Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Homem Aranha: No Universo Aranha: “Qualquer pessoa pode ser um herói”

Homem Aranha: No Universo Aranha: “Qualquer pessoa pode ser um herói”

"Homem-Aranha: No Universo Aranha" é uma boa surpresa. Falámos com os produtores Phil Lord e Christopher Miller

SPIDER-MAN: INTO THE SPIDER-VERSE
Sony Pictures Animation
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Phil Lord e Christopher Miller são a dupla responsável por filmes de animação como Chovem Almôndegas e O Filme Lego. Realizaram também a comédia Agentes Secundários e até trabalharam em Han Solo: Uma História de Star Wars, mas acabaram por ser despedidos e substituídos por Ron Howard. Homem-Aranha: No Universo Aranha é o seu mais recente projecto. Apesar de serem creditados como produtores, estiveram envolvidos no filme desde o primeiro momento – e a história foi escrita pelo próprio Lord. Não há, por isso, melhores pessoas para responderem a umas quantas perguntas sobre o filme.

 

Porque é que centraram o filme no Miles Morales ao invés do Peter Parker?

Christopher Miller: Éramos grandes fã dos livros de banda desenhada do Brian Michael Bendis e da Sara Pichelli  [Ultimate Comics: Spider-Man, protagonizados por Miles Morales]. Mas, para dizer a verdade, vem tudo das histórias do Peter Parker que líamos quando éramos mais novos. Porque ele era um miúdo normal, de uma família de classe média-baixa, com uma história inspiradora. E o Miles é uma versão contemporânea dessa ideia de que qualquer pessoa pode ser um herói. Era uma mensagem muito forte quando o Stan Lee e o Steve Ditko criaram o Homem-Aranha e continua a ser relevante. No entanto, o Miles é uma personagem completamente nova. Não é só um Peter Parker etnicamente diverso, é uma personagem diferente, com uma dinâmica familiar própria e outros problemas, que ainda assim não se afasta nada do mito do Homem-Aranha.

Phil Lord: Sim. Podia ser qualquer um de nós.

Uma coisa que adorei foi o ambiente urbano do filme. Parece mesmo que estamos em Nova Iorque.

PL: Queríamos que este filme estivesse enraizado na realidade, e naquilo que vemos no dia-a-dia. Tanto que enviámos mesmo os artistas para Brooklyn. Acho que é por isso que parece tudo tão autêntico.

CM: Andaram pelos túneis do metro e por cada bairro.

PL: Quisemos reproduzir a textura da cidade. Que tudo fosse tão específico, tão singular, quanto possível.

É um filme visualmente arrojado. Quantos estilos de animação diferentes combinaram?

CM: Epá, não contei porque é óbvio que diferentes capítulos são inspirados por diferentes artistas.

PL: Tentámos que todos os personagens tivessem a sua identidade visual. A história do Rei do Crime parece pintada, o mundo da Gwen [Stacy, uma das super-heroínas] é dominado por tons pastel, e por aí adiante.

Não há muitos filmes de animação assim.

PL: Era mesmo esse o nosso objectivo.

CM: Quando aceitámos trabalhar no filme, fizemos duas exigências: que o Miles Morales fosse o protagonista, e que nos deixassem fazer um filme de animação como nunca tinha sido feito.

PL: E eles disseram que sim.

CM: O nosso principal objectivo era levar o meio até lugares onde nunca tinha ido.

Acham que o filme pode apelar a pessoas que estão fartas de super-heróis?

CM: Sim. Porque a história do Miles Morales é algo universal. Não é preciso de saber nem querer saber nada sobre super-heróis para ver este filme. É uma história sobre a entrada na idade adulta, sobre um miúdo que de repente percebe que não está sozinho. Qualquer pessoa consegue rever-se nisto. E nunca se viu um filme de super-heróis assim.

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