessas. Ou seja: quando Away está no espaço, o voo corre bem; quando reverte para cá para baixo, é comprometido por um vulgar e muito lacrimal lastro telenoveleiro.

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