Judi Dench: sete papéis maiores da grande dama da tela

A consagrada actriz inglesa volta a interpretar a rainha Vitória em 'Vitória e Abdul', que se estreia esta semana em Portugal. Uma boa razão para rever alguns dos seus melhores momentos no cinema
Judi Dench, Casino Royale
Por Eurico de Barros |
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Foi a M dos filmes de James Bond, personificou as rainhas Isabel I e Vitória, a romancista Iris Murdoch e interpretou toda uma série de papéis que, também no cinema, tal como antes no teatro e na televisão, fizeram de Judi Dench uma das últimas grandes senhoras da arte de representar na Grã-Bretanha. 

Judi Dench: sete papéis maiores da grande dama da tela

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‘007-GoldenEye’, de Martin Campbell (1995)

Judi Dench foi a primeira mulher a interpretar o papel de M na série de filmes de 007, baseando a personagem em Stella Rimington, que dirigiu o MI5 entre 1992 e 1996. Por esta altura, a sexagenária Dench era já uma consagradíssima actriz de teatro e televisão e tinha entrado em vários filmes. Mas a sua participação nos de James Bond deu-lhe a projecção internacional que lhe faltava, e a actriz trouxe a M um renovado protagonismo na série e uma dimensão mais humana, sobretudo na vigência de Daniel Craig como 007.
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‘Sua Majestade, Mrs. Brown’, de John Madden (1997)

A primeira vez que a actriz interpretou a rainha Vitória foi neste drama baseado na relação de amizade da monarca com o seu fidelíssimo criado escocês John Brown (Billy Connolly), quando já estava viúva do príncipe Albert e e vivia mergulhada num longo e profundo luto, tendo desaparecido da vista pública. Judi Dench interpreta a rainha Vitória fugindo aos estereótipos populares e de uma certa historiografia que lhe é hostil ou pouco simpática, revelando o seu lado mais íntimo e vulnerável.

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‘A Paixão de Shakespeare’, de John Madden (1999)

De novo dirigida por John Madden, e de novo personificando uma das mais carismáticas rainhas da história de Inglaterra, desta vez Isabel I, Judi Dench ganhou o Óscar de Melhor Actriz Secundária nesta ficção histórica. Em A Paixão de Shakespeare, a actriz transporta para a figura da poderosa e temida monarca toda a experiência e todo o peso do seu estatuto de grande senhora da cena britânica, e as suas aparições contam-se entre os momentos altos do filme. A rainha das actrizes a fazer de rainha, em suma.
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‘Iris’, de Richard Eyre (2001)

Uma mesma personagem para duas actrizes. Judi Dench e Kate Winslet, ambas soberbas, partilham a interpretação da escritora britânica Iris Murdoch quando mais nova e mais avançada nos anos neste drama biográfico sobre a relação daquela com o marido, o também escritor John Bayley (Jim Broadbent), que passou a tomar conta dela quando a romancista começou a sofrer de Alzheimer. O filme baseia-se no livro que Bayley escreveu sobre os últimos e dilacerantes anos da sua vida com Iris Murdoch, Elegy for Iris.

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‘Diário de um Escândalo’, de Richard Eyre (2006)

Um dos melhores papéis no cinema de Judi Dench foi proporcionado por esta adaptação do romance de Zoe Heller. Ela personifica Barbara Covett, uma professora de liceu idosa, solteirona e solitária que se deixa fascinar por uma nova colega muito mais jovem, Sheba (Cate Blanchett), casada e com um filho deficiente, e que está envolvida com um aluno menor. Uma informação que Barbara vai usar em seu proveito. Dench é magnífica a interpretar uma mulher cuja misantropia e frustração só têm igual na sua perfídia.

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‘O Exótico Hotel Marigold’, de John Madden (2011)

Dench reencontra o realizador John Madden e está rodeada por uma série de compatriotas e colegas veteranos (Maggie Smith, Tom Wilkinson, Bill Nighy, Celia Imre), nesta comédia dramática baseada num livro de Deborah Moggach. A actriz faz uma das idosas reformadas que se instala no hotel do título em Jaipur, na Índia, um estabelecimento renovado mas menos luxuoso do que anunciava. É um dos papéis favoritos de Judi Dench, numa fita que alcançou um enorme sucesso mundial e teve uma continuação em 2015.

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‘Filomena’, de Stephen Frears (2013)

Mas uma personagem real para Judi Dench, mas o oposto de uma rainha ou de uma escritora célebre. Aqui, ela é Philomena Lee, uma mulher que, 50 anos atrás e mãe solteira, viu o filho ser-lhe tirado para adopção pelas freiras do convento em que foi acolhida. Agora, vai com um jornalista (Steve Coogan) que se interessou pela sua história, após a filha dela o ter abordado, tentar saber se o filho ainda vive e onde se encontra. Judi Dench personifica Philomena sem forçar qualquer nota melodramática ou explorar a piedade fácil.

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